Poema para um Lider
Marly, Luz que Nunca se Apaga
No ventre do tempo, um nome se ergueu, Marly, estrela que ao mundo desceu. No chão de Volta Grande nasceu, Com alma de força, destino de fé.
Mãe que moldou com mãos de ternura, Filhos erguidos na luz da cultura. Semeou o saber, regou esperança, E fez do amor sua aliança.
O sonho interrompido não a calou, Seu brilho em outros olhos restou. Nos filhos que seguem seu ensinamento, Ecoa seu nome no tempo e no vento.
Médium de alma, de olhar que enxerga, Além do que os olhos do mundo revelam. Guia de corações, ponte entre planos, Sua fé é escudo, seu verbo é luz.
Mesmo que o tempo lhe curve os ombros, A chama sagrada não perde o tombo. Ainda ora, ainda sente, Ainda ensina, forte e presente.
Hoje repousa nos braços da filha, Mas sua essência nunca dorme, Pois no amor que deixa e que brilha, Marly Gonçalves Branício é vida que nunca se some.
Superando as sombras do passado
As palavras de meu pai ecoavam como um decreto de inutilidade. As afirmações de minha mãe pintavam um futuro sombrio, desprovido de conquistas. O laço fraterno com minhas irmãs parecia frágil, distante da amizade que eu ansiava. Na escola, sentia-me como uma intrusa, uma aluna indesejada. A crítica de um professor ressoou profundamente, como se minha própria existência fosse um erro.
Cresci envolta em uma névoa de incerteza, questionando meu lugar no mundo. Hoje, aos 30 anos, reconheço o vazio que se instalou, reflexo das feridas do passado. Minha história pode não ser um conto de alegrias fáceis, mas ela é a minha jornada.
Ainda que em alguns momentos a vida pareça um fardo pesado, carrego em mim a resiliência de quem sobreviveu às tempestades. Se por vezes meus passos vacilam e o destino se oculta, a busca por um caminho permanece acesa. A tristeza que as incertezas trouxeram não me define, mas me impulsiona a buscar luz.
Na minha busca espiritual, volto-me para diversas crenças, na esperança de encontrar amparo e compreensão. E mesmo que o silêncio persista em alguns momentos, a fé reside em meu coração.
Sou feita da vastidão da estrada sob a noite estrelada, da firmeza do chão batido sob a luz da lua. Envolvo-me na delicadeza do perfume das rosas e na imensidão acolhedora do mar. Reconheço a multiplicidade de caminhos e destinos que se apresentam, e com renovada esperança, sigo adiante, confiante de que um deles me encontrará.
No vinte e seis de abril, um fogo vai acender,
Na brasa da churrasqueira… e no prazer de viver.
Mas não é só por mim, Paulinho, que vamos nos reunir,
É por esse dom bendito: a família existir.
As mãos postas em volta da mesa,
Um “amém” que sobe em singela beleza.
Você, que faz parte do que sou e serei,
É resposta de Deus — por isso, lhe esperei.
Quero ver cada rosto, abraçar sem demora,
Celebrar o hoje, sem deixar pro “depois” ou “agora”.
Um reencontro no abraço guardado,
Um sorriso que brilha, um tempo esperado.
Sou aquele que empinava pipa na rua,
Que jogava bola descalço, sob a luz da lua.
Nas festas de casa, com irmãos e primos dançando,
Lembrando os anos oitenta — e ainda dançando!
As cores das pipas cortando o céu,
E risos dançando como um doce carrossel.
Aprendi a fazer comida, a pintar o rodapé,
A jogar pingue-pongue com leveza e fé.
Buscava pão e leite com a mamãe na padaria,
E viajava com o papai, estrada afora, com alegria.
Um caderno de versos com cheiro de flor,
O amor de uma mãe… plantado com louvor.
Não conto só mais um ano, mas um tesouro guardado,
Sou mais experiente, sim, e por Deus acompanhado.
Carrego fé num coração simples e sincero,
Sou Paulinho, o Negrin da Mamãe — inteiro!
Um menino crescido, mas de alma leve,
Que ainda dança, ri, ama e escreve.
Então venha! Traga o riso, o olhar, a ternura,
Vamos viver juntos essa doçura.
Porque esse dia não será só comemoração…
Será culto de gratidão, em forma de reunião.
se você diz
Que ama alguém
E no primeiro obstáculo
Você desiste
Então isso não é amor
É uma fantasia temporária
É como se fosse um
temporal profundo
Que na primeira ventania
O vento leva e vai embora
versos de copo vazio
No canto de um bar, meu velho refúgio Me abrigando da tua ausência, num trago sujo
Como um samba antigo desafinado e bom
Na mesa riscada um poema incompleto Teu nome borrado, meu peito fechado
O barman já sabe "mais uma ai irmão?"
E eu disse é claro já que o amor não tem cura Apenas repetição
E um dia se tu voltar
Por ironia do céu
Vai me encontrar sorrindo
Pois o amor de um boemio é torto e partido
Como cerveja derramada num peito ferido.
Em um jardim onde florescem os sonhos,
Teu amor é a rosa que nunca murcha.
Cada pétala, um carinho,
Cada espinho, uma lição que nos ensina.
Teus abraços são abrigo, calor e paz,
Um refúgio seguro em dias de tempestade.
Teu sorriso é a luz que sempre traz
A esperança e a mais pura felicidade.
Quando dançamos sob a luz da lua,
O tempo parece parar, e o mundo se esquece.
Nossos corações batem em uma só rua,
E na sinfonia do amor, tudo se enriquece.
Tu és o sol que ilumina meu caminho,
A estrela que guia meu barco no mar.
Com você, cada momento é um carinho,
E cada despedida é só um até logo a esperar.
Amar você é viver em poesia,
É escrever versos com a tinta da emoção.
Em cada palavra, uma melodia,
Que embala nossos corações em perfeita união.
Um minuto de reflexão
A vida, com suas curvas inesperadas e desafios diários, nos convida constantemente à superação. Em meio a erros, tropeços e decisões impensadas, é fácil sentir-se desanimado ou perdido. No entanto, é justamente nesse ponto que a resiliência revela sua força: não apenas na capacidade de suportar as quedas, mas principalmente na coragem de reconhecê-las.
Aceitar os próprios erros não é sinal de fraqueza — é um ato de grandeza. É nesse reconhecimento sincero que nasce a oportunidade de mudança, de aprendizado, de evolução. Corrigir o que se fez de forma equivocada é dar a si mesmo uma nova chance de ser melhor, de seguir com mais consciência e sabedoria.
A verdadeira resiliência não nega a falha, mas a transforma em degrau. Ela nos levanta, não como quem ignora o passado, mas como quem o entende e o usa como impulso. Hoje, permita-se refletir: o que posso fazer diferente? O que posso consertar? Como posso me erguer melhor do que antes?
Porque todo cidadão, ao reconhecer e corrigir suas falhas, se torna mais digno, mais forte — e mais humano.
H.A.A
DEUS no comando sempre!
🕊️ “Entre o que fui e o que serei”
Carrego no peito um tempo que passou,
Mas que nunca saiu de mim.
Um beijo roubado,
Um coração partido,
E um "eu te amo" que ficou pelo meio do caminho.
Voltei tantas vezes no pensamento,
Pra aquela escola, praquelas amigas,
Praquele amor que parecia destino…
Mas era só desatino.
Fui mulher antes da hora,
Descobri o amor sem manual,
Aprendi a sorrir com lágrimas nos olhos
E a esconder a dor num “tá tudo normal”.
Sou feita de pedaços de mim que ninguém viu,
De sonhos que calei,
De vontades que não vivi.
Mas ainda tô aqui…
Firme, mesmo frágil.
Doce, mesmo machucada.
Já me disseram que eu sou intensa demais,
Mas quem sente muito, vive profundo.
E mesmo ferida, eu não deixo de amar o mundo.
Hoje eu não procuro mais por alguém que me salve.
Procuro por alguém que ande ao meu lado
— e se não vier, tudo bem —
Eu aprendi a me levantar sozinha,
Mas com poesia, fica mais leve também.
🌹
🖤 “Enquanto ninguém me escolhe”
Enquanto ninguém me escolhe,
Eu escolho sobreviver.
Entre um gole de saudade e um punhado de silêncio,
Eu vou costurando os pedaços de mim
que a vida insiste em rasgar.
Já dei o melhor de mim pra quem só soube pegar.
Fui abrigo pra gente que só queria descansar,
mas nunca quis ficar.
E no fim…
quem ficou fui eu.
Sozinha,
na encruzilhada entre o que mereço e o que aceito,
entre o que sonho e o que recebo.
Dizem que o amor chega quando a gente para de procurar.
Mas como parar, se meu coração continua gritando por algo que nunca veio?
Se meu corpo ainda treme por um toque que nunca ficou?
Se minha alma ainda chama por alguém que não ouve?
Enquanto ninguém me escolhe,
Eu aprendo a não me culpar.
Não é falta de beleza, nem de amor no peito —
é excesso de entrega,
é medo nos olhos de quem olha e vê o quanto eu sou inteira.
E ser inteira assusta.
Porque ser intensa incomoda.
Porque quem sente fundo, incomoda quem só sabe viver na superfície.
Mas mesmo assim…
eu sigo.
Com os olhos fundos de esperança,
e o coração ainda pulsando, mesmo depois de tanto cansaço.
Eu sou aquela que amou antes de ser amada,
que ficou quando todos foram embora,
que ainda acredita — mesmo ferida —
que o amor de verdade não machuca,
ele sara.
Então, enquanto ninguém me escolhe,
eu me reconstruo.
E quando alguém finalmente chegar…
vai ter que saber:
eu sou casa, mas não sou abrigo pra quem só quer passagem.
Um chocolate derretendo no cantinho da boca. Escorrendo devagarinho a deslizar por cada poro como se fora uma criança que passeia pela cidade e desliza suas pequenas e suaves mãos pela vidraça do prédio conforme avança em seus passos despretensiosos; ao avistar a beira, vai desacelerando os passos para que deslize mais um pouco, adiando o momento em que seus dedos se desprendem, quase se despedindo, da última vidraça do prédio.
Assim imagino, o percurso de uma gota de chocolate escorrendo pelo canto esquerdo da minha boca. A sensação de senti-la rastejar de um canto da minha boca para outro, alcançando o queixo querendo se jogar de braços abertos ao abismo, esperando que meus dedos a alcance e a leve-a para meus lábios; me faz pensar em você.
Uma gota de desejo escorrendo por mim, eriçando cada poro em que desliza. Uma gota de desejo que por onde passa tudo vasculariza.
Algo me diz que essa gota precisa jorrar de algum lugar e terminar essa doce e sutil agonia que é, desejar você.
Um neurônio isolado é como uma voz que nunca encontra ouvidos.
Não importa o quanto tenha potencial — se não se conecta, ele se apaga.
O cérebro não guarda o que não conversa.
Assim como o mundo não valoriza o que não se comunica.
Quem não se expressa, desaparece. Literalmente.
Renato Ribeiro
É tão difícil dizer adeus,
É tão difícil se desapegar de algo que alguma vez foi um propósito. É muito fácil fingir que não dói, é muito fácil fingir que não se importa. Mas não olhe para o que perdeu e evite a depressão.
Sabias que nada nessa vida acontece por acaso? Acredita!!
Mais um sentimento sem nome
O que é essa dor que dói,
sem doer em nenhum lugar?
Essa falta de ar,
enquanto respiro profundamente?
Esse peso no peito,
mesmo sem ninguém por cima?
Essas lágrimas em torrente,
sem razão aparente?
Esses textos profundos,
escritos em qualquer pedaço de papel?
Esse bater descompassado,
de um coração que nem sabe por que pulsa?
Essa garganta seca,
mesmo depois de tantos goles?
Esse grito mudo,
preso entre os dentes e a língua?
Esse olhar perdido,
que finge encontrar, mas só procura?
Esse pensamento distante,
que nunca chega, mas também não parte?
Esse sorriso perdido,
atravessando os dias?
Esses suspiros constantes?
Esse silêncio gritante?
Essa ausência tão presente?
Essa saudade?
Essa esperança?
Anderson WA Delfino
"Ressurreição da Alegria: Páscoa em Versos de Luz"
No alvorecer de um domingo sagrado,
o silêncio se curva à luz renascida.
Ressurge a esperança no céu iluminado,
e a vida se veste com nova medida.
Nos olhos das flores, um brilho encantado;
as almas dançam em doce harmonia.
É Páscoa — tempo de amor restaurado,
de mãos estendidas, de paz e poesia.
Celebremos a graça que vence a morte,
o milagre do amor que não perece.
Na cruz, uma entrega — além da sorte —:
é promessa viva que não esmorece.
O pão partilhado revela o caminho
de Cristo, que é luz, ternura e perdão.
Quem ama jamais caminha sozinho,
pois a fé floresce no mais puro coração.
No perfume do lírio, uma voz sussurra
um canto de luz, de renovo e verdade.
A alma, então livre, da dor se depura,
erguendo no peito a eterna claridade.
Deixemos que a Páscoa nos molde por dentro,
como barro nas mãos do divino Oleiro.
Sejamos abrigo, ternura e centro
de um mundo mais justo, mais verdadeiro.
Domingo de Páscoa — renasce a canção
dos anjos e homens num só resplendor.
Um tempo sagrado pulsa no chão,
bordando o universo com fios de amor.
Eis o convite: cantar, viver, recomeçar,
com a alma lavada, de luz vestida.
Domingo de Páscoa — vamos celebrar
a fé, a esperança, a graça da vida.
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