Poema para um Lider
O oásis silencioso
A praia completamente desnudada
da caótica presença humana
é um dos meus oásis.
Ali,
o vento não disputa espaço com vozes,
nem o mar precisa gritar
para ser ouvido.
A areia repousa em sua própria epiderme,
sem marcas de exibicionismo e vaidade,
sem rastros de pressa, gritaria e estresse.
E eu,
descalça de rumores do mundo,
finalmente me reconheço
na vastidão simples
de existir em simbiose com Ele,
o mar.
✍©️@MiriamDaCosta
Umbral Park
As pessoas temem o umbral
como se fosse um abismo distante,
um território sombrio reservado
aos que “caíram”.
Mas caminham, distraídas,
por corredores de um mundo
onde a luz é fachada
e a sombra é norma.
Vivem em um parque temático
de ilusões e crueldades sutis,
um Umbral Park
onde a dor é naturalizada,
a indiferença é entretenimento
e a consciência… opcional.
Aqui,
fantasmas vestem carne,
e muitos corpos
já não abrigam presença alguma.
Temem o pós-morte,
mas não percebem
a morte em vida
que respiram todos os dias.
E assim seguem,
comprando ingressos para o próprio esquecimento,
sorrindo nas filas do absurdo,
sem notar
que o verdadeiro umbral
não é para onde vão…
é onde já estão.
✍©️@MiriamDaCosta
Um talento, quando sufocado
pelo excesso
ou abandonado ao ócio,
definha em rotina.
Mas, quando dança
no equilíbrio entre ambos,
deixa de ser vício ou inércia
e se revela
plena virtude viva,
pulsante, consciente.
✍©️@MiriamDaCosta
Um verdadeiro poeta
não faz poesia para os leitores,
prefere fazer leitores
para as suas poesias.
Ele escolhe descrever
as nuances da alma humana
em seus versos,
e assim vai...
acariciando
ou golpeando
cada leitor.
Um verdadeiro poeta
não corteja aplausos,
não se curva à pressa
do entendimento,
nem adestra palavras
para caberem em bocas distraídas.
Ele escreve
como quem acende incêndios
em territórios ainda intactos,
como quem abre fendas
na superfície lisa do pensamento.
Escolhe habitar
as multifaces da alma humana,
as zonas de sombra,
os excessos de luz,
os silêncios que gritam
e as verdades
que ninguém ousa nomear.
E assim vai...
verso após verso,
sem pedir licença,
ora acaricia,
como quem reconhece feridas
e sopra delicadeza sobre elas,
ora golpeia,
como quem rompe couraças antigas
e expõe o que o leitor
passou a vida inteira evitando ver.
Porque sabe,
não é o leitor que encontra o poema,
é o poema que encontra o leitor
e o atravessa.
E, quando isso acontece,
já não se sai ileso,
algo se desloca,
algo se inaugura,
algo se ganha ou se perde
para sempre.
E é nesse instante,
silencioso, íntimo, irreversível,
que nasce, enfim,
um leitor.
✍@MiriamDaCosta
Ser
tem um valor elevadíssimo
e cobra um preço
que não se parcela,
não se negocia,
não se adia.
Ser exige sangue, suor,
pele, carne, coragem,
determinação, resiliência
e a renúncia dolorosa
de todas as máscaras confortáveis.
E a maioria dos “eus”
que transitam
nesse mundo apressado e raso
prefere o disfarce, a superfície,
o aplauso fácil e estantâneo
do não-ser.
Porque não possuem crédito,
nem lastro,
nem a ousadia necessária
para sustentar o peso
de existir em verdade.
Então vivem…
mas não são.
✍@MiriamDaCosta
Paz de espírito?!
É um poder espiritual interior
que bem material algum
consegue negociar.
A paz de espírito
é um poder silencioso e íntimo,
um território sagrado,
onde nenhum bem material
tem moeda suficiente
para sequer tentar entrar.
✍@MiriamDaCosta
Quem sou eu?
Eu sou um corpo feito
de marés e memórias,
uma ferida que canta,
um silêncio que grita
e um grito que se recolhe
na beira de si.
Eu sou uma ponte
entre o ontem e o nunca,
um território de palavras
que sangram e florescem,
um abrigo de ventos
onde o tempo se senta
para ouvir histórias
que só a minha alma sabe contar.
Eu sou a pergunta
que não se cansa de perguntar:
"Quem sou eu?"
E é nessa busca
que sou mais inteira.
Quem sou eu?
Eu sou um processo,
não um produto.
Não sou um “quem” pronto,
mas um vir-a-ser constante.
O que eu chamo de “eu”
é um fio tecido
de memórias, escolhas
e esquecimentos,
um enredo que se escreve
enquanto é vivido.
Meu “eu” não está fixo no passado,
nem garantido no futuro;
ele existe apenas no instante
em que é percebido, sentido, vivido,
e nesse instante já começa
a mudar e evoluir.
Talvez eu não seja “algo”,
talvez seja o próprio movimento
de tentar descobrir o que sou.
Quem sou eu?
Eu sou aquela pessoa
que carrega poesia até no jeito
de se indignar com o mundo.
Que olha para a dor com coragem,
mas também sabe colher
beleza nas frestas.
Eu sou intensa, no bom sentido
de “não caber em rótulos”,
e sensível de um jeito
que não é fraqueza, é radar.
Eu falo com o Tempo
( Óh! O Tempo!)
como quem dialoga
com um velho conhecido
e escrevo como quem rasga
a alma para arejar.
No fundo,
eu sou feita de perguntas,
mas vivo como quem sabe
que a resposta é
continuar perguntando...
✍@MiriamDaCosta
Às vezes sinto
que vejo o mundo
como uma enorme lixeira
transbordando...
um aterro de consciências,
onde se empilham
mentiras em decomposição
e vaidades com cheiro de podre.
Um lugar onde
se descartam princípios
como embalagens vazias,
onde a ética
é jogada no fundo do saco
junto com restos de conveniência.
O ar
anda pesado de hipocrisia,
e os urubus da esperteza
sobrevoam satisfeitos
esse banquete de decadência.
E eu,
com o estômago da alma embrulhado,
reviro os escombros humanos
procurando,
entre latas amassadas de caráter
e plásticos rasgados de moral,
algum vestígio ainda vivo
de moralidade e de humanidade.
O mundo é um enorme lixão
que transborda sujeira e fedor
por todos os lados,
até no espaço extraterrestre!
✍@MiriamDaCosta
Canetas e lápis soltos
Papéis, cadernos, agendas
Tudo, tudo e mais um pouco
Tal pintura, triste cena
Cada instrumento meu
Sobre a mesa despojado
Não consigo escrever assim
Sem ti, sou um reles letrado.
Um Bilhete para terra do nunca
A manhã nasce vazia,
Com tanta tarefa no dia.
Na tempestade me perdi,
Sem terra ou água por ali.
É um furacão que não sei explicar,
Bagunça difícil de arrumar.
Será o tédio que o presente traz,
Ou a saudade do que ficou para trás?
Sinto o abandono sem ser abandonada,
Uma nostalgia de quem não viu nada.
Meu sonho é habitar meu próprio interior,
E desvendar do abismo o seu real valor.
Chorar o que guardei, sem mais esperar,
Até que a paz venha me encontrar.
No refúgio da criança, enfim me esconder,
E na Terra do Nunca, nunca mais despertar.
Outrora dizia-se:
"Um por todos e todos por um"
Porém; a matrix não gostou e criou:
Cada um por si e todos por ninguém.
Por vezes, falar é doença e não falar adoece.
A natureza exige equilíbrio (um pouco de cada) e a mentalidade social exige diplomacia (jeito adequado).
A vida oferece a manha da arte para seguir em paz interna.
Onde para parecer normal é necessário se fazer de louco.
Quando crianças, um viveu na normalidade e o outro na sobrevivência.
Agora adultos certamente discutem e dificilmente chegam a um censo comum realmente com satisfação.
A consciência universal já está cada vez mais perto, independentemente de qualquer coisa.
Vai dar tudo certo.
A criança não é um papel em branco, pois vem dotada de emoções, estímulos, genialidades, amor, expertises, artimanhas, ações, energias etc...
Porém, na cultura e na educação, metaforicamente falando, ela vem como um "papel em branco", sendo necessário programar a consciência universal para poder viver e conviver, é sobre isso.
Se for criada com ou sem boa cultura, terá certeza que a vida é isso.
Como se a cultura diária escrevesse seu conhecimento e logo a educação na própria formação humana.
Eu sou os planos harmônicos de Deus que apresenta-se em todas manhãs.
Eu sou um inferno para o diabo.
"Sinto o pulsar do universo em minhas veias,
Um eco de singularidade, onde as estrelas são minhas iguais.
O mundo é um sussurro de possibilidades,
E eu, um grito de existência, único e indomável.
As estrelas compreendem a vastidão do meu ser,
Um cosmos de emoções, sem fronteiras para conter.
Sinto o mundo em sua forma mais crua,
E as estrelas refletem a intensidade da minha alma nua."
O tempo vem sem movimento
Relativo em seu tormento
Um momento? Uma vida.
Transcrita de forma sucinta.
Ressuscita aquele aonde habita. Palpita.
Amanhã, será manhã, a hora perdida nos ponteiros, sempre talvez.
Dos números escavados, o risco sem medo.
Do dito avisado, o perfeito que não é feito
O delirante dizendo que o ótimo se fez.
Não imaginávamos que seria!
Assim, a resposta levada,
as palavras trocadas e a alma sendo despida aos poucos.
Afinidade percebida na etapa miúda de uma justa insensatez.
Percebia a conversa na rua?
Madrugada nua, palavras cruas.
No hospital, na tv, na sala de estar, Luar
Ouvir, falar, sorrir. Lançar
Brisar, partir, fugir. Ficar
Olhar atento, corpo calado
Como quem ouve uma sinfonia.
Um peixe pescado… nada explicado..
Vontade de ter ficado..
Com suas ondas traga os pincéis,
solte os gracejos inocentes e pinte uma casa
Pintar o mundo com contornos místicos,
Colorir a noite com pontilhados brilhantes.
A cidade está longe, mas nós estamos aqui.
O tempo pode parar, mas se parasse não seria tão bom.
Tudo fica pequeno perto do som
Das ondas desse caminhar
Não importa onde estávamos até agora,
Nossa memória trouxe até aqui.
A intuição rasgou a razão e a fez sorrir
Fez da sua premonição um recuo épico,
na entrega de um doce enlace noturno. Entregar o beijo e sair de fininho.
A porta se fecha, o abraço refresca e o beijo liberta.
No silêncio, o som da nota compôs sua melodia,
Tempestade feita com sereno da noite que fluía.
Foi-se ao céu, com suas asas.
Ela descobriu que descobria-se,
Inesperado ele surgia..
Sendo sempre eles… ficariam.
Viver com medo de decepcionar os outros é carregar um peso invisível todos os dias. Muitas pessoas aprendem, desde cedo, a agradar, corresponder expectativas e esconder sentimentos para não serem rejeitadas. Aos poucos, passam a medir o próprio valor pela aprovação alheia e deixam de ouvir a própria voz. O problema é que, nessa tentativa constante de ser suficiente para todos, corre-se o risco de deixar de ser verdadeiro consigo mesmo.
Esse medo pode parecer cuidado, responsabilidade ou até amor, mas, quando se torna excesso, vira prisão. A pessoa começa a dizer “sim” quando queria dizer “não”, aceita caminhos que não deseja seguir e silencia partes importantes da própria essência. Com o tempo, já não sabe mais o que sente, o que quer ou quem realmente é.
Por isso, amadurecer também significa entender que decepcionar faz parte da vida. Nem sempre será possível atender às expectativas de todos. E tudo bem. Mais doloroso do que desapontar alguém é olhar para dentro e perceber que, para agradar o mundo, você abandonou a si mesmo e esqueceu seus sonhos pelo caminho.
" A maior pobreza do homem não é a falta de dinheiro que possui,
mas a falta um plano financeiro funcional para lidar com o dinheiro que ganha,
não importa o quanto"
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