Poema para um Lider
Quem procura
me entender:
sempre perde
a cabeça!
Nasci livre
como uma ave,
Insistir comigo,
de nada vale,
- não compensa
Sou um poema
de quinta,
- um verso vagabundo
Uma poesia bandida,
- rebelde -
Doidamente
transtornada,
Cauda de cometa,
- constelação efusiva
Doido verbo
e provocativo,
Dançando em cima
dos estilhaços,
Desse planeta
cheio de cacos,
Versos feitos
a fio da espada,
Brio, doçura e sangue
fervente
- e determinado
Pelos alçapões
do inconsciente,
Repleto de si
e com assinatura
- própria -
Corto com os versos
de Salomé
- o teu juízo -
E me misturo
aos teus aromas,
Furtando, assim,
o teu coração.
Então, repousa aqui,
bem aqui,
A tua mente
e o teu coração,
Assim, neste colo,
a fantasia,
O teu implacável
desejo
De mergulhar
na sedução;
Nascida
dessa cantiga,
E de cada verso
de paixão.
Voa, então, sobreviva,
Não se recuse, não se negue,
- se promova
Ao meu colo, se renda,
Prossiga como quem se atreve...
Apenas aqui existe
- uma poesia -
Escrita com requinte
Porque amar é lira
- dádiva única -
De quem vive plena
- a vida nem tão doce
Como muitos pensam.
Não há nada seu por aqui,
Apenas uma poesia lírica,
- intimista -
De quem tenta sorrir,
Espera e confia,
No que a vida tem para dar,
E o amor que guarda libertar.
Tenho verdade naquilo
Que escrevo,
Tenho bondade naquilo
Que sinto,
Tenho carinho, se me aprecia,
Sou poema-mulher,
Sou poesia-feminina, sibila.
Apenas aqui existe,
- um espelho -
Escrito com doçura,
Que você procura,
Nesse mundo desprovido
De carinho e doçura;
Não! Espere nada...,
Simplesmente me leia
Um poema virtuoso - que incendeia.
A coragem não te permitiu:
de ter me dado o teu abraço.
Talvez por eu ser o ramalhete
- das rosas mais frescas -
Que talvez tiveste contato.
O teu olhar se permitiu:
contemplar o horizonte
- como um dardo -
Perdeste-me da minha fronte,
Eu bem que poderia estar
bem pertinho, e ao teu lado.
Os teus afetos, as tuas loucuras
- cada um deles são meus,
E as tuas vontades: são minhas.
Não houve despedida,
Porque a verdade sublime: é nossa.
É irresistível não reconhecer,
Desde o dia que nos vimos:
passamos ao mais alto dos planos,
experimentando o prazer imenso
de nos pertencer e de nos acolher.
Filha da terra,
não reconhecida,
- estremecida
Faz parte de quem
vive desterrada,
Sob o teto de estrelas,
enluarada,
Em passos firmes,
alma insegura,
Ainda sente os reflexos
da tortura,
Não desiste,
enfrenta;_é partitura!
Princesa e plebeia
- ao mesmo tempo -
Com os pés na terra,
Sendo saudade engolida,
Com os olhos nos astros,
Uma vontade silenciada,
Com o peito na Lua,
Sendo verdade reprimida,
Com as mãos ao vento,
Uma inocência desacatada.
Sou a poesia
sob suspeita
Só para quem
não entende
Sou a poesia
escrita – faminta
Só para quem
se permita...
Escrevo para fazer
parte de você,
Escrevo para tomar
conta da sua vida,
- tu bem me conheces
Desde então quando envolvestes
as mãos
Na minha cintura,
e colou o teu corpo,
Fizeste assim com que eu
não te esqueça,
E não te esqueço mesmo,
és a minha cantiga.
Bizunga é o meu coração
que bate tão leve de amor,
Em breve criará asas,
encontrará a paixão,
e se entregará a doce sedução.
Minha Estrelinha-ametista,
poesia de asas e plumas
da América do Sul,
Quando o amor é verdadeiro
não se consegue dizer não,
Diga para o meu coração
que não penso em retroação.
Colibri-cinzento
deste solo gentil
e brasileiro,
De ti tenho o beijo
a utopia e a poesia
inspiradora de cada dia.
Beija-flor-verde-ouro,
meu poético tesouro,
Não tenho medo do desdouro
porque quando o amor vier sei
que poderei confiar em dobro.
Meu Beija-flor-de-bico-vermelho,
juro que quando o amor chegar
na minha vida jamais terei medo,
Enquanto o amor não vem
sigo tecendo o poético enredo.
Esmeralda-de-bico-vermelho
vem comigo porque vou te mostrar que não é preciso ter medo,
Com fé no destino caminhar
ou voar não tem nenhum segredo
Se enleva o meu coração
de Beija-flor-cantador
sobre o vale verdejante,
sem dar o gosto de virar
alguém que logo desiste.
Resistir em cultivar
um espírito triste trouxe
a opção de me armar
com a elegância da pluma
e com passos de Puma.
A minha poesia nascida
inaudível saúda a Iara
deste Rio com três sílabas
de pequenas e ágeis asas
porque na vida tudo passa.
Imperceptível é o equilíbrio
talhado pelas águas
que moldam os terrenos,
e sem que percebam
dialogam com o tempo.
Sem ter medo de olhar
para o relógio é nascido
de um sentimento
poderoso cultivado
com a potência do silêncio.
Dos parreirais de Rodeio
as uvas são adquiridas
até na porta de casa,
Canto de passarada,
Tarde de flores azuis
do nosso tempo com
direito a nuvens beijos,
as uvas estão lavadas,
Se você não vê poesia
nisso da vida ainda
não compreendeu nada.
Sublime e adorado
Beija-chifre-de-ouro
que me fez lembrar
de uma península distante
com o nome similar,
Venho com este romance
me vestindo e me calçando,
Não vai demorar
para ali eu ver o Sol deitar e raiar,
O amor virá imparável
com todo o seu oceano dominar:
(Assim é e assim será,
não tenho pressa para começar,
embora eu tenha a urgência de amar).
Coreografam nos tepuis
os ruivos colibris
o seu pedido de volta
pelo paraíso perdido,
Dia e noite eles pedem
sem parar que resgatem
a origem do Esequibo.
Com letras vermelhas,
azuis, amarelas
e a honra de oito estrelas,
existem muitos poemas
em defesa desta terra
onde a Via Láctea pode
ser melhor avistada.
Os imparáveis colibris
voaram até Kuai-Mare
para buscar companhia
porque não aguentam
mais da Humanidade
tanta maldade e covardia.
Divino topetinho-vermelho
que posou na árvore
do meu caminho de sempre,
Aprendi com você
a ter leveza e ser valente.
Ao Colibri-de-leque-barrado
tenho o meu segredo de amor confiado e sei que com
ele está muito bem guardado,
Todos os dias percebo as suas
pistas de coração apaixonado.
O Besourão-de-sobre-amarelo
é meu bonito confessor,
Ele guarda o meu segredo
de o quanto te quero com amor.
O Rabo-branco-de-sobre-amarelo
apareceu junto com a claridade,
É poesia voando para todos os lados
espalhando sementes de girassóis,
Ninguém domina nada o tempo todo
nem a mentira, nem a verdade,
nem a voz e nem mesmo o silêncio:
(Indomável mesmo é a liberdade
mesmo aquela que se acha que
pode controlar por certo tempo).
O Eremita-do-planalto
e sua Helicônia dizem
muito sobre o encanto
e a poesia continental
em um dia de céu azul
na nossa América do Sul
(Só o tempo irá dizer se
você é para mim
ou se eu sou para você).
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