Poema palavras
Título: Vida de pernilongo
Nasço em água limpa,
Sem saber quem me fez,
Chego nesse mundo sujo,
Sem mesquinhez.
Vivo escondido,
Com medo de ser comido,
Vivo nos cantos, camuflado como um filete,
Esperando você chegar e ser o meu banquete.
O que eu vim fazer aqui se ninguém gosta de mim?
Ninguém soube me explicar, enfim,
Não quero fazer mal, mas preciso do seu sangue,
Por isso vou te sugar junto com a minha gangue.
Voo correndo risco todo dia,
Lógico que dependo da sua pontaria,
Ciente que minha vida não passa de alguns dias,
Vou continuar com minha correria.
De manhã faço o desjejum,
A noite é a hora do zum zum zum,
Sou o pesadelo de alguns,
Até que alguém junte as mãos e faça bum.
Aí mosquito, está moscando?
Autor: Nélio Joaquim
Não desista do amor
Não quero ver nosso carro com os pneus murchos,
Por isso não me deixe, que juntos ficaremos engrandecidos.
Não quero ver nossos telefones com a bateria descarregada,
Por isso não me abandone, que te deixarei pilhada.
Não quero ver nossas roupas com bolor,
Por isso não me largue, que te passarei meu calor.
Não quero ver nossos alimentos vencidos,
Por isso não me esqueça, que unidos permaneceremos nutridos.
Não quero ver nossa mente esquecida,
Por isso não desista da gente, que espantaremos qualquer despedida.
Mas se for, que você encontre o seu amor!
Título: Casa da quietude, quem perturba?
Primeiro veio o correio,
Depois a telefonia,
Aí chegou às mensagens eletrônicas,
Quem será o próximo a furtar minha tranquilidade?
Para ter sossego, qual a melhor opção?
Acho que é ser ermitão.
O que procura um eremita além da sua paz?
Ele procura a sua penitência, até jaz.
O silêncio me deslumbra,
Por isso odeio quem me perturba.
Quando eu não te responder,
Entenda que só estava querendo me satisfazer.
Autor: Nélio Joaquim
Título: Quando perdoar
Perdoamos aquilo que conhecemos
O que não chega a nós, não cabe perdão
São só rumores que não tive aproximação.
Perdoamos um ser racional
O que não é ser humano, não cabe perdão
São só seres que não tiveram evolução.
Perdoamos o nosso fracasso
O êxito de outros, não cabe perdão
São só atos com uma melhor conclusão.
Perdoamos aquilo que dói
O que não machuca, não cabe perdão
São só tentativas em vão.
Perdoamos coisas que passaram
O que ainda pode acontecer, não cabe perdão
São só coisas de uma fértil imaginação.
Autor: Nélio Joaquim
Ariano Suassuna
Os homens de barro
Singela improvisação
Com o arco desolado
O sagrado e o profano
Cantam as harpas de Sião.
O pasto incendiado
E lá se vai um homem vestido de Sol!
De cerne Armorial!
Ao Auto da Compadecida
A pena e a lei.
O nosso rebento nordestino
No caminho da caatinga
Sem caneta, sem papel
Nas torturas de um coração
Um adeus ao deserto do sertão!
Stella
Radiante nell' oscurità
Brilla, brilla, brilla
In questa notte lugubre
Regna in me
Indomabile sentimento.
Si avvicina
Sorriso della vita
Gentilezza del domani
Tessendo i miei occhi
Rompe il mio oceano.
In un istante
La completezza del mio essere
Mi travolge
Desideri, sogni
La stella in me.
Doçura de viver
Entregai os sabores das cores
nas brincadeiras das poesias
aos vossos desejos reprimidos
das loucuras interditas
pelos laços dos vossos lábios.
Vigiai os olhares dos mares
nas valentias das vossas ausências
aos vossos pecados cometidos
das ternuras alvuras
pelos dias e noites das vossas mãos.
Almejai os odores dos amores
nas aquarelas das vidas
aos vossos corpos entremeados
das capelas adoradas
pelos apelos dos vossos pensamentos!
Aquário da vida
O dia amanheceu branco
mais gelado que meu próprio coração
sem nenhuma canção
sem nenhum pranto
o dia permaneceu branco
sem o teu encanto!
E se eu fosse a moça tecelã
deixaria o corpo que padece
me envolveria com sol e a neve
entre as linhas da minha face
teceria o calor e o frio
nos caprichos do dia e da noite
para ter contigo o amanhã!
Artaud
Da manifestação da insanidade
Uma articulação orgânica e estupenda da voz
Dentro do espaço da vocalidade
Alavanca o personagem marginal.
Da consciência da corporeidade
O abuso da verdade interdita feroz
Nas cadências melódicas da ritualidade
Subjaz a sociedade fatal.
Numa loucura da racionalidade
A reconstrução da palavra atroz
Na experiência-limite e literária da fecalidade
A sublime linguagem subversiva retal.
Estática
Corta-se o inútil
De pensamentos vazios
De superficialidade e imbecilidade humana.
Retiram-se as pedras
Em um momento oportuno
Tão logo traz a fertilidade da terra.
Arrebatam-se os ventos
Nas pegadas das borboletas
Outrora que se foi.
Corteja-se a beleza
Da sabedoria da alma
Somente o que se amálgama permanece.
O adeus!
Um dia a amizade aparece.
Diálogos, conselhos
Partilha de choros e sorrisos
Envolto aos ombros
E abraços de um amigo.
Um dia a amizade solidifica.
Momentos, decisões
Surgem os comprometimentos
De erros e acertos
Na vida de um amigo.
Um dia a amizade some.
Achismos, egocentrismos
Rompem sentimentos
De tudo o nada
Simplesmente jaz um amigo.
Diagnóstico
No andar profético
Um momento cardiopoético
Estetocopia meus batimentos
Amplificando meus sentimentos.
Abra-me com um bisturi
Retira a máquina
Recebo um coração
Desfilibra meus pensamentos
Respirando meus movimentos.
Nada bioquímico
Neste corpo atérmico
Devolva-me com verdades
Curando minhas enfermidades.
Toma a ti meu colo, me rendo..
Deleite o teu ser!
Faça-me descanso, tão manso...
Um regalo ao teu prazer!.
Venha eu te espero, é sincero..
Repousa-te em mim!
Traga-me teu canto e os prantos..;,
Te aceito mesmo assim!
No "teu eu" tão frágil e ágil ,que invade o meu ser*..
Neste amor que acalanta e encanta...
.... me faça o teu querer!
Paraliso-te com os meus beijos..
A mim conte os desejos de arriscar
Se confunda em meus braços...
Eu desfaço o teu cansaço!..
Poe tua cabeça em meu colo a repousar..
Pode vir em mim se esconda...
Mesmo que não esteja pronta, te ajudo a construir..
Moldo em ti novo sorriso, dele eu também preciso...
Para o "meu eu" redescobrir!
Construiremos só nossa ponte..
Em Fortaleza nos mais altos montes..,
Para cercar nosso pudor.
Então vamos juntos amalgamados..
Sucumbidos e acorrentados...
Lambuzar-nos no Amor!
Então venham sentimentos podem calar minha voz...
Eu suporto este grito de amor dentro de mim..
Na exatidão bem sei que só as lágrimas traduzem..
Escorrendo em meu rosto em forma de pensamentos..
As balbúrdias que inebriam muitas vezes o meu falar...
São os segredos escondidos dentro do meu próprio olhar..
E a Glória do Amor poe minha Alma de joelhos!
Seus sorrisos arrumam minha alma..
Mas bagunçam o meu subconsciente..
Calafrios que invadem o meu corpo,..
Fazem-o dormente quase me deixando louco..
Paralisa-me com seus beijos, traz-me o sabor..
Estou entregue, olhe só..veja bem o que me faz..
Eu me rendo e me entrego, quero me jogar bem mais..
Navegante dos teus laços,destas ondas do teu calor..
Naufragado e submerso , neste teu mar de amor...
Afogue-me!
Quantas cicatrizes as lágrimas que salgam os lábios precisam contornar...,
Até chegar ao doce descanso de almas e sorrir de coração?
devaneios......
Quebre as regras do não capaz,salte de dentro de si..
Voe em pensamentos,atinja a alma sem medo
Grite dentro da sublime voz do silêncio
Que no ardor do inatingível se amadureça e desate os nós do riso...
Livre-se de si ,torne-se mutável..
Estremeça a morada da felicidade...,
Permita-se a uma metamorfose de amor..
Iniciando pelo que está em ti.....o próprio!
Permita-se...
Que o passado perdido ,não limite o nosso tempo.
Que os segundos fluam tranquilos
Em cada segundo dos nossos momentos.
Que os minutos se distraíam em nosso caminhar..
E se eu for perder as horas em cada respirar...
Que seja com você, neste nosso Tempo de amar!
Nas brisas tão cinzas e preciosas..
Soprando em mim devolve-me a cor..
E pelos sons que ainda permite e emite..
Nascendo em enfim um simples trovador..
Nas cicatrizes carrego dores não nego..
E faz de mim bem mais do que sou..
Ah!.. e sufoco do grito rouco..
Plantou sementes também de amor..
Mas foi nos lábios,um doce encanto..
Dançando juntos , em parceria.....
Balbuciando em um mesmo tom..
E os olhos sorrindo na melódia..
Mero aprendiz sei bem que sou..
Ei de aprender também nos passos..
Mas necessários desta nossa vida...
De entrelaçar de dedos e apertar de braços!
(De:Rafael Vocalista)
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