Poema palavras

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Covardia

Não existe lisura na abstenção
Simbolismo jamais será princípio da omissão
Aquele que se exime da culpa é tão leviano quanto o alienado convicto,
Porém arrogante por não se permitir errar

Inserida por derick_sander

Eramos nós os loucos?

Querendo amar de maneira eloquente
Nadando contra a correnteza nesse mar de gente

Eramos nós os loucos?
Que sonhávamos em ser livres
Até descobrir que liberdade não existe

Eramos nós os loucos?
Voando por ai sem ter asas
Fazendo da vida um belo conto de fadas

Eramos nós os loucos?
Proliferando paz num mundo de ódio
Correndo atras de felicidade sem se preocupar com o pódio

Eramos nós os loucos?
Sim! Eramos nós, os únicos loucos sem maldade no coração.

Inserida por ConscienciaLirica

Onisciente

Imensurável de tudo sei
Em todo lugar estou
Dos corações que criei
Meu filho é o redentor

Transcendo as leis da física
Vou além do seu pensamento
Indulto todas as críticas
Pois sou o senhor do tempo

Comando a fúria do mar
Desperto o brilho das estrelas
Não tente me desvendar
Respostas não irão obtê-las

Meu poder é infindável
Mas não quero demostrá-lo
E mesmo que seja intolerável
Perpetuamente irei amá-lo

Inserida por ConscienciaLirica

Vernáculo do Amor

Incondicionalmente a amarei
Em vida e após a morte
Num barco sem nau a navegar
Teu coração é meu passaporte

Ao perfeito mundo onírico
Que se tornou realidade
Negar amor é um ato ilícito
Vai trucidar a felicidade

De apreciar minha cônjuge
Incólume em meio a dor
Almejando o horizonte
Exercendo o vernáculo do amor

Inserida por ConscienciaLirica

Beija Flor

Eis o beija flor
De visão apurada
Onde vais com tanto amor?
Planar sobre as águas!

Do que precisas no ardor?
Só do néctar das flores
Num voo livre sem temor
Polinizando amores

Ao redor desse esplendor
Habita um sentimento
Diz a ela beija flor
Que seu beijo é o meu alimento.

Inserida por ConscienciaLirica

PRIMEIRO HEXÁSTICO


De João Batista do Lago


na república dos canalhas
Homero não se faria ser
não sentiria qualquer prazer
mudo graçaria pela hélade
feito poema sem virtude
carente da felicidade

Inserida por joao_batista_do_lago

SEGUNDO HEXÁSTICO


onde está o pão da vida?
— no sacrário do si mesmo
tu somente és único verbo
hóstia que se dá de si
e sendo da cruz do madeiro
o único cristo a resistir

Inserida por joao_batista_do_lago

TERCEIRO HEXÁSTICO


vida de infinda busca eterna
venturosa… enigmática… é
fio de navalha… é mágica
nada quer do morto passado
nada espera do futuro
dela sabe-se só o presente

Inserida por joao_batista_do_lago

QUARTO HEXÁSTICO


esquece a glória prometida
vaidade é tesouro pobre
resiste só ao instante fátuo
sucesso luta nobre é
revela assim sabedoria
sagrando a alma da poesia

Inserida por joao_batista_do_lago

QUINTO EXÁSTICO


não revela à toa o teu segredo
guarda-o no baú da tua razão
melhor não saberem dos medos
assim não te imporão degredos
falsos demônios anjos são
todos parados nos umbrais

Inserida por joao_batista_do_lago

SEXTO HEXÁSTICO


eis-me aqui sujeito póstumo
zumbi de deambulações
aedo de poemas tortos
catando esmos corações
ditirâmbico sem o báquico
hino para minhas orgias

Inserida por joao_batista_do_lago

SÉTIMO HEXÁSTICO


líquidos eruditos vãos
velhos discursos si produzem
ágoras de sós volatizam
logos e verbos pós-modernos
etéreos assim conduzem
infernos campos niilistas

Inserida por joao_batista_do_lago

Enlaço-te em laços
sem nós apertados
Enlaço-te em nós
em apertado abraço

Inserida por maumolina

OITAVO HEXÁSTICO


poetas líquidos não enformam
voláteis são vãs plantações
semeadas em campos estéreis
espigas de milhos sem grãos
debulhadas não dar para o pão
não mata a fome de inférteis

Inserida por joao_batista_do_lago

NONO HEXÁSTICO


brisa cálida… envolvente
afasta de mim esse cálice
nunca mais o beberei
jamais quero a embriaguez
soberbia e sucesso vãos
póstumo caminho eterno

Inserida por joao_batista_do_lago

DÉCIMO HEXÁSTICO


desejo é toda potência
motor de toda existência
valor supremo dessa vida
intrínseco da natureza
convenções jamais o impedem
sagrado faz-se eterno verbo

Inserida por joao_batista_do_lago

DÉCIMO PRIMEIRO HEXÁSTICO


a dor me cobre a ossatura
invade a carne de tod’alma
s’instala na tumba da carne
alimentando pensamentos
desconstruind’identidades
valores morais sedentários

Inserida por joao_batista_do_lago

Amo o seu sorriso!!
Para mim é a poesia mais linda!!
De ser lida!!
De ser ouvida!!
De ser sentida!!

Inserida por niviarodrigues

DÉCIMO SEGUNDO HEXÁSTICO


Onde some o ser humano
resta tão-somente o homem
prisioneiro do si mesmo
fluídico e sem forma própria
agrilhoado à sua caverna
é sombra sem a luz do dia

Inserida por joao_batista_do_lago

Um dia a gente cresce
A casca um dia racha
Mas a essência permanece
A felicidade pode estar escondida num familiar cheiro de mato
De quando éramos crianças
Naquele lugar que fazia a gente correr solto
Cheio de alegria entre o orvalho
Quem disse que hoje tem que ser diferente?
Como é bom descobrir que é simples ser contente!

Inserida por simone_franciscani