Poema palavras

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As palavras são pequenas formas no maravilhoso caos que é o mundo; formas que focalizam e prendem idéias, que afiam os pensamentos, que conseguem pintar aquarelas de percepção.

Há muita gente que, assim como o eco, repete as palavras sem lhes compreender o sentido.

Nenhum de nós sabe o que existe e o que não existe. Vivemos de palavras. Vamos até à cova com palavras. Submetem-nos, subjugam-nos. Pesam toneladas, têm a espessura de montanhas. São as palavras que nos contêm, são as palavras que nos conduzem. Mas há momentos em que cada um redobra de proporções, há momentos em que a vida se me afigura iluminada por outra claridade. Há momentos em que cada um grita: - Eu não vivi! eu não vivi! eu não vivi! - Há momentos em que deparamos com outra figura maior, que nos mete medo. A vida é só isto?

Os homens brigam com mais frequência por via das palavras. É por palavras que eles matam e se fazem matar com maior empenho.

Pensem que as palavras a que não se segue nenhuma consequência são ditas para nada.

Nada é tão nocivo para os povos do que darem-se por satisfeitos com meras palavras e aparências.

As canções, os relatos, os contos populares, pintam em poucas palavras o que a literatura se limita a amplificar e a disfarçar.

Qualquer um sabe proferir palavras enganadoras; as mentiras do corpo exigem outra ciência.

A experiência ensina que são pouquíssimos os que são capazes de fixar o sentido das palavras que usam.

Prosa: palavras na sua melhor ordem; poesia: as melhores palavras na melhor ordem.

Não banho as minhas palavras na mentira. A ação é o controle de todo o homem.

As palavras não devem ser senão a roupa, rigorosamente sob medida, do pensamento.

As coisas a propósito das quais encontramos mais depressa as mais justas e vigorosas palavras, são certamente aquelas que estamos vocacionados para fazer ou para aprofundar.

Vós, palavras, traís em vão o ataque / secreto, o vento que sopra no coração. / A razão mais verdadeira é de quem cala.

A vida é fictícia, as palavras perdem a realidade. E no entanto esta vida fictícia é a única que podemos suportar. Estamos aqui como peixes num aquário. E sentindo que há outra vida ao nosso lado, vamos até à cova sem dar por ela. Estamos aqui a matar o tempo.

Perante dois inimigos, fala de maneira que não tenhas de corar das tuas palavras se eles se tornarem amigos.

Quais são as tuas palavras essenciais? As que restam depois de toda a tua agitação e projectos e realizações. As que esperam que tudo em si se cale para elas se ouvirem. As que talvez ignores por nunca as teres pensado. As que podem sobreviver quando o grande silêncio se avizinha.

Vergílio Ferreira
FERREIRA, V., Escrever, Bertrand, 2001

Minha motivação sempre foi a última palavra do poema...


Me deitei com você na cabeça
acordei pensando em ti
A vida não tem sido justa
como eu queria você aqui.

A cada minuto que se passa
a saudade aumenta mais
não depende só de mim
depende dos seus pais.

O que fazer nessa situação
acalma esse coração...
Como eu te amo
você não tem noção.

Por você eu faço tudo
tudo pra te ver sorrir
não tá sendo fácil
tenho que admitir.

Por voce eu enfrento o mundo
Só quero um compromisso
O tempo vai passando
E qual a razão de tudo isso?

É você!

DEDICAR.....
Queria dedicar-te um poema
mas Deus
falta-me inspiração!
Tento frases,
escolho temas
mas nada me sai
com devida dedicação!

E oferecer algo.....
puxa vida,
como é difícil!
Todo o mundo
oferece amizade
oferece amor
oferece consideração!
Mas de que vale oferecer tanto,
se aquilo que se oferece
não for
com devida dedicação.....

E eu,
podia dedicar-te tanta coisa!
Como mais uma conversa agradável
sentados numa mesa de café!
Como um beijo de parabéns
por mais um dia do teu viver!
Não!
Eu queria dedicar-te algo
que não tivesse tempo de esmorecer....
Mas o quê?
Qual o tema?
Puxa vida.....
Acabei por dedicar-te um poema!......

"Você é alma e é coração.
É poema e é canção...
É ternura e dedicação..."