Poema palavras

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⁠Junho é tempo de lanço
para pescar Tainha
no mar de Santa Catarina,
Todo o dia faço algo
parecido só que é poesia.

De lanço em lanço fisgar
no seu coração o oceano
é a assumida ambição,
Só para a gente fazer
arraial com fogo e paixão.

É contigo que desejo unir
os nossos oceanos,
E facilmente revelo planos
de fazer o melhor
para pertence aos seus dias.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Ter corações apaixonados
no Dia dos Namorados
é somente para os que
são de fato privilegiados.

Na Era que o romance
se tornou escasso,
trago a recordação que
o amor requer cuidado.

Ter alguém do seu lado
te faz comprometido,
não ter alguém te faz poeta.

Quando o amor buscado
por cada um for encontrado:
melhores serão os dias lado a lado.


Inserida por anna_flavia_schmitt


Roda de Ratoeira


Sei que será preciso
dançar mais de uma
Roda de Ratoeira
para te conquistar,
Não importa quanto
tempo vou levar,
Só por mim tu há
de se apaixonar,
de um jeito que
nem o vento irá levar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Ratoeira de Ferro

Quando tu fores para lá
e eu para cá dançando
a Ratoeira de Ferro,
O teu olhar encantador
há de encontrar com
o meu e serei o seu amor.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Roda das Rendeiras

Na roda das rendeiras
as canções da Ratoeira,
Rendem inspirações
para os meus poemas
e os nossos corações,
De canções em canções
vamos revivendo emoções.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Dança Ratoeira

Dança da Ratoeira
que o mar acompanha,
Viva está a lembrança
que o peito alcança
da herança açoriana
da época que a gente
era feliz e criança.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A Dança da Ratoeira

Algo em nós já morava

com amor e paixão,

De longe a Dança da Ratoeira

atrai a nossa atenção,

Entramos sem permissão

e acabaram chamando

para o centro para cantar

e dançar a tradição,

Foi assim que você de vez

entregou o seu coração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O preço da guerra
é o sangue derramado
do povo na Terra,
Você sempre estará
do lado errado
sempre que escolher
torcer por uma guerra,
A palavra mal utilizada
também é quimera,
Prefira a diplomacia
sempre que for falar,
Se por acaso ela faltar,
opte por poesia
para que seja resgatada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Bumba Meu Boi Canarinho

O Capitão avança, dança
e anuncia levantando
a alegria e a festança
que com ele vem chegando
para fazer a gente sacudida.

Bumba Meu Boi Canarinho
caiu no laço do Vaqueiro,
coitado, pobrezinho,
O Bumba Meu Boi agonizou,
e depois ninguém
mais ouviu se ele suspirou.

O Pai Francisco e a Mãe Catirina
estão preocupados
com o Dono da Fazenda
porque o Bumba Meu Boi Canarinho
era dos bois o preferido.

Pares de indígenas,
eles rapazes e elas meninas,
Junto com os Caiporas
acompanham o ritmo
dos músicos e a direção
que apontam os Caboclos.

O Cazumbá mantém
a ordem entre os Brincantes
enquanto a Burrinha
chora pela perda do querido
Bumba Meu Boi Canarinho.

O Dono da Fazenda foi
com fé atrás do Pajé,
E foi assim que ressuscitou
o Bumba Meu Boi Canarinho,
e todo o mundo pela rua comemorou.

Inserida por anna_flavia_schmitt


Fogueira de São João do Itaperiú

Não canso de querer
ser para esse sorriso
que por onde passa
brilha mais do que
todas as estrelas
em noite de São João:
no céu do coração.

O teu jeito faceiro,
sem nenhum exagero,
me põe em arraial,
com temperatura igual
à altura da fogueira
de São João do Itaperiú.

Sei que não existe
outra como eu,
e alguém como tu,
sei que você é meu,
e meu peito é teu.

Inserida por anna_flavia_schmitt


Nós temos tradição

Se for para aumentar
a temperatura, que aumente
o som e a da água do Chimarrão,
para aquecer o coração.

Não posso me esquecer
jamais de quem eu sou,
da onde eu vim
e para onde eu vou.

Dançando Quadrilha,
no caminho da roça,
que imita a vida,
ninguém há de me distrair.

A tempestade dos outros
não nos pertence,
eu ainda não me esqueci
de como é bom gostar de gente.

São João é tempo de lembrar
que nós temos tradição,
com tudo o quê temos direito
na nossa mesa com direito a Pinhão.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Arraiá Açoriano

Com a mão balançando
o seu chapéu de caipira
no meio do arraiá açoriano,
tu me fizeste sentir bonita.

Porque olhaste nos olhos
enquanto na tua direção ía,
com o meu vestido todo
enfeitado com laços-de-fita.

Foi assim que percebi
que o amor estava a vista,
e no ar estava a poesia.

O mundo por um instante
parou naquela ilha,
era o romance que surpreendia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Existência Campeira

Santo Antônio já passou,
continuo o desafiando
e ao Nosso Bom Senhor;
Vou em busca de melão,
cravo, rosas e de manjericão
para fazer enquanto
canta no ritmo nativista
a Capelinha de Melão
para a Festa de São João.

Só sei que continuarei
sem mudar o coração
que riscos sempre rejeita,
Pois encontrar um amor pede
paciência para não virar
um balão que logo queima.

Assim celebro com festa
minha existência campeira,
sublime e orgulhosamente brasileira.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No vaivém das correntes
da Baía do Babitonga
a sambaquiana história
revisitada neste estuário.

Sangue que corre nas veias
se mistura ao mangue
que por mim a vida resiste,
e por ele tudo segue e insiste.

Na Ilha da Murta encontra
no céu do Hemisfério
a mensagem e o mistério.

A herança se curva e abraça
para quando continuar a ser
aquela mesmo que incomoda.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quero respirar o seu ar,
e por ambição reunir
todas as Cheganças
e trazer as festanças
para de fato encantar,
nutrir mútuo venerar
para te enamorar.

...

Quero o beijo,
o cheiro e tudo
o quê é teu inteiro
o amor bem feito.

(Amor-Perfeito)

...

O Chibamba da infância
tomou outras formas
na vida adulta ainda que breve,
Discretamente nos arremete,
um terço ajuda a dispersar,
Porque crescemos só no tamanho,
a criança miúda ainda dentro
se encontra mesmo sem pensar:
Ela sempre estará no mesmo lugar.

...

Vou de Chico para lá e para cá,
Chico-Puxado, Chico-de-Ronca,
Sou fandangueira há muito
tempo que já perdi até a conta.

...

O fandango toca
no coração,
Vamos de Chimarrete
e você me levando
pelo salão.

...

A mente engraçada
guarda várias
cidades submersas,
assombrações
e alucinações
que quando provocada
os diabos vão à tona
e saem um por um para dançar
sem data e sem hora para acabar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠memória revisitada no barco
de pesca artesanal nas ondas
em plena Ilha dos Negros
enquanto liberto os medos

de como será o futuro
na heróica Baía do Babitonga
que o tempo nem conta
de tudo o quê o mangue suporta

de tudo o quê coração
precisa para a bater
e a gente continuar a viver

nas mãos a rede está
para capturar no teu olhar
indelével o mar de amor inabalável

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠15/10

Observe os silêncios
desrespeitosos,
Não insista e retire-se
para que ninguém te limite.

...

15/11

Não permita transferência
de pesos alheios,
Liberte-se mesmo
que no final só sobre você,
porque o problema
é do outro e nada tem a ver
insistir naquilo que não
tens o dever de fazer.

...

15/12

Não permita que ninguém
te diminua ou coloque
uma terceira pessoa
para implantar uma insegurança,
mantenha a temperança.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Os guarás sempre buscam
o seu lugar por isso vou
navegar até a Ilha Guaraqueçaba
na Baía de Babitonga contemplar.

Não preciso me incompatibilizar
para o quê for preciso falar,
por isso sempre busco melhorar
para lá na frente continuar.

Tolo sempre será aquele que
não busca um jeito de falar
porque o destino é naufragar.

Marujos com experiência não embarcam sem pensar:
esperam a tempestade passar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Adorado Maio divinal
da linha do destino,
Estação que outonal
esplende sob a Lua Nova
no Médio Vale do Itajaí.

Desenrolando o gobelin
de raios sutis enfeitando
a noite por aqui em Rodeio
e inspirando o meu peito.

Assim nos braços do tempo
o noturno romantismo
trazendo o doce sentido.

Para ser mais amor
do que o amor muito além
do que pode ser compreendido.⁠

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Uma visão que do coração
toma conta na Baía do Babitonga,
divina Ilha do Pernambuco,
por um instante fugi do mundo.

Furo que o mar faz na memória
no idioma do povo que a História
pertence permanecendo indelével
e mais vivo do que nunca mente.

Sei muito bem qual a rota eleger
aconteça o quê acontecer
e navegar: levo a filiação do mar.

A dança do tempo sempre mostra
sob o Sol ou tempestade,
e premia quem espera de verdade.

Inserida por anna_flavia_schmitt