Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
Não passou
Nem vai
Nem sai
Simplesmente porque
Eu ainda não descobri
Um lugar para andar
Onde você não esteja
Eu preciso te dizer agora, o que nunca disse antes...faz muito tempo, eu sei!
Temi tanto a sua partida, que parti primeiro...foi isso
Era insuportável ficar longe de você
Insuportável imaginar todas as possibilidades de você decidir não mais ficar comigo
Insuportável esperar
E de verdade, acreditei que era essa a solução e que depois de um tempo tudo se normalizava
E a verdade é que nunca foi normal, nunca!
Nunca foi igual a nada, nem durante, nem depois, nem agora.
E eu nunca soube como explicar você pra mim, nunca soube me entender em você, era simplesmente intenso e indecifrável!
É como se eu tivesse me encontrado em você e essa ideia me assustava demais...eu não estava pronta para "nós".
Ontem foi o dia mais difícil sem você
O dia mais ambivalente
O dia em que a vida me fez lembrar que você não ficou aqui
para que eu pudesse te tocar
Você não ficou para que eu pudesse te olhar assim
e nem para que eu fosse olhada de volta com olhinhos curiosos
Não deu tempo de sentir seu cheiro
Olhar suas mãozinhas mexendo
Sentir você crescer aqui dentro
Não deu tempo de escutar seu coração batendo,
Nem por um segundo
Nada disso aconteceu
E tudo isso não passa, não sai, não vai
Só dói, só me faz sentir assim, vazia
Vazia de um amor que não se concretizou como eu sonhei
De uma saudade de coisas que eu nunca vivi
Eu não estava pronta para perder você
Ela é tão intensa que chega a sangrar
A dor que provoca em si mesma virou fonte de prazer
Ela exagera na emoção só para se revirar
Apaixonou-se pela ebulição, pelo calor do corpo
Ela não não se conecta com a calmaria, não porque não consegue, mas porque não quer.
Roubei-lhe a caneta e a tinta
Fugi por suas brechas
E necessito dizer-lhe
Antes que ela me tome
Ela tem medo de si mesma
Evita seus abismos
Ignora sua vozes
Refuta seus desejos
Quer apagar-lhe da alma
Mesmo sabendo
Que ainda não consegue.
Fazê-las?
Não fazê-las?
Espero que sumam?
Espero que sejam as mesmas que as suas?
Ignoro?
O que fazer com as perguntas que insistem em surgir?
O que fazer com essa parte de mim
Que teima em querer você?
O que fazer quando ela te chama?
Quando ela te vê, mesmo quando você não está?
Quando ela te ouve, mesmo quando você não fala?
Quando ela te sente, mesmo quando você não está aqui?
Onde te procuro
Não te encontro
Onde te não encontro
Me perco
Onde me perco
Te sinto
Onde te sinto
Me acalmo
Onde me acalmo
Me perco
E onde me perco
Te acho
O que fazer com esse ser de ambivalências que habita mim?
Como não ser ambivalente?
Como faz?
Como acabar com essa sensação
De me perder a cada vez que me acho?
Como faz para ser uma só?
Todos são assim?
Será que meu problema
é que eu disfarço pouco?
Te enfeitiçei,
Te confundi,
Estremeci sua base
Mas a verdade é que
Nada disso foi suficiente para mim
É como se eu fosse um homem solitário, observando a vida passar de longe, que anseia por conexões que a distância impede. Seus olhos capturam momentos distantes, mas seu coração anseia por toques próximos, buscando uma intimidade que as distâncias geográficas teimam em negar. Cada suspiro é um eco da saudade que transcende a vastidão entre ele e o mundo que deseja habitar mais de perto.
Parece que o meu 1% aventureiro foi domado pela força do amor.
Uma força tal, que conduz os olhos dos heróis para além dos seus emblemas.
Dominação plácida, pouco agressiva.
Do tipo que se nota, as vezes até se teme, mas não o suficiente pra correr em direção oposta.
Se irrite comigo não tá
Enviar essas mensagens pra você.
É o mais próximo que posso ir.
Da coisa mais autêntica que já senti
Queria poder falar cara à cara, frente à frente.
Queria perder o sono e ao dormir poder sonhar com você.
E não ter a sensação que devo um pedido de desculpas por ser invasivo.
Queria tanto alguém aqui
Pra dizer tudo ou talvez nada.
Me sinto abraçado as vezes.
Mas é um abraço frio.
Aperta o peito abate a alma
O corpo só reclama saudade.
Quando a solidão bater
E meu coração doer
De saudades sua
Não vou mais me entristecer
Só vou agradecer
Por um dia ter sido sua
Como é bom fechar os olhos
e sentir a paz
Sorrir por nada com os olhos
fechados só por sentir a paz
Sentimentos assim ...
Não precisa de ninguém
Vem de dentro da gente, rsrs
Pode ser um dia de sol
Ou pode ser um dia de chuva
Mas a alma sorri só de
Sentir a alegria da paz
Assim quero estar
Vento batendo no rosto e
A paz que sinto no meu
Corpo inteiro, que vêem de
Dentro é banha todo
O meu SER, SEMPRE.......
Que louco
Que louca
Que loucura
Nos somos assim
Pura loucura
Ainda bem que
Essas loucuras
Não matam
Só aceleram
Mais nossos corações
Onde posso guardar
Meu coração...
Só consigo sentir
O pulsar descompassado
Da dor e do desamor
Desse amor
Que sempre será
Inalcançável
Ciclos se encerram
E outros vêm
Aprendi a levantar
E ir, e deixar tudo
Sem olhar para trás
Meu amor, meu carinho
Minha paciência, entra
Em novos ciclos
Eu tenho o controle
De chegar e ir embora
Nada e ninguém me
Prende
Quebro todos os pilares
Estou me nutrindo
E indo para o real
E isto já me basta
Não precisa bater para entrar
Mas só entre se tiver capacidade
De cuidar e regar todos os dias
Com amor, atenção, desejo, felicidade, transparência.
Ao me tocar entenda, que pode me machucar pois sou frágil, então preciso que me toque com carinho, minha aparência é linda aos seus olhos, mas se me machucar, tenho meus espinhos.
Então só entre e me tire do jardim, se for cuidar, regar, me colocar em um vaso lindo, onde podemos nos ver todos os dias.
Caso contrário nem perca seu tempo e me deixe , curtir a natureza, o sol e a chuva, onde a paz ainda reina e eu sou feliz
