Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
Faça suas escolhas por amor, não por obrigação. A espiritualidade faz germinar o que pelo amor se manifesta.
Algumas coisas na vida precisam ser sentidas. Somente um coração sensível pelo amor é capaz de transformar o modo como se vê
O amor é aquilo que se sustenta por meio de pequenos gestos, uma palavra que se conserva, pela lealdade do que um significa para o outro, pela razão de não se importar com o preconceito alheio.
Infelizmente o sentido de liberdade no amor foi banalizado na sociedade atual. Muitas vezes as pessoas falam que, embora amem precisam preservar a sua liberdade traduzida em individualidade e, não é isso. A liberdade proveniente do amor está em se colocar a serviço, caridade e desprendimento a ponto de se colocar no lugar do outro, é, antes de tudo, libertar-se de suas convicções.
O amor humano e o vento tem coisas em comum, chegam repentinamente, se transformam em tempestade ou se reveste em ódio ou rancor. O amor humano não é amor.
Reação inconcebível do ser, quando se encontram ódio e amor, vencerá o mais forte em resistir o mal intrínseco ao seu interior.
O amor, quem pode entender sua profundidade, altura, largura e imensidão?
É tão puro e santo, que não cabe plenamente em nosso coração.
Amor, palavra expressada sem responsabilidade, porque muitos a declaram com os lábios sem realmente vive-lo ou senti-lo.
Amar a mar de rosas, amor a dor em prosas. Amar amor, infâmia dor têm, sentir o retrocesso que no amar vêm.
Eu quero paz, eu quero o amor. Sentir a alegria das flores, com suas cores e seu odor.
Eu quero a vida, e sua intensidade, ser vivida, em plena verdade. Alcançar o meu lugar, na insignificância de meu ser, diante desse indizível universo que me faz desaparecer. Sim, porque nada sou, senão um aglomerado de moleculas e seus bilhares de fragmentos atômicos, atônito ante o infinito desconhecido de tudo que nos redeia, incontáveis coisas como numa praia com seus grãos de areia.
