Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade

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AMOR MATERNAL:
O amor que assoberbaste
Sei, não era o que querias.
Nem de longe encontraste
Um amor em sintonia
Amar como anseias
É feérico e bem sutil
Só o êxtase delineia
Um amor tão juvenil
O amor com sutileza
Diz o coração febril
É de tamanha grandeza
Que torna o universo vil
O amor a quem almejas
É amor de mãe pra filho
Não possui outro perfil.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Série: Minicontos

⁠PAI NOSSO
Casou. Construiu uma bela família, e viveu o amor. Enviuvou e tornou-se padre. Hoje, reencontra Hosana nas alturas...

Inserida por NICOLAVITAL


CRÔNICA, PAIXÃO PELA ESCRITA.
Escrever é um exercício de amor ou quase santidade. E, como os apaixonados nossas criações faz despertar o egocentrismo intrínseco ao ser.
Todos os textos que escrevo, sempre imagino que as pessoas assim como eu, também vão gostar e admirar. E no intuito de mensurar essa ideia, eu quase sempre peço a opinião dos meus próximos que na maioria das vezes, minimiza com a deprimente frase.
- Eh! Mais ou menos. [Com uma discreta torcida no nariz]. Claro, ninguém é obrigado a gosta do que eu gosto ou faço.
Mas não é de se negar que diante de tamanha afirmativa, não role certo desanimo. ai a gente coloca aquele textinho de molho em um “balde de água fria” Mas como toda mãe e todo pai nunca vai aceitar que seu filho seja feio ou imprestável. Logo o abraçamos oferecendo-lhe o calor do sentimento.
- E ai, fazemos novas leituras, colocamos a quarar no anil.
- E outras e outras leituras, para podermos expô-lo Como diria Graciliano Ramos.
- E só após, postamos para o veredito social.
- Transbordando-nos de curiosidade para saber qual vai ser a aceitação daquela obra.
- Nos tornando uma capsula de ansiedade e esperança.
E ante uma diversidade de opiniões, eis que surge uma alma que se reconhece ali naquele texto, e se declara admirador do autor, mesmo sem nunca tê-lo visto. Talvez fosse um gesto saudosista ou um instante de ínfima lucidez.
- Mas no cotidiano do autor é inexoravelmente o êxtase.
- O condimento para seguir sua caminhada com esmero e carinho.
E então se conclui que o ato da escrita é quase um sentimento de santidade. É como fazer Hamlet lá 1956, com câmeras pesadíssimas sem VT, sem cores, sem nada. Só paixão e raça.
E somente por amor verdadeiro nos propomos a escrever em uma nação em que não se prima pela leitura crítica e pensante.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠CRÔNICA AMOR ANIMAL
Ontem, às primeiras horas da manhã, o sujeito viajava de moto vindo do trabalho após três longos dias de plantões ininterruptos aonde trabalhava e, ainda na BR 104, na altura do quilometro 87, um cachorro magro e rabugento totalmente distraído ou quem sabe, de proposito atravessava a pista de rolamento e o motoqueiro não muito perito no que fazia e sem muitas alternativas Bummm.
Quase parado por ter tentado uma brusca frenagem, colidiu com o vagabundo que escapou ileso. Apenas alguns berros Ai ai ai ai...
Entretanto o nosso protagonista não teve a mesma sorte e foi de encontro ao rígido solo asfáltico.
- Ao chegar em casa todo rasgado.
Roupas e joelhos bem ralados e machucados, logo sua mulher lhe indagou.
- O que foi isso homem?
- Nada, apenas ati em um cachorro e quase morri!
Com a cara de assustada ela torna a perguntar.
- Nossa, não acredito, matasse o bichinho?
E o sujeito meio sem jeito resmungou.
- pasmem, que amor animal o seu?!
E, ela, agora com cara meio de tacho abre um pálido sorrido de desculpas.
- Por fim, dias após, os protagonistas se encontram por coincidência no mesmo lugar.
O motoqueiro até hoje vive a usar unguento em seu joelho ralado e seu malfadado coração.
-O cão vagabundo?
Feliz à beira da pista a latir sem casa e sem marca.

Inserida por NICOLAVITAL

Série Minicontos

⁠IDÍLIO
Casaram-se logo aos 15 anos em meio a juras de amor eterno. Vincos ao rosto, outro sonho era posto...

Inserida por NICOLAVITAL

AMOR PELO NÃO
O amor?
Ah, o amor!
Amar sob o gesto de dizer
Não.
O amor sem o não é fugaz e mortal
Quando sim, contrapõe-se à razão.
Logo, é pragmático dizer sim.
Gesticula suposta indulgência
O sim é elementar e mascara
A incoerência, insensatez...
O amor é volúvel quando se atem
Ao sim.
Na sensatez do ser
Não é simplório dizer não
Entretanto, quem ama com razão
Diz não.
O sim remete à compaixão
E segrega as nuances do coração.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Série Minicontos

O NOIVO
Sob juras de amor eterno saíram em lua de mel.
Na curva dos noivos, consuma-se a separação.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Zicoiolo
Se não fosse tão ridículo falar de amor.
Eu iria dizer que te amo em voz alta.
É porque você não presta bem a atenção
Às vezes, eu até expresso.
Só que é tão sutil que você tropeçou.
Ora, eu sou tão intenso, tão plausível que me parece outro.
Meu exterior é norte, alegria e paixão.
Dentro de mim incauto, solidão.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠⁠CINESTESIA
Os amantes pensam toda forma de amor.
Os apaixonados encontram onde não estar.
Os inocentes afagam o abstrato...
Os brutos aportam à linha tênue entre a razão e a paixão.
Os racionais?
Ah, os racionais! Usurpam e maculam o belo
Meu coração, pobre sênio abrigado nas rusgas do tempo nauragou

Inserida por NICOLAVITAL

⁠⁠CARTA DE AMOR
Virá o dia
Em que meu sonho estará repouso sobre a escrivaninha
Em⁠ que não te pedirei para o julgar
Em que não te convidarei para o jantar
Em que não te direi para brincar na areia
Em que não elevarei sobre teu corpo o cobertor
Porque a noite se arvora fria
Então
Só nos meus versos encontrarás minhas juras de amor eterno
Não chores!
Nem muito alarde!
Apenas me entorpeci de luz e mistérios.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Eu sinto dificuldade para falar de amor
Porque meu espírito crítico é pagão
Minha natureza é a própria natureza
Se as cartas de amor são ridículas
Pessoa..
Falar de amor tem provocado risos
A natureza ama.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Série Minicontos

Amor maternal
Em um dia de muita chuva e trovoada, sinhá coruja procurava atônita comida para os seus dois filhotes indefesos e expostos aos perigos da floresta
De repente encontra o gavião faminto que também caçava seu próximo jantar.
Mamãe coruja implora
- Compadre, se encontrares meus filhinhos poupe-os!
- Mas como vou identifica-los em meu a tantos bichos? - perguntou o gavião
- quando encontrares as mais belas criaturas da floresta serão os meus filhinhos.
E nunca mais sinhá coruja os encontrou.

Inserida por NICOLAVITAL


Amor
Sinto que não amei.
O amor é sinônimo de:
Perdão, compaixão,
Resiliência, empatia
Cumplicidade e ...
Seja por isso que esteja tão
Démodée e ridículo.

Inserida por NICOLAVITAL

~Relato de um falso amor~


Eu to cansado
Eu to quebrado
E tudo isso por pensar
que pudesse ser amado.


Eu te dei a minha confiança, mas você a tratou com desprezo e ignorância.
Talvez ainda vala a pena
tentar de novo e acreditar na esperança.


Esperança de encontrar o lugar certo pra mim.
Um refúgio onde eu possa
encontrar o amor, e que nele você
não possa existir.


Refúgio esse que não existia mentiras e ingratidão.
Porque preciso cuidar do que você pisou, e do que um dia chamei de coração...

Inserida por VitorSousa-7

⁠O que eu acho do "Eu te amo":

É que além de satisfazer

minha necessidade de amor

enriquecendo minha alma

e me dando energia (libido)

Você também me alegra deixando

eu viver uma fantasia real

num poema escrito pelo destino

( que está sendo construído).

Me deixa ser eu, sem culpa.

Me fala frases marcantes

e também é quem é, não finje,

pensa e responde, correspondendo.

Quem dera pudesse ver teus olhos no espelho todo dia...

enquanto isso te vejo dentro da minha memória,

te abraço em silêncio pelo telefone e te beijo com palavras,

só palavras.

Inserida por donn_william_krause

SANGRIA DESATADA
O amor quando perde o frescor
Nem a ternura alenta.
Quão orvalho, arrefece mas não molha...
Se existe, queima em brasa ardente.
Ou centelha como fogo de palha.
Sobrenome?
Mera convenção contratual
Mero limbo casual
Rompê-lo nessa sangria.
Não deve ser Vital.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠As mais belas cartas de amor,
são escritas com bico fino,
toda vez que ele beija-flor.

Inserida por silmaranogueira

⁠Ver seu sorriso é o mesmo que assistir
os anjos recortando pedacinhos de amor
pra colar no coração.

Inserida por silmaranogueira

O amor ainda não sabe o que vai ser quando crescer;
-De manhã, canta com os pássaros,
-Fim de tarde pinta as nuvens para o pôr do sol;
-E a noite invade o céu pra dormir com as estrelas.

Inserida por silmaranogueira

Que amanhã
as flores nos emprestem suas cores,
os passarinhos, o seu canto,
e o amor, as suas asas.

Inserida por silmaranogueira