Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
Um poema para você, minha amiga querida!
Eu sinto sua falta!
Sinto uma saudade que não sei te explicar de onde vem.
Mas acho que ela vem da minha alma e do meu coração.
Eu sinto que você está precisando de um abraço neste momento, e eu não posso te dar agora!
Sinto que você precisa da minha amizade mais perto de você, mas isso eu também não posso te dar.
Sinto que a distância entre nós é grande, porque existem montanhas de quilômetros que nos separam...
Mas também existe o meu coração cheio de amor por você.
E nada pode me separar de você e nem desse amor que eu sinto em meu peito.
Você é uma daquelas pessoas que eu quero ter do meu lado pra sempre.
Deus deveria deixar que as pessoas que se amam nunca se separem e nem nunca fiquem longe.
E nem nunca briguem, e nem as estradas que nos separem de viver esse amor.
Te amo e não consigo imaginar minha vida sem você.
Eu só queria poder te abraçar agora, poder chorar e rir com você.
Eu só queria poder sentar com você em sua sala ou varanda e poder jogar conversa fora.
Eu só queria poder estar contigo nas madrugadas e conversar e rir virando a noite, sorrindo, ou chorando, feliz ou triste, animada ou desanimada, cheia de otimismo ou não.
Mas o melhor disso tudo é saber que eu tenho você na minha memória, mesmo nunca tendo te dado um abraço...
Eu quero que feche seus olhos agora e sinta o meu abraço, que você sinta o meu amor e carinho por você. Você já fez isso?
E então, sentiu?
Eu senti daqui que você me abraçou agora!
Te amo, minha flor!
um bom poema leva anos
cinco jogando bola,
mais cinco estudando sânscrito,
seis carregando pedra,
nove namorando a vizinha,
sete levando porrada,
quatro andando sozinho,
três mudando de cidade,
dez trocando de assunto,
uma eternidade, eu e você,
caminhando junto
Poema sem nome
Num dia de feroz
Intranquilidade
Desci dos céus
À terra impura
Envolta em véus
De maldade,
De mil doenças,
Sem cura.
E, fui anjo,
Fui demônio.
Expectador
De lutas, de misérias,
De feridas abertas,
Sem dor.
Ao frio das incertezas,
De todas as tristezas,
Em angústias de ais,
Infernais.
Fui arcanjo
Do bem
E do mal,
Em giros gigantes,
Nos gritos vibrantes,
Dos elefantes
Da jangal
De ruinas morais.
Em trilhas tortuosas,
Sinuosas,
A conduzir-nos ao fundo
Dos pantanais de lama,
Fétida.
Onde os javalis
E as hienas
Charfundam,
Em risos roucos
E bestiais.
Onde os pássaros
Não cantarão
Jamais!
Por que desci dos céus
À terra impura?
Loucura!
Quis dizer em forma de poema
as belezas da vida ao teu lado
mas sem rimas, sem esquemas
só pude dizer:
"TE AMO!
Quis dizer em forma de canção
a alegria em que me encontro
mas com a voz do coração
só pude exclamar:
"TE AMO!
Quis dizer em forma de pensamento
o que me vai no íntimo,
mas com a força do meu sentimento
só pude gritar:
"TE AMO!
Quis, tentei, foi em vão
agora não mais canto ou exclamo
olho para teu sorriso, teus olhos
e sinto apenas:
"TE AMO!
Poema das Bruxas
Metade de mim é fada,
a outra metade é bruxa.
Uma escreve com sol,
a outra escreve com a lua.
Uma anda pelas ruas
cantarolando baixinho,
a outra caminha de noite
dando de comer à sua sombra.
Uma é séria, a outra sorri;
uma voa, a outra é pesada.
Uma sonha dormindo,
a outra sonha acordada.
Esse poema é dedicado a uma grande amiga, a qual eu amo muito, e que há alguns anos vem passando por uns perengues, mais que logo eu sei que vai ter fim.
Loucura lacrada (?)
Inesperada visita,
Mas uma vez a loucura acaba de chegar
E instalasse em mim.
Mas uma vez vou abrir e remexer
Todas as caixas
Que tanto tento lacrar
De forma definitiva.
Em dias e momentos assim
“cato” todas elas, as abro e me
Embriago de lembranças
Junto a esse surto
Existem fotografias,
Bilhetes, cartas, declarações,
Velas para (te / nos) celebrar
Incensos para purificar o ar
Que insiste em ficar denso com o peso das recordações,
Insistentemente a chuva da minha alma
Começa a cair (deixando o meu céu fechado e branco)
E eu, sento incredulamente há espera de um milagre,
Onde mostre que o Reino da Imaginação é real.
Besteira minha,
Outra vez faço uma varredura (vasculho) em meus desejos
A espera de um final para os sonhos
Mas, tem instantes que minha amnésia manifesta-se
E a saudade aproveita para mostrar suas garras
E me trazer você ...
Ai, mergulho no vácuo criado pela ilusão
E alimentado por esses instantes
De ausência de sensatez
Que hora por outra me acomete.
Me perco completamente,
Entre o sonho, o desejo, as lembranças e
Os infinitos motivos e razões pra não te querer
De repente,
Um lampejo, um reflexo,
Um raio incandescente de razão
Se mostra e aos poucos
Vou recobrando a consciência
E o nexo (sentido) das coisas
Novamente percebo que
Preciso encontrar tempo e uma forma eficaz
De aprender a te esquecer ou
Ao menos te querer menos
E após esse lampejo de realidade
Junto todos os recortes e “cacarecos”
E novamente os guardo em minhas caixas de recordações.
_ onde vou continuar a procura de uma forma definitiva de lacre, onde não dê mais chances para a loucura fazer a festa.
Baseado no poema 10 coisas que odeio em você.
Odeio o modo como fala comigo e como mexe em seus cabelos.
Odeio quando finge que está com raiva só pra me ouvir a te chamar.
Odeio o modo que me olha e odeio mais ainda quando vou dizer algo e o brilho dos teus olhos vem me calar.
Odeio quando me deixa sem graça e como consegue ler minha mente.
Eu odeio tanto isso em vc que até me sinto doente.
Eu odeio...
Eu odeio quando diz que meu sorriso é lindo e quando me chama de anjo.
Odeio o modo que toca o meu rosto e as suas brincadeiras quando falo sério.
Odeio mais ainda quando me pede pra não ir embora.
Eu odeio pois vc sabe que eu não resisto.
Eu odeio como está sempre certo.
E odeio quando vc começa a falar e não termina.
Odeio pois fico sem saber o que pensar.
Odeio pois vc nunca disse te amo,mas nunca disse que não.
Odeio o modo que sorri.
É fascinante,eu fico sem rumo.
Eu odeio quando me faz rir muito mas mais quando me tira do sério.
Eu odeio quando não está por perto e o fato de não me ligar.
Eu odeio pensar em vc o dia todo e não te encontrar.
Eu odeio quando vc diz que eu não resisto a vc.
Eu odeio quando não me deixa chorar.
Odeio quando me dá a razão e mais ainda quando me diz que não.
Eu odeio essa sua cara lavada me pedindo perdão.
Odeio quando diz que estava com saudades e odeio quando não vem me abraçar.
Eu odeio te dar as mãos e ter que soltar.
Eu odeio como sabe meus passos e o caminho que vou seguir.
Eu odeio não poder te ver todos os dias e te querer cada vez mais perto de mim.
Mas eu odeio principalmente,não consiguir te odiar.
Nem um pouco,
Nem mesmo um instante,
Nem mesmo por um segundo,
Nem mesmo só por te odiar.
Eu odeio não conseguir sem vc ficar e odeio mais ainda só saber te amar.
AS ONDA
(poema do projeto Noronha – Imagem e Poesia)
Ondas que parecem abraços
Calorosos, afetuosos, apertados...
Em verdade
As ondas de Noronha
Não são ondas, são abraços...
Que lavam a alma
De homens, arraias e barcos...
Mulher Poema
Poeta não faça de mim
sua musa inspiradora,
pois irá perder-se em
meus mistérios...
nem tente descobrir
a essência que carrego.
Eu não definitivamente nesse mundo existo sem você!!
Existe um poema do Vinicius de Moraes que diz que o oceano só é belo com o luar, que a canção só tem razão quando cantada, que as nuvens só acontecem se chover, que viver sem ter um amor não é viver...
Também existe outro texto que desconheço o autor que diz assim como um surfista sem mar sou eu assim sem te amar, como criança sem brincar, tesoura sem cortar sou eu assim longe do seu olhar, como humanidade sem calor sou eu assim longe do seu amor...
Os dois textos são lindos, porém nenhum deles consegue detalhar sua importância na minha vida...
Eu te entreguei meu coração de forma voluntária e tenho que dizer que quando estou com você esqueço de tudo e enlouqueço de prazer..
Longe de você conto os minutos para o ver mais uma vez... E assim como as ondas pertencem ao mar eu te pertenço!! Meus pensamentos são seus, sentir o teu amor me ilumina, me completa, me fascina!!
Sei que nossa relação é composta por bons e maus momentos, mas o amor é assim, um dia nos alegra no outro nos magoa, o importante é que estamos aqui apaixonados um pelo outro e a cada dia descubro que o amo cada vez mais se isso for possivel, meus sentimentos são fortes e o principal é saber que este sentimento é recíproco, pertence a nos dois...
Sou completamente realizada ao seu lado, e te amo do jeitinho que é!!
Foi este homem que conquistou e roubou meu coração...
Meu amor por você vai além das descrições...
Quero te ofertar um amor sem igual, quero fazer com que se esqueça do mundo nos meus braços...
Amo-te ao extremo e sei que posso fazer de você um homem realizado, quero fazer morada nos seus pensamentos assim como faz nos meus...
Encontrá-lo foi à melhor coisa que poderia ter acontecido...
Amo-te...
Faz de tua vida mesquinha um poema.
E viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
"O que aprendi chorando, sorriso nenhum ensina".
O título desse poema citado por minha pessoa é do poeta cearense de Alto Santo, Bráulio Bessa, e retrata muito bem o que muitos de nós vivenciamos e quem sabe, teremos a vivenciar.
Chorar serve como uma certeza de que esse sentimento nunca foi desonra para ninguém. Chorar faz uma limpeza na alma, alivia o peso das cargas negativas, ou simplesmente recarrega a bateria do nossos corações as vezes cansados ou desiludidos. Chorar faz parte do nascer e do morrer. Choramos quando criança, na adolescência, na fase adulta ou na velhice quando muitos acreditam que "velho" nem para chorar serve. Choramos porque vivemos, amamos, sofremos ou porque simplesmente choramos... Nunca peça para alguém engolir o choro, pois chorar não mata e na maioria das vezes até evita algo pior. Engolir o choro é um atentado contra o próprio corpo que precisa desse choro para externar a pressão seja de qual for o sentimento.
Ato de Caridade
(Djalma Andrade - Minas Gerais - 1894-1975)
Que eu faça o bem e de tal modo o faça,
Que ninguém saiba o quanto me custou.
- Mãe, espero de Ti mais esta graça:
Que eu seja bom, sem parecer que o sou.
Que o pouco que me dês, me satisfaça
E, se do pouco mesmo, algum sobrou,
Que eu leve esta migalha onde a desgraça
Inesperadamente penetrou.
Que a minha mesa, a mais, tenha um talher,
Que será, minha Mãe, Senhora Nossa,
Para o pobre faminto que vier.
Que eu transponha tropeços e embaraços:
- Que eu não coma, sozinho, o pão que possa
Ser partido, por mim, em dois pedaços!
Telha de vidro
Quando a moça da cidade chegou
veio morar na fazenda,
na casa velha...
Tão velha!
Quem fez aquela casa foi o bisavô...
Deram-lhe para dormir a camarinha,
uma alcova sem luzes, tão escura!
mergulhada na tristura
de sua treva e de sua única portinha...
A moça não disse nada,
mas mandou buscar na cidade
uma telha de vidro...
Queria que ficasse iluminada
sua camarinha sem claridade...
Agora,
o quarto onde ela mora
é o quarto mais alegre da fazenda,
tão claro que, ao meio dia, aparece uma
renda de arabesco de sol nos ladrilhos
vermelhos,
que - coitados - tão velhos
só hoje é que conhecem a luz doa dia...
A luz branca e fria
também se mete às vezes pelo clarão
da telha milagrosa...
Ou alguma estrela audaciosa
careteia
no espelho onde a moça se penteia.
Que linda camarinha! Era tão feia!
- Você me disse um dia
que sua vida era toda escuridão
cinzenta,
fria,
sem um luar, sem um clarão...
Por que você na experimenta?
A moça foi tão vem sucedida...
Ponha uma telha de vidro em sua vida!
Contemplação
Sonho de olhos abertos, caminhando
Não entre as formas já e as aparências,
Mas vendo a face imóvel das essências,
Entre ideias e espíritos pairando...
Que é o Mundo ante mim? fumo ondeando,
Visões sem ser, fragmentos de existências...
Uma névoa de enganos e impotências
Sobre vácuo insondável rastejando...
E dentre a névoa e a sombra universais
Só me chega um murmúrio, feito de ais...
É a queixa, o profundíssimo gemido
Das coisas, que procuram cegamente
Na sua noite e dolorosamente
Outra luz, outro fim só pressentindo...
Sonho Oriental
Sonho-me ás vezes rei, n'alguma ilha,
Muito longe, nos mares do Oriente,
Onde a noite é balsamica e fulgente
E a lua cheia sobre as aguas brilha...
O aroma da magnolia e da baunilha
Paira no ar diaphano e dormente...
Lambe a orla dos bosques, vagamente,
O mar com finas ondas de escumilha...
E emquanto eu na varanda de marfim
Me encosto, absorto n'um scismar sem fim,
Tu, meu amor, divagas ao luar,
Do profundo jardim pelas clareiras,
Ou descanças debaixo das palmeiras,
Tendo aos pés um leão familiar.
AMOR DA MINHA VIDA "VOCÊ"
Muitas vezes eu paro e penso...
O que eu sinto por você?
Desejo?
Atração?
Fascinação?
Amor?
Boa pergunta!
Desejo
Sim, a todo momento me vejo desejando e querendo você.
Atração
Sim, você é diferente de tudo o que conheci.
Fascinação
Com certeza, pois quando estou com você,
o resto não tem a mínima importância.
Amor. O que é Amor?
Querer alguém do nosso lado a todo instante,
Querer ver, estar, sentir esse alguém,
Querer sentir o sabor da sua boca,
A magia do toque das mãos,
O brilho do olhar,
Querer no meu corpo teus limites e sentir você...
Se isso tem alguma coisa a ver com amor,
Então posso dizer...
Eu Te Amo!
AMOR DE VERDADE
Um senhor de idade chegou num consultório médico, para fazer um curativo em sua mão onde havia um profundo corte. E muito apressado pediu urgência no atendimento, pois tinha um compromisso. O médico que o atendia, curioso perguntou o que tinha de tão urgente para fazer.
O simpático velhinho lhe disse que todas as manhãs ia visitar sua esposa que estava em um abrigo para idosos, com mal de alzheimer muito avançado.
O médico muito preocupado com o atraso do atendimento disse:
- Então hoje ela ficará muito preocupada com sua demora?
No que o senhor respondeu:
-Não, ela já não sabe quem eu sou. Há quase cinco anos que não me reconhece mais.
O médico então questionou:
- Mas então para que tanta pressa, e necessidade em estar com ela todas as manhãs, se ela já não o reconhece mais?
O velhinho então deu um sorriso e batendo de leve no ombro do médico respondeu:
-Ela não sabe quem eu sou.. .Mas eu sei muito bem quem ela é!
LIÇÃO DE VIDA:
Muito mais do que dar coisas aos outros, é preciso dar-se a si mesmo, sua dedicação, seu tempo, seu coração.
O quarto em desordem.
Na curva perigosa dos cinquenta
derrapei neste amor. Que dor! que pétala
sensível e secreta me atormenta
e me provoca à síntese da flor
que não se sabe como é feita: amor,
na quinta-essência da palavra, e mudo
de natural silêncio já não cabe
em tanto gesto de colher e amar
a nuvem que de ambígua se dilui
nesse objeto mais vago do que nuvem
e mais defeso, corpo! corpo, corpo,
verdade tão final, sede tão vária,
e esse cavalo solto pela cama,
a passear o peito de quem ama.
