Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
Amar é doar sem medida. E não há amor mais verdadeiro do que aquele que doa ao ser amado sem dele nada receber. Quem ama simplesmente ama.
Quero um amor de verdade, que me faça sentir a perna mole, o coração disparado, a respiração presa... Amores genéricos não me satisfazem mais.
Há tanto amor na terra sendo ignorado pela cortina escura da indiferença que os humanos estão virando aquilo que mais temiam: Ocos feito árvore sem vida.
Não vou mais insistir em te querer. Quando o amor não é correspondido, ele vai se desgastando com o tempo e se transforma só numa lembrança distante.
Desconfie dos que dão as costas ao amor, à ambição, à sociedade. Se vingarão por haver renunciado a isso.
Jamais cative o amor em alguém sem a intenção de corresponder.
Ferir os sentimentos dos outros é um ato suicida.
Que todo o mal se transforme em amor, que toda intolerância se transforme em respeito e que toda dor se transforme em rosas.
Não fui eu que mudei, você que se esqueceu de alimentar o meu amor que com o tempo morreu. A minha história continua só mudou a página, e nela por você não caí nenhuma lágrima.
Ironia seria eu deixasse de amar as rosas todas as vezes que um espinho me ferir-se, assim é o amor.
O amor verdadeiro nunca força (…). Não é da natureza do amor forçar um relacionamento, mas é da natureza do amor abrir o caminho.
Meu Deus, como podemos ser tão cegos a ponto de não levarmos esse amor a sério? Pois quem poderia ter imaginado que Deus se humilha tanto assim a aceitar aquilo que fazemos aos pobres como sendo feito a ele pessoalmente? Assim, o mundo está cheio de Deus. Em todos os becos, bem à frente de sua porta, você encontra Cristo. Não fique aí parado, olhando boquiaberto para o alto, dizendo: "Pois é, se eu só conseguisse enxergar o Senhor nosso Deus, uma vez que fosse, como eu não estaria disposto a servir-lhe de todas as formas possíveis!" Você mente, diz João em sua epístola (1Jo 4.20), pois diz que ama a Deus e odeia o próximo que passa necessidade bem à sua frente.
Não era amor.
Uma vitória louca, uma vitória doente. Não era amor. Aquilo era solidão e loucura, podridão e morte. Não era um caso de amor. Amor não tem nada a ver com isso. Ela era uma parasita. Ela o matou porque era uma parasita. Porque não conseguia viver sozinha. Ela o sugou como um vampiro, até a ultima gota, para que pudesse exibir ao mundo aquelas flores roxas e amarelas. Aquelas flores imundas. Aquelas flores nojentas. Amor não mata. Não destrói, não é assim. Aquilo era outra coisa. Aquilo é ódio.
No Reino de Deus, a lei é o amor e o poder é o servir. O amor gera a esperança e o serviço gera a realização.
O amor não fica simplesmente parado, como uma pedra. Ele precisa ser feito, como um pão, refeito o tempo todo e reinventado.
