Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
Estava rodeado de gente com uma enorme vontade de se expressar, de pessoas em que a necessidade é muito maior do que a mensagem.
Por que querem escrever, se reconhecem com toda a sinceridade que não têm nada pra dizer? Não poderiam fazer qualquer outra coisa? Que necessidade era aquela de porem as coisas em marcha estando inativos?
Primeiro vive-se e depois, quem quiser, poderá avaliar se tem qualquer ideia para transmitir; e isso vai ser decidido pela própria vida. A literatura é fruto da vida, não é a vida que nasce da escrita.
E foi-se embora, mas eu tive a sensação de que levou consigo qualquer coisa que tinha visto nos meus olhos
Escrevo para me entender a mim mesmo e escreverei com toda a honestidade de que for capaz. Tal não significa que eu seja pessoa em que se possa confiar quando escrevo sobra a minha própria vida e sobre a minha obra, sobre a forma como naufraguei ainda antes de me fazer ao mar.
Ainda que só por um instante, foi a primeira vez que nos olhamos nos olhos, foi o nosso primeiro momento de intimidade, pois olhar alguém nos olhos, sem desviar o olhar, que é o normal quando dois olhares se encontram por acaso, pode ser algo bastante íntimo.
Mas era a solidão que a matava. Tinha dias em que só queria falar com alguém. Em vez disso, repetiu as mesmas memórias em sua mente, acrescentando novos detalhes, mudando alguns, tentando manter unidas as peças do seu passado.
Pensai como se cada um de vossos pensamentos tivesse de ser gravado a fogo no céu, para que todos e tudo o vissem. E, verdadeiramente, assim é. Falai como se o mundo todo fosse um único ouvido atento a escutar o que dizeis. E, verdadeiramente, assim é. Agi como se todos os vossos atos tivessem de recair sobre vossa cabeça. E, verdadeiramente, assim é. Desejai como se vós fosseis o desejo. E, verdadeiramente, o sois. Viveis como se vosso Deus, Ele próprio, tivesse necessidade de vossa vida para viver a Dele. E, verdadeiramente, Ele necessita.
Apesar desse tempo que insiste em nos separar, você continua sendo aquele cara que me complica e que eu nunca consigo entender. Apesar de ir embora, o problema é que depois você me ganha de novo. De novo. E de novo. É um ciclo vicioso.
Você sempre foi diferente. Diferente de qualquer outra pessoa que já passou em minha vida e é isso que me encanta. Nós dois juntos somos um tipinho qualquer, mas um tipinho só nosso. Sem lógica e solução, sem solução eu sempre fui, só não esperava encontrar outro tão ruim quanto eu.
“Mas esses dois tem que se decidir e assumir de vez o que um sente pelo outro, porque viver nesse meio termo não dá.”
“Temos tudo pra dar certo e mesmo assim insistimos em ficar separados e fazer errado. Porque isso que a gente tem não é normal, tu não vai encontrar isso em qualquer outra pessoa. Tem horas que eu te irrito, falo bobeiras e mesmo assim consigo te deixar fora do sério apenas por pouco tempo, a raiva que você sente de mim não passa de 59 minutos para um minuto tu estar me adulando novamente. Tu consegue criar uma confusão extremamente fora do comum, em minutos eu te amo e por uma fala sua, eu já te odeio e assim vai, vice-versa. Existe um enorme abismo que separa a atração física do ato de “gostar” de alguém. Portanto, não vejo mal algum em ficar contigo sem compromisso. Afinal de contas, você me desperta algum tipo de atração, contudo penso em ter algo sério. Espera, acho que fui longe demais! Tu só pensa em ficar comigo, nada sério, mas eu já tentei diversas vezes demonstrar que eu estou querendo firmar nossa relação e tu nem está aí para isso. Não vai rolar, ou até pode ser o que aconteça, é como dizem: “Os oposto se atraem”. Porém teremos que ser maduros o suficiente para saber respeitar as diferenças do outro e no fundo você sabe muito bem disso quanto eu. Só que você gosta disso, você gosta de bagunçar, gosta de sair sem avisar e voltar bem a hora que quer, gosta de fingir que nada aconteceu de errado. E eu não sei te recusar, eu me perco e tu me encontra, eu te ensino e tu não aprende, eu te recuso e tu me aceita. Não tem jeito, não dá pra ser ou estamos quase lá.”
Tu me destruís-te e eu ainda estou tentando me reconstruir, ainda estou procurando a paz que levaste de mim.
Quando eu te encontrei, estavas com o coração em pedaços e sangrando por causa de alguém. Eu consertei as tuas rachaduras, coloquei curativos e transbordei amor dentro dele para que se curasse mais rápido e houvesse a possibilidade de tu me amares também. Mas este amor nunca chegou até mim, ele nunca existiu. E não estando satisfeita, deixaste o meu coração igual ao que o teu era antes, destruído. A reciprocidade no amor nunca existiu, mas a dor continuou residindo aqui dentro. Eu ainda estou em cacos...
Não podia se enganar, Dan não era aquela lagoa tranquila que estava à sua frente, e sim um mar revolto, pronto a passar por cima de quem quer que entrasse em seu caminho.
Os quadros fixos às paredes assemelhavam-se a sentinelas, as estátuas dispostas pelos corredores, semelhantes a vigias. Por várias vezes teve a impressão de vê-las mudarem de posição após sua passagem. Vigiando... Vigiando... Sempre vigiando. [..] Paranoia? Impressão? O monastério dos freis era assim, estava a consumi-lo.
Como e por que pessoas de dois pontos em um mapa, e nem sequer em linha reta, podem ter se conectado é o centro de nossa história em Knockemstiff.
Muitos me chamam de estranha por sentar e observar o céu, mas sei lá, me faz bem. Olhar aquela imensidão me lembra o quanto eu sou pequena e meus problemas somem por um pequeno instante. Naquele momento eu me desligo do mundo e quase consigo flutuar em meio aos pensamentos. Voo pra longe, pra outra dimensão. Por um momento me sinto leve, me sinto viva.
