Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade

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Só temos tempo e suprimento
para ladear o pulsar gélido
de ser um ser
desdobrado em sentimento

A frustração é inimiga da sociedade, ela traz a depressão e a ansiedade.
Vivemos em um mundo sem reciprocidade, onde o ser humano é sem capacidade.
Capacidade de amar, sonhar, viver e ser feliz de verdade
Onde nos escondemos de nossa realidade.
Realidade perturbada e escrota, de nossa sociedade.
Onde não existe um pingo de humildade.
Onde um papel vale mais que sua capacidade.
Estamos a caminho de uma geração suicida e depressiva, onde nossos jovens não enxergam outro caminho na vida.
Onde a depressão infelizmente toma conta da nossa nação.
Em meio a equívocos e a desigualdade, buscamos a plena felicidade.

EU DIGO SIM ...

Por mais poesia nas músicas brasileiras
Por mais poesia na hora de paquerar
Por mais poesia sussurrada ao ouvido
Por mais poesia na hora de votar
Por mais poesia dentro de sala de aula
Por mais poesia na mesa do bar
Por mais poesia nas igrejas
Por mais poesia nas ruas
Por mais poesia nas praças
Por mais poesias nos jornais
Por mais poesias no ar!
Por mais poesia inebriante que desintoxica e alivia a alma
Por mais poesia libertadora que desalma a ignorância
Por mais poesia no olhar de cada cidadão
Para tornar mais leve a peregrinação.

Mulher é mesmo interessante...
De dia é linda
e a noite é deslumbrante.

Com maquiagem
fica um mulherão,radiante!
Ao natural
fica uma menina apaixonante.

Se usar minissaia ou shorts curto...
Dizem que é provocante.

E mesmo que seja tímida
é vítima de assédio.
E com a força de guerreira,
grita para o mundo a
tamanha indelicadeza.

Quando mãe
é abençoada e respeitada.
Tem sempre um colo aconchegante.

E quando os cabelos brancos
começam aparecer...
E as finas rugas
demarcam a idade chegando...

Com orgulho e um sorriso no rosto...
A qualquer instante,
está sempre bela e pronta
para um carinho ou um conselho.

Mulher é mesmo interessante.

Aprecio duas
ciganas dançando
No firmamento
feito de ônix,
As estrelas
girando no céu,
Da Lua e de Vênus
escorrendo
- um puro mel -
Um soneto deslumbrante,
Feito de Lua,
Feito de Vênus,
Feito de estrelas,
Feito de ônix,
- Um soneto eclipsante! -

Com as duas
ciganas danço,
E nos preservo
de tudo,
Não nos abandono,
nos oculto;

Canto baixinho,
sussurro:
- Um soneto feito
de céu,
De luar,
De estrelas,
De Vênus a platinar
Intensos e sensuaisversos
Para você
inteiramente mergulhar.

As flamencas violas,
Não param tocar,
Vênus e o luar
Não param
de dançar,
Antes eram
duas ciganas,
Lua e Vênus,
Agora, a poesia
a eclipsar:
O amor está no ar
O meu coração não
para de bater,
Estou apaixonada
por você;
Desenhei este soneto
só para aquecer.

A amizade é a força sublime que une os seres que se precisam...
Que se respeitam...
Que se gostam... E, se entendem.

Um filho de Ogum é tão bonito de se vê
Dá até espanto de tanta beleza
Corajoso forte e generoso
Inteligente guerreiro e moço
Dedicado lindo e valente
O filho de Ogum encanta muito gente
A bravura nas ações
Um sedutor de corações
Mas o filho de Ogum tem seu outro lado
É ignorante bravo e chato
Ambicioso calculista e rancoroso
O filho de Ogum é um estouro
Mas isso tudo que o torna encantador
Sua personalidade de grande senhor
É tão bonito de admirar que você até pode se epaixonar
Filho de Ogum é orgulho de qualquer um.

As pessoas têm de parar de ter vergonha da sua ancestralidade. Não caia no senso comum. Lembre-se sempre, ensine as crianças e diga também, você não é descendente de escravos.

Você é descendente de seres humanos livres, que foram escravizados.

Liberte-se!

Bordão

Em algum momento
haverá alguém que te conquistará.
Talvez meio de repente,
que te fará sentir tudo diferente,
até parecer um delinquente.
Mas jamais deixará de ser sua estrela cadente.
Quando houver uma razão,
Sentirá esse vazão,
Que nem terá explicação.

Dirigindo e bebendo

Já é agosto e eu não
leio um livro há seis meses
a não ser por um troço chamado A Retirada de Moscou
de Caulaincourt.
Ainda assim, estou feliz
andando de carro com meu irmão
e bebendo um pint de Old Crow.
Não estamos indo a lugar nenhum,
só estamos indo.
Se eu fechasse os olhos por um minuto
estaria perdido, contudo
eu poderia facilmente deitar e dormir pra sempre
na beira desta estrada.
Meu irmão me cutuca.
Para que algo aconteça, está por um triz.

Diante do erro, o tolo diz:
– É meu jeito.
Já o humilde, por sua vez, afirma:
– Eu me ajeito.

Em tempos de pandemia.

Tudo está tão diferente,
Muita rotina,
Alterando a vida da gente.
Conversas rápidas no portão,

Usando máscaras
Olhares sinceros
Sem aperto de mão.

A regra é isolamento
Se não quer adoecer
Seja obediente.

Nada podemos fazer
além de crer em Deus
Esperar, confiar e orar.
Isso também vai passar…

Nostalgia

Pra mim o rio já te cansou;
A maré te levou;
O passado te machucou
O hoje já morreu
O ontem sequer ressuscita
Os seus prantos se secaram
As cachoeiras se afugentaram
Por te verem as nuvens
Desmancharam-se
E a pergunta fica
O que tanto te fustiga?

Valter Bitencourt Júnior
Toque de Acalanto: Poesias, 2017.

O bagulho é loko e o processo é lento.

A cada dia que passa eu fico mais tenso.

E o meu desejo se resume sempre no mesmo.

Ter a coragem de chegar em você e dizer com palavras, que me rendo.

Me rendo, dizendo-lhe o que almejo já faz um bom tempo, VOCÊ.

A certeza de nós

De todas as coisas que fiz na vida
A mais linda foi ter te conhecido
Linda, meiga gentil e inibida
Se tornou a razão do meu libido

Achando uma forma de me deixar sem jeito
Com formas de carinho dedicatórias em músicas e com respeito
Foi assim de supetão entrando em meu peito

Talvez emotiva, as vezes com certeza ...
Mas forte o suficiente para de forma alguma
Demonstrar frieza

Só quero que saiba que nessas palavras eu não falo
Apenas explico
O meu sentimento por ti eu diria ateh em um valo caído.
Por que sei que mesmo tão longe .
Do meu lado estaria se eu estivesse ferido.

Do conforto que me trás o som da tua voz .
Aqui eu te digo
Tenho certeza de nós!

⁠Eu sinto muito
Eu não podia mais fazer isso
Você estava me destruindo
Eu estava abrindo mão de mim mesma
Estava andando no fogo por você

Eu fiquei com você quando todos partiram
Não foi o suficiente
Quanto mais perto eu chegava de te encontrar
Mas longe eu ficava de me enxergar

Eu precisei ir embora
Eu precisei te esquecer
Eu precisei sair pra me reconhecer
E então acabei te deixando

Eu me reencontrei
Me reconstrui
Me reconheci
Mas quando voltei
Você tinha partido
Partido pra sempre

Eu sinto muito
Não consegui te salvar
Era você ou eu
E eu me escolhi
Eu decidi me salvar
Você deveria ter feito o mesmo

Eu não queria ter partido
Mas agora eu entendo
Eu não podia te salvar
Não podia resolver os seus problema
Não podia tirar toda essa magoa e angustia que você sentia
Não podia abrir mão de mim

Eu sinto muito
Adeus

⁠"Ela é feita de poesia
Entre versos e rimas
Um sorriso que fascina."

Dizem que o tempo tudo cura,
Dizem que sempre se pode esquecer,
Mas os sorrisos e lágrimas, anos a fio,
Ainda fazem meu coração sofrer.

George Orwell
ORWELL, G, 1984, Companhia das Letras, 2009

Quando você está no final da estrada
E perdeu todo o controle
E seus pensamentos te assombram
Quando sua mente arrasa com sua alma
Sua fé anda por vidros quebrados
E a ressaca não passa
Nada é feito para durar muito

Na madrugada tosca e escura
o som de uma coruja
dar o tom macabro do lugar
o corvo a se alimentar
de um um cadáver de uma ser vulgar

Os gritos de dor e o derramar do sangue
Compõe um cenário sinistro
o lugar, um cemitério
onde o estéreo se torna agudo
nesse mundo obscuro

Um sujeito se delicia
com a cena e o lugar
pois lá pode encontrar
o prazer que lhe convém
o sofrimento de alguém
para lhe alimentar.

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