Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
Os meses do ano
Em janeiro se inicia um novo ciclo
Fevereiro é bem legal, voltar a escola é sensacional
Março o mês é da mulher
Abril celebra o sacrifício de Jesus
Maio comemoração do dia das mães
Junho a festa caipira está garantida
Julho as férias se iniciam
Agosto é a vez de comemorar pela existência do papai
Setembro as flores se espalham, inicia a primavera
Outubro um mês de alegria, a criança comemora a vida
Novembro a proclamação da república
Dezembro chegou o natal.
Todos os meses tem muito valor
Todos os meses do ano Deus criou
BRISA
Seja bem-vinda,
oh, brisa das manhãs de primavera,
ao meu recôndito jardim de Heras!
A esse jardim sem flores nem amores.
Não vá embora!
O tempo logo se fará aurora,
e um resto de flores colherei na estrada,
esquecidas, deixadas.
E trarei para cobrir meu muro escuro...
E pousarei nos ramos a flor
que sonhou minha primavera nos galhos da hera.
VOLTASTE
Voltaste do mar,
Oh ruidoso vento!
Ouviste a voz da terra em desalento.
Sofreu e até chorou
Alguns versos tristes
Na folha de papel.
E assim soprou
E tudo se refez, ruidoso vento!
Até os cabelos dela, os fez em desalinho...
Voltaste!
Um brinde! Um vinho!
SOBREVOO
Sobre voo?
Sobrevoo
Sobre tempestades
E até sob o ades
Mas quem sabe sobre o mar ?
E nesse desentoo
Eu sei que há o ar
E também o fim
De qualquer voo
E que seja um jardim!
Sobrevoo!
Eu e você em uma só conecção
Nem o tempo pode apagar
Nem as desventuras puderam destruir
O sentimento é muito além de um olhar
O que Deus uniu não vai apagar!
Shirlei Miriam de Souza
Silencia
Temos escolhas, nesta vida!
Vamos à direita
ou à esquerda!
É para tudo uma escolha…
Muitas as escolhas nos leva ao apogeu
ou as ruínas.
Algumas escolhas são bênçãos e outros casos são lições!
Tudo depende da escolha que se faz!
Pensar, refletir e seguir…
Faz do caminho uma escolha sem fim.
Então escolha, o seu amanhã com sabedoria.
Segue a jordana com fé, esperança e amor!
Saudades
Que falta faz!
Aquelas amizade
Que duplicava o olhar
É sem dúvida uma igualdade.
De personalidades tão diferentes
Seria eu sortuda
Duplamente feliz
Por ter aquelas doces amizades.
Que faz tanta alegria a vida!
São irmãs, são minhas irmãs.
Quem dera pudesse dar um abraço?
Na rocha e na pluma
Quem dera!
Quem é Antônio?
Antônio é aquele amigo
Aquele irmão camarada
Que percebe quando preciso de uma força!
É amigo igual a esse difícil ter.
Quem dera pudesse lhe conhecer?
Querido amigo onde você estiver.
Em qualquer parte desse mundo.
Quero que saiba que você é uma pessoa muito especial!
Que Deus te abençoa a cada passo seu!
Quisera eu ter o teu olhar
E sentir o teu desejo
Querendo me conquistar
Acariciar minha alma
Quisera eu ser um pássaro
Para voar perto de você
Vigiar teus pensamentos
E saber dos teus passos
Quisera eu ter teu coração
Poder escutar a tua respiração
Abraçar-te com carinho
Entorpecida no teu colo
@zeni.poeta
Direitos autorais reservados
Lei 9610/98
A grande decepção
É quando a nossa mente
Nos leva a acreditar
Em uma ilusão
Uma história criada
Para alimentar um desejo
Que é fruto da imaginação
Tu ficas voando
Tua alma vagando
Pra fugir da realidade
De enfrentar os medos
E refletir sobre tua existência
És empurrado pela vida
Vivendo de qualquer jeito
Perdendo a percepção
Do tempo
@zeni.poeta
Direitos autorais reservados
Lei 9610/98
Existe louvor no inferno?
No canto um canto madrugada adentro, ouço das muralhas o inferno estremecer ecoar grito dos "excluídos". Stop, esse " canto" mexe com minha caixola faço algumas reflexões sobre louvores no inferno. A liberdade significa ter responsabilidade com "livre" arbítrio? A liberdade do homem é fazer a vontade de Deus? Um conhecido diz que somos filhos do anjo rebelde, certa vez uma amiga me fez um favor e agradeci lhe dizendo; você é um anjo que desceu do céu 😳 fui mal interpretado e "crucificado" 😔. Fico pensando qual é esse significado desses louvores no inferno, seduzir ou confundir mentes e almas, qual seria o propósito desse canto? Que fique bem claro quanto mais recorremos ao criador maior é o assédio de satanás para conosco
19/06/2011.
Sou um ser especial
Por ser diferente de ti
Temos o mesmo
Espaço para dividir
Vamos dar as mãos
E nos unir
Celebrar a vida
E um novo mundo reconstruir
Sou LGBT
@Zeni.poeta
Direitos autorais reservados
Lei 9610/98
Deixando as ondas me balançarem
Sinto aquela boa sensação
Lembro de ti e seu jeito
E o quanto por ti, sinto paixão
Sentindo o mar em meus pés
Sinto água com clareza
E olho todo aquela perfeição azul
E lembro de ti e sua beleza
Olho a imensidão do mar
Mar que mexe comigo
Meche de forma forte
Igual meche comigo, seu lindo sorriso
Olho para cima
Vejo o céu, de maneira linda sempre a brilhar
Lembro imediatamente de ti
Sua fala, seu beijo, e seu olhar
Olho o céu limpo
um céu extremamente lindo
Me lembra a ti
Seus lábios, e seu riso
Deitado na areia
Ouvindo as ondas do mar
Pensando em você claro
Em que outro paraíso eu iria pensar?
ÊXODO
Vou-me embora… vou-me embora…
Já cansei de ser semente.
Vou tentar buscar saída,
Vou partir contra a corrente.
Com roupagem de esperança
Visto meu corpo dormente,
Renuncio ao meu passado
E parto tão de repente,
Que nem mesmo a minha sombra
Há de ver-me pela frente.
Quero andar pelo infinito
Por caminho diferente;
Quero andar por uma estrada
Onde não possa ver gente,
Sem ter fim, sem ter começo,
Sem ter nada que me oriente,
Só sentindo em meus cabelos
Esta chuva persistente…
Esta chuva que ora cai
Sobre meu corpo indolente
Refrescando os pensamentos,
Ordenando minha mente,
Carregando na enxurrada
Toda a tristeza insistente
Que se apoderou de mim,
Que em mim se fez presente
Desde o momento em que a terra
Num soluço penitente,
Vacilou sob os meus pés
Tragando a emoção tão quente,
Tão pura, tão generosa,
Tão viva, tão eloquente,
Que bailava no meu peito,
No meu peito bem-querente…
ESTÍMULO
Madrugada - - frígido espectro da manhã;
Esperança os teus olhos suprafixos têm;
Semifluídas lágrimas já se antevêem
Brilhando impuras sobre tua face louçã.
Incauta aguardas, numa ansiedade vã,
Que os loucos sonhos que tua mente entretém,
Qual lenitivo as paraciências contêm,
Possam sorrir-te e te trazer sorte sã.
Não te amofines! Ergue tua fronte e desperta!
Desencilha-te dessa vida-pó incerta;
O novo dia é hoje, é já, é agora!
Aspira aromas, cores, sons, a vida enfim!
Vive o presente -- Ama! — pois agindo assim,
Venturas ficam. . . e tudo o mais vai embora!
ENTRE PEDRAS E ROSAS
Por que razão felicidade é tão difícil?
Por que viver se torna às vezes sacrifício
Para dois seres que se adoram, como nós?
Que culpa temos de gostar-nos tanto assim?
E vamos gritar, rogar, lutar até o fim,
Vencer a angústia que sufoca a nossa voz!
Que importa o tempo de distância em nossas vidas?
Que importa a sombra de um passado de feridas,
Se nossas almas são ligadas na paixão?!
Que importa o espaço que separa nossos sonhos?
Que importa o curso de caminhos tão tristonhos?
Nem tempo e espaço, um grande amor reduzirão!. . .
Você se oculta sob o medo do passado!
Você confunde o nosso estado com o pecado!. . .
Não se atormente com a censura que nos pune!
Não se impressione com o desprezo dos mais frios,
Dos que do sentimento puro estão vazios!
Importa mais é a chama ardente que nos une!
Que importa a prova que contenta a sociedade?
Que importa o culto onde se esconde a falsidade
De dar-se o sim, sem ter certeza de o lucrar?
Que importa o brilho da aliança sem direito?
Que importa a marca dos tabus, do preconceito?
Importa mais é que possamos sempre amar!
Vamos unir os corações num só desejo!
Vamos calar nossa paixão num longo beijo,
Fazer do mundo um colossal jardim em flor!
Vamos viver a nossa vida sem receios!
Sejamos dois amantes de alma e corpo cheios
De muita luz!. . . De muita paz!. . . De muito amor!...
A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE CORRE!
Vesti meu terno de domingo singular;
Botei perfume de alfazema pra agradar;
Corei meu rosto de cobiça de encontrá-la;
Saí de casa com meu passo de esperança;
Cheguei bem cedo na pracinha sem tardança;
Sentei num banco do jardim para esperá-la;
"Tem que ser hoje! Vou dar fim ao meu anseio!"
Colhi três ramos de determinada flor;
Lembrei palavras pra dizer com muito amor;
Provi meu peito do frescor daquele instante;
Cantei poemas e canções por distração;
Contei estrelas no horizonte em oração;
Sorri pra lua, com prazer no meu semblante.
"É só esperar pra ser feliz! Verá! Verá!"
Traguei fumaça de cigarro como um louco;
Senti pontadas de suspeita pouco a pouco;
Cruzei as mãos, adivinhando a má verdade;
Baixei meus olhos carregados de certeza;
Desfiz meu peito com soluços de tristeza;
Deixei cair três ramos murchos de saudade.
"Ela não veio! Santo Deus. . . ela não veio!"
Sequei meu rosto amolecido pelo pejo;
Ergui meu vulto fatigado de desejo;
Rumei meus passos no retorno à solidão;
Despi meu corpo umedecido da garoa;
Deitei meus sonhos num colchão largado à toa;
Dormi com a dor do desengano, da ilusão.
"Ela virá! Sei que amanhã ela virá!. . ."
PENÚLTIMA ORAÇÃO
Salve, minha Rainha, onde quer que estejas!...
Minha Rainha antiga, de um reinado antigo,
De um sonho deslumbrante que eu vivi contigo!
Quando naquela véspera, sob as cerejas,
Qual anjo enfurecido tu alçaste voo,
Desmoronaste o templo. . . mas eu te perdoo!
Perdoo pois pressinto que ainda voltarás,
Pois nosso amor foi grande, foi belo, foi puro,
Foi algo que não morre, não se esvai no escuro.
Não sei por onde andas, nem sei como estás,
Mas sei que sentirás toda a palpitação
Que sai deste lamento em forma de oração:
Não quero ser o elétrico azul celeste
A coroar planícies de um futuro bem.
Bastava ser um ponto, pra não ser ninguém!
Não quero ser a noite, que as angústias veste,
Ou mesmo a madrugada que lhes dá guarida.
Bastava ser um instante dentro em tua vida!
Não quero ser o banzo, ou mesmo a nostalgia,
Martirizando a fonte da felicidade.
Bastava ser um leve sopro de saudade!
Não quero a pretensão de ser pura alegria
Exposta em gargalhadas, mas de ser, no entanto,
Sorriso refletido no teu rosto em pranto!
TEMPO SEM TEMPO
Três meses passam... mas não passa a nostalgia.
Três meses passam... vai crescendo dia a dia
Uma revolta... uma saudade... uma esperança...
Três meses passam... e esta espera me atordoa.
Três meses passam... e a cidade me magoa
Com o mesmo chão... mesma rotina... igual lembrança...
Três meses passam pelo tempo e vão passando...
Três meses passam... e um de nós dois vai ficando
Sem mais revolta... com saudade... com esperança...
Três meses passam... três estágios da partida.
Três meses passam... fica apenas a sentida
Dor do tempo. Dor da espera. Dor da privança.
Três meses chegam... a alegria quase vem.
Três meses chegam... e um de nós agora sem
Uma revolta e uma saudade... só esperança...
Um ano passa... pouco tempo vida nessa.
Um ano passa... passará muito depressa
Com um ficando com coragem e confiança.
Três meses passam... passa tudo e nada volta.
Três meses chegam... despedida da revolta.
Tempo sem tempo... sem surpresas... sem mudança...
Um ano passa... passa a prova da saudade.
Ano de amor... ano de busca... de amizade...
Tempo de dar... de ter... de amar... sempre a esperança!...
Há de se ressaltar, que o mais importante para o poeta, não são nem os aplausos, e nem
oselogios, mas o legado que
ficará eternizado para
sempre, pelo que foi dito.
