Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade

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⁠SE EU PUDESSE SER

Se eu pudesse ser
Eu seria:
O seu último ensejo
No final do dia.
Se eu pudesse ver
Eu veria:
O seu adormecer
Toda noite, todo dia.
Se pudesse hipnotizar
Hipnotizaria:
Apossava do teu ser
E feliz o faria.
Se tudo eu pudesse
Tudo eu faria,
Apossava-me dos teus sonhos...


300822

Inserida por J6NEMG

⁠SEU OLHAR TU ALMA

Ao olhar-te profundamente penso ao pensar no que tu pensas e percebo assim a pureza de tu alma
Então inebriar-se com está imagem, reviver o passado e suplicar a Deus um toque acalentador no coração dos maturados para que enxerguem novamente o mundo com um olhar de uma criança que na vida de tudo que é puro,
É o que de mais singelo há.

221022III

Inserida por J6NEMG

⁠VIAGEM

É assim que viajo, por caminhos desconhecidos
Onde todos são fortes
Lunáticos e entorpecidos.
Sempre esperando
O amanhecer
Romper o alvo e seguir o dia, cumprir com a
rotina, ser o escravo fiel do capitalismo da socialite e do egoísmo
Regozijar da próxima ceia
Da próxima esquina
Estufar o peito de amor próprio
Que vaga sem parar.
Você que recebe migalhas
Supera as batalhas
E deveras é a locomotiva da vida.

261122

Inserida por J6NEMG

⁠Rima que rima; Rima

A rima é tudo e nada concomitantemente. Ela é santificada e demoníaca simultaneamente.
A rima emociona, decepciona.
A rima é rica
A rima é pobre
A rima é clássica.
A rima é onipotente, onipresente e onisciente. Ela está em todo lugar!

071222

Inserida por J6NEMG

⁠VAGA... MENTE

Entre, sinta-se à vontade
O recinto é espaçoso
O café é saboroso
A ceia é farta
Só falta aspiração.
Aproveite da água em abundância
Que transborda da peneira e ecoa uma canção.
Seja compreensivo
Consuma com moderação
Pois a cólera aqui é louca
E o deserto é incerto
Então de certo meu jovem!
Deverias aproveitar mais deste ávido oases.

061222

Inserida por J6NEMG

⁠Nossa pátria é amada
Idolatrada
Mãe gentil
Nossa pátria está livre
O nosso país é Brasil
Território com terras vastas
E o céu cor de anil, mas
No que tange as injustiças
De todos os confins da terra,
O solo mais fértil
É no Brasil. 210307

Inserida por J6NEMG

⁠UM MINUTO
Dai- me apenas mais um minuto
Para ver se eu escuto
O que o outro já dizia,
Estamos aqui só de passagem
Não preocupe com imagem
Pois nem tudo é magia.
Viva os dias por inteiro
E vide
Como é boa a vida.
220823

Inserida por J6NEMG

⁠BESTEIRA
Espie só que moral
O tamanho desta besteira
Nas poemas que escrevo
Ouço a voz de Manuel Bandeira.
Ele chega de mansinho
Na lassidão de uma vida esquisita
No fervor deste caminho:
O pavor de receber, e o prazer de ser visita.
Em verso efêmero e triste
Apaixonadamente lhe revela
Não ter medo da morte
Ter medo do fogo da vela.
A solidão é seu amor
A morte o seu segredo
Na morte sentir dor
Na hora sentir medo.
Dos costumes que bem sei
A homogeneidade d'almas existe
Nos manifestos colossais
Cousas letais é comum
A única fila que presta
É aquela composta por um.

041009
Tributo a Manuel Bandeira

Inserida por J6NEMG

⁠VIDA
A vida bem vivida
É a vida vivida em vida
A vida ruminada
É oposta a vida
Essa sim... deve
ser desmerecida!

18 12 2023

Inserida por J6NEMG

⁠O PROBLEMA DO MUNDO SOU EU?

Reflita irmão!
O problema do mundo não está na corrupção?
O problema do mundo sou eu.
O problema não está no preconceito, na política na intolerância ou na religião?
O problema do mundo sou eu.
O problema não é o narcisismo ou a submissão?
O problema do mundo sou eu.
O problema não é o El ninho, o aquecimento global a extrema pobreza ou a destruição?
O problema do mundo sou eu.
O problema não são as guerras a escassez das águas, ou o anticristão?
O problema do mundo sou eu.
O problema do mundo não está no tráfico, não está no rapto nem na educação?
O problema do mundo sou eu.

Inserida por J6NEMG

⁠O tempo e a rotina
Que o dia não corrói
O homem e a raça
A parede e a traça
O vinho e a taça
O bairro e o mundo
O universo e o infinito
Tudo parece mais bonito
Quando as coisas dão certo .
Por certo; tens de crer
Ores querido!
Para que, ao ouvir o bramido
Não seja o teu gemido de infelicidade.
O bairro venceu.
Lástima! lástima, lástima.
Mágoas a lamentar
A plateia não era...
não era definitivamente
minha!!!

050424

Inserida por J6NEMG

⁠LUA

Numa noite de céu estrelado
A lua nasce, com seu brilho prateado
Iluminando o caminho
De quem anda sozinho!

Cheia, redonda e cativante
Vem vindo a lua
Surgindo no horizonte
Ela, sempre tão fascinante!

Lua nova, em constante transformação
De nossos olhos, acompanhamos a sua evolução
Sempre discreta e com beleza resplendor
Trazendo recomeços e quem sabe um novo amor

Em cada fase de nossa vida
É ela que está presente
E nós faz pensar:
Será que ainda devo continuar?

010724

Inserida por J6NEMG

É O FIM

⁠Tudo que inicia
Se finda.
Tudo que é como
Se fosse
Não é.
São palavras bem covardes
Que agradam os Mané.
Nem o céu
Nem o inferno.
É apropriado a mim.
Não tenho nada de santo
Do diabo um pouquim.
Mas rezo todos os dias
Pra Deus ter pena de mim.
Se não for tanto trabalho
Me indique o atalho
Que me incurte o caminho.
Livrai- me de todos males
Pode ser devagarzim.
Me desvie dos demônios
Que miram contra mim.
A desgraça alheia minha
Resplandece os corações.
Pai eterno meu Senhor
Me livre de tais tentações.
Arrumai pra aí
Um cantinho
Com carim.
Pois aqui
Estou sozim...
Mesmo em meio à multidões!

280924

Inserida por J6NEMG

⁠ABOLIÇÃO

Em 1888 veio a Abolição
Um passo infalso
Um passo sem chão
Liberdade em papel
Sem terra e pão.

Do passado ao presente
É luta e é glória
Na pele e na alma
Se faz essa história
Da luta de ontem
AO sonho de agora
É força que brilha
Que insiste e vigora.

161124

Inserida por J6NEMG

⁠XIII - Emissário de um rei desconhecido
Emissário de um rei desconhecido
Eu cumpro informes instruções de além,
E as bruscas frases que aos meus lábios vêm
Soam-me a um outro e anómalo sentido...
Inconscientemente me divido
Entre mim e a missão que o meu ser tem,
E a glória do meu Rei dá-me o desdém
Por este humano povo entre quem lido...
Não sei se existe o Rei que me mandou
Minha missão será eu a esquecer,
Meu orgulho o deserto em que em mim estou...
Mas há! Eu sinto-me altas tradições
De antes de tempo e espaço e vida e ser...
Já viram Deus as minhas sensações...

Inserida por laurenmatta

⁠DANÇAR UM BOLERO
Maria Laura Flôres
Não quero ver o mundo
Desse jeito
Não quero pensar
Que tudo é mesmo
Como eu vejo
Quero esquecer
De toda essa realidade
Deixe-me pensar
Que estou
Que estou simplesmente
Dançando um bolero

Inserida por LAURAFLORES

⁠Em busca do passo perdido
Sigo, sem pressa, determinada
Às vezes me parece escondido
Noutras à vista estampada


Mas passo, compasso, vazio?
Me diga, tenho até calafrio
No eventual silêncio
Pode estar o mais lindo rodopio


Eureka, encontrei o oculto
Entre rimas, até melodias
Eis que avisto o astuto
Cá dentro, bem lá no meu peito


LAURA FLÔRES
25.07.24

Inserida por LAURAFLORES

E esse vazio que nem você nem ninguém preenche nunca que você troca de roupa que você troca de casa que você troca de rosto e tudo continua do mesmo jeito
Esse vazio que você troca de parceiro que você troca o cigarro o isqueiro mas a fumaça e a neblina é sempre igual
E esse vazio que você enche a casa de móvel que você enche a estante de livro que você compra tanta bobagem mas nunca aprende e repete a mesma Velha História ⁠
E esse vazio que você olha para o espelho procurando um rosto conhecido mas na sua frente só vê um estranho

Inserida por meiremoreira

⁠⁠ Intolerância que fala?!
- Se você for pregar pra mim, não vai rolar. Não curto religião, deixa pra lá.
- Se você idolatra política, problema seu. Não babo ovo, o voto é meu.
- Se meu time é pior que o teu? Pode até ser. Curto futebol, e não debater.
- Se você não come carne, é sua opção. Meu cardápio eu decido, você não.
- Se você gosta da cor azul, sem treta. Me identifico com a preta.
- Se você curte o rock, eu não ligo. O rap fala comigo.
- Se você não quer um b.o, bora tentar. Basta me respeitar.
- Se você me julga frieza, aí deu. Quem perdoa é Deus, e não eu.
- Se você acredita em tudo, 'kraio'. Sem evidência, não caio.
- Se você discorda de algo que leu, fodeu...

Inserida por niasa

⁠O Porão

No fundo do poço tem um porão,
com paredes pintadas de frustração,
onde o medo sussurra um grito,
e um trauma vira manuscrito,

com gotas de sangue e suor,
cada linha descreve um terror,
uma lágrima marca o papel,
o choro pedindo socorro pro céu,

rimas de dores, nas nuvens escuras,
implorando respostas tão duras,
vozes perdidas, na calada elas vem,
trazendo memórias que fere também,

verdades malditas, rasgam o peito,
ecoam saudades, um vazio sem jeito,
riscar, apagar, deletar, já não é possível,
por mais previsível, um arquivo invisível,

tatuado na pele, realismo sem cor,
sombreado que marca, hà rumor,
se eu pudesse, amassar essa folha,
reiniciar, começar, faria outra escolha,

No fundo do posso tem um porão,
quadros, retratam passos sem chão,
meu corpo levita, e não sinto leveza,
me deixo levar, pela correnteza,

gelada, escura e lodo, exala o terror,
a fé se dissolve, enriquece o pavor,
arregalo os olhos, parece uma luz,
se apaga na grade, eu vejo o capuz.

Inserida por niasa