Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
VALORIZE A VITÓRIA DO OUTRO:
A natureza humana me surpreende, amigos se tornam inimigos em segundos, as pessoas se afastam das outras e passam a odiá-las de forma intensa, a inveja e o ciúme toma conta por completo, deixando qualquer um cego, através deste sentimento vil, as pessoas começam a brigar entre si...
Qual a razão deste sentimento e por que não conseguimos dominar este maldoso pensamento?
As conquistas alheias deveriam ser para nós um motivo de alegria, não de inveja, não de agonia...
Adoecemos e nos esquecemos de nossas próprias lutas, de trilhar a nossa pessoal jornada, querendo que a felicidade do outro seja imediatamente apagada...
Cada ser é capaz de criar coisas incríveis, cada um a seu modo, não importa se quem venceu naquele momento, foi o seu aluno, seu colega ou alguém que você pensava ser inferior em seu grupo, pois ninguém é melhor do que ninguém, todos nós temos a capacidade de vencer e fazer a diferença no mundo...
A vitória de nosso semelhante deve ser observada, aplaudida e admirada, deve servir de impulso para a nossa jornada, nós também queremos vencer, pois estamos seguindo na mesma estrada.
A sua vitória é o combustível que impulsiona a minha caminhada, não é a sua ideia que será copiada, mas a sua coragem e força de vontade, pois somente assim eu também vencerei, sem te atrapalhar e nem perder a sua valorosa amizade!
Seus inimigos tentarão te derrubar, te desvalorizar e destruir o seu trabalho, mas se você tem Deus contigo, ah, eles apenas irão tentar...
Por décadas ficarão a te observar, mas no final, assistirão atônitos a sua grandiosa vitória, o seu crescimento pessoal através da glória...
Perceberão enfim, que ao contrário de você, eles é que não saíram do lugar, pois se preocupavam unicamente com a sua vivência e com a sua conquista, desta forma, se esqueceram de suas batalhas particulares e de viver as suas próprias vidas...
Com 18 anos de vida, um caminhoneiro me tornei, transportando cargas por várias cidades do Brasil, sozinho viajei...
O tempo passava rápido, um grande amor então encontrei, não poderia ser diferente, sabendo que era da vida um presente, aos 30 anos, com ela me casei.
Reunindo diversas histórias pessoais em um diário, aos 34 anos meu primeiro livro publiquei, depois veio muitos outros, entre causos, contos e poesias escritas com fervor, o simples caminhoneiro ficava também conhecido como escritor...
Mas como na vida precisamos sempre nos reinventar, estacionei o cargueiro e voltei a estudar...
Fortalecendo o meu trabalho criativo, abrindo e fechando um e outro livro, com 40 anos pude me formar, e com 42 estou a lecionar...
Gosto de escrever minhas vitórias pessoais, pois tenho orgulho em contar, mas para quem quiser se inspirar, pois a vida é assim mesmo, há altos e baixos, não podemos na primeira dificuldade da vivência nos desesperar, "pois só fica no chão, quem não quiser se levantar".
ELA É MARIA, MAS TAMBÉM É A NOSSA SENHORA:
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Uma linda moça foi por Deus escolhida, pura e singela, seria ela quem traria ao mundo a mais importante vida...
Por nove meses, em seu ventre um menino crescia, como toda mãe, esta maravilha, dia a dia ela sentia...
Após o nascimento em um lugar improvisado, em um rancho que por animais era cercado, o menino nasceu...
Após grande perigo, pelo deserto esta mãe fugiu, com o menino nos braços e ao lado de José, para o Egito seguiu...
Aquele menino era o filho da própria luz, e todos já o conheciam por Jesus...
O que era ruim, momentaneamente passou, pois o menino cresceu e um grande homem se tornou, sua missão era falar de Deus e levar a todos o ensinamento do amor...
Aquela jovem e pura, já não era mais uma menina, com cabelos grisalhos e com a face de uma mãe, todos respeitavam a senhora Maria...
Com olhar triste e sincero, Maria olhava para a face de Jesus, acompanhou-o até o momento do calvário, da morte de cruz...
Por ser a mãe do filho de Deus e ter acompanhado e permanecido até a última hora, ela tem o nosso amor e o nosso respeito, ela é Maria, mas também é a Nossa Senhora!
O mundo está diferente de fato, as prioridades mudaram, o hoje tem outra definição, nem se compara com
o que havia no passado, a vida segue, mas de um jeito desesperado, pessoas passando por cima das outras em busca de riqueza, de ser entre todos, o mais descolado...
Não nos preocupamos mais com quem está ao nosso lado, as tradições estão ficando apenas no passado, o que antes era belo, hoje é fora de moda, algo ultrapassado...
Talvez o amor também seja por nós abandonado, deixado de lado e substituído por algo de maior valor monetário...
Os bons sentimentos estão sendo extintos, o que antes era importante, hoje nem é citado, estamos morrendo e nem sequer percebemos, o que fazemos de errado virá ao encontro de nós mesmos, pois o que jogamos ao universo, de volta será arremessado...
Sei que é um texto forte, mas é a verdade que falo, para amenizar este sentimento maltratado, digo que sigo na contramão do que foi citado, pois enquanto muitas pessoas desejam e procuram a guerra de forma desesperada, eu apenas quero bons amigos e a família reunida ao redor de uma mesa bem farta, uma boa carne assada, mas de preferência, acompanhada com uma bela cerveja gelada!
Em meu coração
ainda sinto,
aquele desejo desenfreado
de um dia te ter comigo.
Em sentir seu doce beijo
e seus braços envolto de meu corpo
num aperto envolvente,
tirando-me o ar.
Ainda lembro dos dias
que se passaram.
Do desprezo que tinha por mim
de cada palavras jogada no vento
como chacota para me tirar
os pés do chão.
E com o decorrer do tempo
percebi que o amor
que tanto doía, já não mais
existia dentro do meu peito
Pois foi tirado, arrancado, escondido
para que a mente acreditasse
que por ti nada mais existia
nem mesmo uma faísca
para incendiar novamente.
Mas hoje vejo
que mesmo depois de tanto tempo
sei que aquele mesmo amor
reina dentro de mim.
Não da pra esquecer, só me resta
aceitar e a vida encarar
de um modo que a cada passo
posso ir além,
Mais próximo, ou mais longe
de você.
O centro de tudo
Foi naquele campo,
com gramas verdes e flores
amarelas,
que eu te vi pela primeira vez.
Você estava em cima da árvore mais alta
no centro de tudo. Onde se via tudo.
Deitado como uma preguiça
olhando para céu azul alaranjado
de um fim de tarde.
o sol se pondo era o grande espetáculo,
mas pra mim era ver você deitado.
Nem sequer notou minha presença
fiz o máximo de silêncio possível
para não lhe chamar a atenção.
caminhei de mansinho e fui embora
para no outro dia voltar
e quem sabe poder contigo falar.
... queria poder ser sua cura,
mas no decorrer das circunstâncias, vejo
que sou a tortura, o veneno que te embriaga
que te enfraquece,
e o faz cada vez mais doente.
... Pode até parecer
que tudo que eu digo
seja mentira.
Que tudo que eu faça,
tenha duplo sentido.
que o meu olhar esteja vazio.
Mas não é bem assim
que eu me sinto.
Digo tudo que penso,
faço o que manda o coração.
E meu olhar não é vazio,
se olhar atentamente verás
que nele a muito de você.
As vezes sinto uma vontade
louca de te abraçar
me enroscar em seu cabelo
deitar em seu peito
sentir seu coração pulsar.
Falar bem baixinho
sussurrando em seu ouvido
e depois me perder em seu olhar
Navegar no imenso azul
nas águas cristalinas
e numa lágrima de ouvir falar
Seus desejos escondidos
loucuras que apenas comigo
gostaria de compartilhar.
E no final disso tudo
sentir satisfação
da sorte que tenho
de te amar.
Loucura seria, não querer contigo
estar.
Alma Gêmea
... foi buscando os caminhos certos
que acabei nos mais errados.
E foi nestes caminhos errados
que encontrei você.
Perdido, sem rumo.
Vagando no escuro.
Parecia um mendigo,
todo surrado; mas seu olhos me mostraram
algo á mais, um "que" de esperança.
Dei-lhe minha mão,
você nem sequer exitou, se deixou levar.
Seguimos juntos, em meio a tropeços,
vencemos.
Caminhos errados, me trouxeram a pessoa certa.
Não era um príncipe, nem um plebeu.
Era um homem, um anjo em busca dos mesmos sonhos que eu.
Quero dizer, foi você quem me ensinou o sinônimo de amar e todos os antônimos de odiar: querer, gostar, venerar.
Todos os dias de manhã quando eu acordava com o cabelo mais bagunçado que os sentimentos no meu peito, e você dizia como eu estava linda, tão linda quanto meus olhos naquela tarde de domingo quando me conheceu. Eu sorria, envergonhada. ''está maluco por falta de cafeina.'' Eu disse uma vez, e você com toda graça e maestria recitou pelos próximo vinte segundos uma ideia contra aquela. Sempre foi teimoso demais...como quando estávamos naquela biblioteca uma vez, e teimou em dizer que Fernando Pessoa não era tão bom quanto Carlos Drummond. Me emburrei. Bati o pé e disse o quão insano era por pensar aquilo, todavia sua citação aniquilou o meu argumento em menos de um segundo: Entre a dor e o nada o que você escolhe?
E eu que sempre tive uma resposta na ponta da língua me vi sem ela. O que você escolhe? As palavras rondavam em minha mente, como aquele vinil gasto e velho que costumávamos colocar para tocar.
Seus cabelos estavam caídos para o lado naquele dia, sua barba por fazer, usava o suéter xadrez que eu costumava roubar toda a madrugada, apenas pra sentir o seu perfume amadeirado. Sorri. Suas iris castanhas me observavam com atenção e céus, naquele momento eu soube... eu enfim soube o porque de vir ao mundo chorando, o porque de ter tantas cicatrizes causadas por amores rasos, rasos demais que me causavam dores por mergulhar de cabeça, o porque de ter caminhado por um longo tempo na estrada chamada vida, até um lugar denominado pela geografia de Rio de Janeiro.
Tudo em prol de conhecer você, naquela avenida movimentada e calejada do centro, com comerciantes gritando e pessoas apressadas para os seus trabalhos. Leite e mel pingaram dos meus olhos antes de dizer:
Eu escolho a dor. Se ela tiver o seu nome, sobrenome e endereço.
É tal a falibilidade dos juízos humanos, que muitas vezes os caminhos por onde esperamos chegar à felicidade conduzem-nos à miséria e à desgraça.
As coisas maiores só devem ser ditas com simplicidade; a ênfase estraga-as. As menores precisam de ser ditas com solenidade; elas só se sustentam pelo modo de expressão, pela atitude e pelo tom.
A indiferença ou apatia que em muitos é prova de estupidez pode ser em alguns o produto de profunda sapiência.
Os velhos que se mostram muito saudosos da sua mocidade não dão uma ideia favorável da maturidade e progresso da sua inteligência.
