Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade

Cerca de 302724 frases e pensamentos: Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade

O fato de ter dado errado uma vez, não significa um ponto final, assim que se chega a Lua, a Marte.....




Não é sobre planetas....

Somente as árvores que não frutificam, entendem a poda como uma agressão.




Não é sobre plantas.

O grande e maior problema sempre foi a
CONCORRÊNCIA...
Ela existe, existiu e existirá...


Então:
Olho vivo...

Sobre Maravilhosas Memórias:


A vida me ensinou, as duras penas, que a felicidade não se busca, ela vem até nós. Só que pegos de surpresa, não compreendemos esse momento, e subitamente a felicidade se vai, e só anos depois compreendemos o que de fato se foi.

A ideologia versus a prática:
Vai ressuscitar a Razão.


Tudo é uma questão de tempo.

Quantas pedradas terei que suportar para provar a minha inocência.




Não é sobre pedra.

Se eu pertencesse um dia a todas as famílias, talvez entendesse a minha?
Se eu visitasse todos os corações, entenderia como está o meu?
Seria necessário morrer para entender que estou vivo?
E, se fosse… será que eu morreria?

⁠O TEMPO DAS PALAVRAS

O tempo me entregou palavras.
Ora cruas, abertas em veias,
escorridas em derivados.

Quando as toquei, já estavam apegadas.
já haviam se aprontado de raízes,
impregnadas de sais e pés amanhecidos.

Poderia garimpar aparamentos,
entre as horas tremulas e as certezas movediças.
Poderia reparar atrelamento, deixar que ficassem sem face.

Em vão tateei o criador de palavras.
Elas já haviam se cingido em mim.
Meu rosto passou a ser as palavras que colhi.

Carlos Daniel Dojja

⁠"...Minhas inquietações desfiam-se visíveis.
Confesso-me indisciplinado com as formalidades do risco.
Em quase tudo me arde, o que suponho merecer.
E se não o sentir, não me impele o fio a tecer.

Tenho dificuldades com prognósticos do viver pré-definido.
Não uso decifrador de tempo, para embeber-me do instante.
Declaro-me avesso, em não desfrutar, o que o momento instaura.
E quando me chega, pousa em minhas mãos, como num desenleio da alma..."

In Fragmento Poema Ousadia

Era assim:
A só mareava, por terras tantas que se partiam,

que o mundo em que minha voz habitava,
ao invés de nascer, se escondia.
Agarrei-me então as palavras,

doces, ferozes, cristalinas,
e o cio do tempo desabitado,
Tornou-se num dedilhado,

cordas que entoavam,
o coração em fogo vivo.

"Descobri-me Rio que não cessa.
Meu estar é sempre indo.
Avistando templos ou morando em Ocas,
Minha pátria são as gentes,
Que se sonhamno mundo"

Insisto: Onde teus olhos pousaram?
No voo das lágrimas que na cordilheira deságua?
Entre as bordas tecidas no braseiro do tempo,
Ou agora, quando esvoaçam as borboletas no cio do teu ventre.
Atrevo-me, em dar-te a resposta,
irreal para os que descreem:
- Vi teus olhos plantando sementes em meu peito.

Às vezes me empresto vôos. Vou-me indo, com a percepção de que posso lançar-me a descoberta.
Nunca sei o que virá depois que o passado do vento e o presente das nuvens se fundem.
Teimo em fingir-me capaz de atingir infinitudes, parir-me de acontecimentos.
Desde isso, ponho-me asas estradeiras e olhares para o mais além do ver.

E eu já então, descabidamente encantado,
Apenas me sabia, ao traduzir-me fecundado,
Que mesmo a passar a só, a esperar a moça que viria,
Ela com o coração entreaberto de mim não partia.

As imagens em preto e branco sussurravam.


Havia uma voz intima em cada canto.


Ouvi novamente minha mãe a perquirir:


- Sabes para que servem as andanças?


Para que possamos volver a casa,


Onde fundamos despertares.


In Poema " A CASA"

Não deve ser por outra razão, senão a da nobreza imorredoura da poesia, que Byron e tantos outros, revelaram em seus muros que “aqui não se morre, passa-se vivo para o outro lado”, condição inequívoca, como nos brindou Saraiva, reiterando que “qualquer que seja o futuro, continuará a haver noites de luar, Sintra e o Tejo a correr para o mar”


In Carta a Laura Saramago

... Minha sensação de grandeza se emaranha de singelezas.


Como a memória da água, por entre rios, a retornar a nascente.


Como quando nos sabemos finitos, refazendo-nos começos.


E se é tão grande, como os olhos que se


traduzem no peito..."

Sou péssimo em recomendar metades.
Apraz-me pretender atingir a inteireza, elevar-me a completude do sentir e bem dizer de sua amplidão.
Almejo postular sua infinitude, como tecelão do tempo que não esta à beira da impermanência do fazer-se.

- Sabes para que servem as andanças?


Para que possamos volver a casa,


Onde fundamos despertares.




In A Casa

Mas não existo o bastante se deixar de aspirar.


Assim espio manhãs.Não graduo conjuras.


Apraz-me compreender que uma reta contém variáveis.


Meus poros se aguçam de humana envergadura.