Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
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Quem roubou a nossa empatia? Cadê o respeito ao nosso coração?
Todo amor vem de um sentimento iniciado pela paixão;
Cortejando a loucura do meu próprio coração
É que encontrei o amor que faz sentido...
Dominar a fúria de um amor em um coração apaixonado
É mais difícil do que dominar a raiva de uma consciência;
Os sentimentos são uma faca de dois gumes
Tanto pode matar de amor tanto pode morrer de amores;
É melhor se frustrar pelos próprios erros
Do que viver escravo de um amor inventado!
Não seja limitada para ter reputação
Amor inventado não enriquece coração;
Perca-se, da forma que me perdi, buscando o amor
E encontra-se para amar incondicionalmente a si próprio;
Amor ainda é algo muito pouco pra mim
O que busco é algo que vai além do meu infinito;
Não enxergo ninguém como a perfeição do amor
Pois um coração vazio só tem o único sentimento... Dor!
O meu amor não é limitado na terrível passividade
De fazer sentido aos olhos de quem não torce;
Enquanto não encontrar o amor verdadeiro
Continuarei a ser romântico por excelência;
Lido facilmente com uma vida complicada
Mas ainda não aprendi a lidar ou viver sem amor;
Querer privar o coração do amor, de certo evita a dor
Mas desvia a direção da felicidade e se perde do amor;
O maior erro do coração apaixonado é depositar muitas expectativas onde não exista amor;
Negar o próprio amor para agradar ao público
É se privar da particularidade do coração a fundo;
Esse negócio de jurar amor eterno é balela
Não dura mais do que palavras velhas;
Não choro com lágrimas perdidas de um sentimento que nunca existiu por falta de amor verdadeiro;
Não se colhe rosas que não se tenha plantado
Assim como não se ver retribuição sem amor;
As cicatrizes do coração não sanam com um novo amor
Mas sim com uma boa amizade que dissipa a dor;
O amor verdadeiro não é uma ilusão
Depende de quem não tem seriedade no coração;