Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
Não desejo um amor vil que no qual, faça-me cético a vida;
Mas sim um amor eloquente que dê asas para voar, sonhar e realizar;
O amor é uma faca de dois gumes, um lado corta e feri;
A outra corta e completa, veja o que mais vale à pena!
Mesmo que me coubesse o alarde de um amor imperfeito, lutaria até que não mais pudesse! Para te dar o mais simples dos amores;
Não quero morrer de morte matada, nem muito menos de morte morrida;
Mas desejo morrer de amor correspondido;
Acordo em um despertar de um amor escondido, ou um suspiro corriqueiro;
E durmo até que alguém me queiras;
Obviamente que o tentador atraí, o pecado dá prazer, mas o amor verdadeiro vai além do que se espera;
O amor não provém do coração assim dito;
Mas sim dos pensamentos, que espera o primeiro contato visual... depois a inspiração se encarrega do contato adverbial!
O amor vive entre o coração e a perfeição;
Não espera nenhum firmamento, só a chance de experimentar a tal paixão;
Sofrer por amor, só faz sentido na literatura poética;
Pois na realidade, arde o coração como se não houvesse promessa;
