Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
É bem melhor visionar um mundo mais humano cheio de amor e paz, do que as barbáries existentes. Imaginar o amor nos pequenos detalhes, do que trazer para nós o som estridente das falácias e desacertos sociais. Se o nosso espírito está leve. Leve também será os nossos dias.
Assim como a lua nascemos puros e vazios mas com o tempo ficamos cheios, cheios de amor, de incertezas, certezas, de ódio, sentimentos. Mas chega há um certo tempo em que tudo some e voltamos a ficar vazios, algumas coisas ficam como lembranças mas no final sempre se encontra o seu caminho.
O grande amor é aquele que fica quando, anos depois, mesmo conhecendo o outro e sabendo adivinhar os pensamentos e mínimos gestos, mesmo não havendo mais mistérios, ainda se é capaz de olhar nos olhos do outro e dizer com serenidade: - Eu te amo!
Às vezes o amor toma conta da gente sem pedir licença. Chega devagarinho, muitas vezes disfarçado, invade e pronto: se instala! E mesmo dizendo não, ele fica lá, teimoso, empacado. E aí não tem jeito, precisamos conviver com ele, aceita-lo. Pois ele não desiste facilmente uma vez que decidiu enviar as flechas numa determinada direção...
Para guardar um amor, temos que ter memória fraca para certas coisas e um coração desesperadamente atento para outras. É preciso conhecer certos detalhes e dar-lhes a devida importância, apreciar o pôr do sol como se fosse a primeira vez e se dar as mãos como se elas nunca se tivessem separado. Ah, o amor!
Se não amarmos o Senhor, nunca poderemos conhecer a fonte inesgotável de amor que é o próprio Deus.
A dedicação profissional imbuída de amor e a profunda conexão com o fazer transformam cada desafio em uma oportunidade leve e inspiradora.
Ninguém em terra, com exceção de Jesus, viveu Deus com tanta intensidade e amor como Maria viveu. Não existe nada mais especial do que o momento íntimo de uma mãe com seu bebê. Assim como não existe amor que supere o amor de uma mãe pelo seu filho. Nosso amor a Deus sempre será amor de filho.
Costumo dizer que o amor de mãe é o que mais se aproxima do amor de Deus - amor de mãe é a mais elevada forma de altruísmo - na mesma proporção, a dor de mãe é a dor que mais se aproxima da dor do filho. Penso que Maria sentiu a pior dor que se possa ter: a dor onde você sofre por não poder sofrer no lugar de alguém que amamos muito.
A família é como uma terra sagrada e lá o ar que se respira é o amor, a água que se bebe é a compreensão e o sol que ilumina é o perdão.
O amor de Deus não é condenatório e sim salvífico. Deus não se satisfaz com a condenação de seus filhos, pois é Amor e por isso sofreu no madeiro da cruz como prova concreta da sua disposição de doar-se até as últimas consequências por amor.
Se devemos imitar Maria Madalena, muita mais a João que viu e creu. Pois é o discípulo amado. O amor que nos faz crer de verdade.
É o amor que fez com que João acolhesse as promessas da escritura. Todos viram a mesma coisa, porém João viu e creu.
O amor é o fruto de uma fé madura e sadia. O cristão que diz crer, deve antes amar, pois o amor por si só prova que a fé tem sua razão.
Quando somos atraídos pelo Amor tudo flui para o bem. Apaixonar é fácil, difícil é permanecer no Amor.
Deus não precisa ser amado para ser Deus! Ao insistir que sejamos perseverantes no seu amor, na verdade Deus está preocupado com nossa felicidade!
Evangelizar não deve ser uma imposição de ideias e comportamentos e sim um ato de testemunhar o Amor.
Que o amor, só o amor, acenda em nós o ardor missionário evangélico. Que a Palavra não se transforme em mármores, tijolos, vitrais, megaconstruções, megaeventos, fama, shows, roupas finas, carros luxuosos, status, poder, doutrina fria... Porque só a caridade contida no evangelho poderá salvar todas as criaturas do medo, dos riscos, da fome, da injustiça, da solidão... e de todo mal. Amém!
