Poema Nao Chora mais ele vai Voltar

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Quanto mais a prepotência e a arrogância
se tornam marcas registradas do caráter
de um homem,
mais intensas são a covardia e a mediocridade que habitam o seu âmago.


Quanto maior a prepotência que ele ostenta
e quanto mais alta ecoa a arrogância
que veste como couraça,
mais fundo apodrece, dentro dele,
a covardia que o paralisa
e a mediocridade que lhe corrói o espírito.


É no excesso da pose
que se revela o vazio.


Quanto mais a prepotência se ergue nele
como falso brilho
e a arrogância o envolve num manto ilusório
de grandeza, mais se percebe, em silêncio,
a covardia entranhada em suas sombras
e a mediocridade escondida no fundo
do seu ser.


Há sempre um abismo
por trás de quem
se exibe alto demais...
✍©️@MiriamDaCosta

A visão e a indignação seletivas dizem muito menos sobre o mundo
e muito mais sobre quem olha para ele.


Pensar isso é reconhecer que, muitas vezes,
a indignação não nasce da injustiça em si,
mas da conveniência.


Indigna-se quando dói no próprio território,
silencia-se quando o dano beneficia, protege ou confirma crenças.


A visão seletiva é uma forma sofisticada
de cegueira:
olha, mas não vê;
vê, mas escolhe esquecer.


E o que dizer?


Que a indignação seletiva não é ética,
é estratégia.
Não é consciência,
é cálculo moral.
Não é empatia,
é espelho.


Ela grita contra certos absurdos
enquanto cochicha cumplicidades
diante de outros.


Aponta o dedo com uma mão
e tapa os próprios olhos com a outra.


Talvez a frase mais honesta seja esta:


Quem escolhe quando se indignar
já escolheu de que lado não está.


✍©️@MiriamDaCosta

Cada médium é responsável por suas escolhas, seus erros, seus vícios
e por tudo o mais que lhe compete.
Entidade nenhuma pode (nem deve!)
exercer a prerrogativa do livre-arbítrio do médium.


As entidades fazem muito por seus médiuns, mas, se o médium não faz a sua parte,
não se deve interrogar a ação nem a responsabilidade da entidade, seja ela qual for.


Ajuda-te, e Deus, os Orixás, os Santos e as Entidades te ajudarão.


Cada médium responde por si.
Pelas escolhas que faz, pelos erros que repete, pelos vícios que alimenta.


Nenhuma entidade invade o território do livre-arbítrio.
Nenhuma assume culpas que não lhe pertencem.


Entidades sustentam, protegem, orientam.
Mas não vivem a vida no lugar do médium.
Não escolhem por ele.
Não caem por ele.


Quando o médium se omite, tropeça ou se corrompe, não é justo (nem honesto!)
apontar o dedo para o sagrado.


Espiritualidade não substitui caráter.
Fé não anula responsabilidade.


Ajuda-te.
Porque só então Deus, os Orixás, os Santos e as Entidades podem te ajudar.


✍©️ @MiriamDaCosta

Assim, ela externou o seu desejo mais profundo:


— Deem-me um mundo de caneta e papel,
onde eu possa escrever,
e vos darei um universo de palavras.


Riram. Risos fáceis, largos,
e alguém, com gosto de deboche
na boca, interrogou:


— E que diabos fazemos com palavras?
Os risos cresceram, ecoaram como pedras ocas.


Até que ela respondeu:


— Eu sei!
São só palavras.
Mas quando ditas com alma,
tocam fundo,
como vento na chama.
São só palavras,
mas bordam silêncios,
desatam nós antigos,
selam destinos sem retorno.
São só palavras,
mas algumas ficam,
e viram abrigo
no peito que abriga.


“São só palavras”,
dizem os distraídos
ou os insensíveis.
Mas quem sente o peso delas
sabe do que são feitas:
de lume,
de lâmina,
e de laços infinitos.


São só palavras,
e ainda assim estremecem
como o toque súbito
de uma lembrança
na pele arrepiada da memória.
Carregam silêncios ancestrais,
promessas nunca ditas,
e às vezes,
orações disfarçadas de verso.


São só palavras,
mas movem marés interiores,
resgatam alguém do abismo
ou empurram, sem aviso.
Frágeis como sopro,
constroem catedrais
dentro de quem ouve.


São só palavras,
e mesmo sem cor ou matéria,
pincelam a alma de quem as recebe:
ferem ou curam,
prendem ou libertam.


São só palavras…
e por serem só isso,
tudo nelas é possível.


Entre olhares cabisbaixos e curiosos,
os risos cessaram.
E deram lugar a uma campanha improvável
de arrecadação de canetas e cadernos,
nunca antes vista na pequena aldeia.


Já se falava em mutirão, em paredes,
em mesas, em um espaço onde os escritos
pudessem respirar e ser lidos em voz alta.


Porque, afinal, quando alguém compreende
o peso das palavras, o mundo começa
a pedir caneta e papel..
✍©️@MiriamDaCosta

Ode á Minas Gerais ❤🔺️


Minas Gerais
é tudo e muito mais,
é a terra de muitos “uais”,
onde já se lamentou tantos “ais”
e ainda assim, seguiu em paz.


É montanha que guarda segredo,
é fogão a lenha aceso cedo,
é café coado sem medo
e prosa que vence qualquer enredo.


É sino que ecoa na praça,
é fé que nunca se disfarça,
é o ouro que a história traça
na pedra-sabão que o tempo abraça.


É o barroco que ainda respira
em cada igreja que nos mira,
como as obras de Aleijadinho
que fez da dor arte que inspira.


É o canto que corta o sertão,
como a voz de Milton Nascimento
ecoando no coração
feito trem riscando a imensidão.


É memória da Inconfidência,
é chama viva da resistência,
como o sonho de Tiradentes
ardendo em silêncio e consciência.


Minas não se explica, se sente,
é mansa na fala, forte na mente,
é doce no queijo, firme na gente,
é lar permanente.


Ter origem mineira é bão dimais, sô!
É carregar no peito um sol
que nasce atrás das montanhas
afogueia rio, vale e cachoeira até as entranhas
e, no coração, nunca se põe.


Minas é terra sofrida
de gente boa, calma e querida
que come quieta e tem sabedoria
diante do mundo e de sua agonia.


Minas é trem bão dimais sô!
É o jeitin caipira da vó e do vô,
no fogo a lenha, o pão de queijo, o cafezin
a broa de milho, tudo quentin!


Minas Gerais
é tudo e muito mais,
é a terra de muitos “uais”,
onde ainda se lamenta tantos “ais”
e ainda assim, segue em paz.
✍©️@MiriamDaCosta

Minha intuição cigana 💃
me diz que o Brasil 🇧🇷
está mais observado
e circundado do que nunca.


Há algo sinistro no ar
algo perverso, perigoso
e também cruel.


Em mim cresce
a sensação de alerta máximo.


O Brasil não é tão amado
e bem querido
quanto nós, brasileiros,
gostamos de acreditar.


Nem pelos vizinhos latinos,
nem pelos outros.


Pela sua geografia,
pela sua água,
pela sua terra,
pelas suas riquezas naturais
o Brasil é mais invejado e cobiçado
do que querido.


As próximas eleições
serão determinantes.


Até lá,
poucas e boas
ainda virão.


Sinto um conluio
(interno, vizinho e mais externo)
rondando como abutres
nossa democracia,
nossa soberania,
nossas riquezas.


Devemos estar vigilantes
e sóbrios.


Porque minhas narinas ciganas💃
sente que o ar
tem cheiro de perigo iminente.


✍©️@MiriamDaCosta

Nesses meus anos de vida
pude perceber que as pessoas
que mais encheram a boca para falar
de Jesus ou de Deus...


foram as que mais
(de um modo ou de outro)
tentaram infernizar o meu viver...


e as que mais demonstraram ser
as concorrentes do diabo
nesse meu trilhar a vida.


Visto e considerado esse dado de fato,
perdi a total confiança em qualquer pessoa
que em qualquer tipo de proferimento inclui o nome de Jesus ou de Deus.


Sobretudo aquelas que como fossem, de alguma forma, superiores aos demais,
estufam o peito , levantam o rosto e exclamam como fosse uma intimidação:


- Eu tenho Jesus!
- Eu vivo em Jesus!
- Jesus vive em mim!
E por aí vai...


E eu?!
Aprendi a observar,
escutar
e "sofrer" de afonia.
✍©️@MiriamDaCosta

Eu queria ser o veneno
mais micidial do mundo
para poder exterminar
o embrião da crueldade
no útero pulsante da Terra.


Dissolver o feto da fome
calar o choro prematuro
da guerra
estancar com ácido
o sangue da injustiça
que escorre em silêncio
pelos becos da alma humana.


Ser o soro letal
na veia da maldade
a sentença final
para o ódio hereditário
que se reproduz
no ventre do tempo.


Mas sou só palavra
gota de fúria lírica
a ferver num poema
que sangra...
✍@MiriamDaCosta

Seja mais águia e menos papagaio...
O papagaio é curioso,
olha por olhar,
fala muito
e voa baixo.


A águia é silenciosa,
observa com atenção,
mas...
é capaz de ascender ao céu.
✍ @MiriamDaCosta

Uma das mais importantes habilidades emotivas e intelectuais é aprender a perguntar-se:


- Será que estou certo ou errado?!


É fácil ter opinião e convicção.
Menos fácil é ter dúvida sobre as próprias opiniões e convicções.


É fácil defender uma opinião com um ponto final ou um ponto exclamativo ,
difícil é suspender a mesma defesa por cinco segundos e olhar para dentro dela com um ponto interrogativo ou com reticências.


Maturidade emotiva é quando o ego não grita mais alto que a verdade, não a verdade subjetiva , mas aquela objetiva.


É quando você prefere estar em paz do que estar com a razão.


É quando percebe que "ganhar" um debate...
querer explicar e aprofundar o próprio entendimento na interpretação e compreensão do outro... pode custar a sua serenidade.


Maturidade intelectual é quando o conhecimento não te deixa arrogante,
te faz ser curioso.


Te deixa com espaço para: "talvez eu não saiba tudo", pois ninguém sabe tudo.

Te deixa com humildade pra revisar, desaprender, recomeçar.


Quem nunca se pergunta "será que estou errado?" vive preso na própria convicção.


Quem se pergunta vive aprendendo, se curando e evoluindo.


Porque só quem pergunta, cresce.
Só quem duvida de si, evolui.
Só quem cala o "eu tenho certeza" escuta o "e se..."


E aí, sem fazer barulho... você cala a discussão estéril e goza a serenidade.
@Miriam Da Costa

O futuro do país tá cada vez mais comprometido,
Na eleição, promessas, depois tudo é esquecido.
O povo sofre, paga a conta da inflação,
Enquanto escândalos estampam a televisão.
O futuro do país tá cada vez mais comprometido,
Na eleição, promessas, depois tudo é esquecido.
O povo sofre, paga a conta da inflação,
Enquanto escândalos estampam a televisão.
Helaine machado

​A Poesia que Conta Histórias e Protege
​O cordel é uma das expressões culturais mais tradicionais do Brasil. Nascido nas feiras populares da Região Nordeste, ele pulsa forte em estados como Sergipe, Bahia e em toda a região, onde poetas e cordelistas vendiam seus livrinhos coloridos pendurados em cordões de barbante.
​Antigamente, esses folhetos funcionavam como o "jornal do povo": através de versos rimados, eles contavam histórias fantásticas, notícias do dia a dia e os acontecimentos das comunidades.
​Mas o cordel não serve apenas para contar causos antigos. Ele também é uma ferramenta poderosa para falar da nossa vida em sociedade, dos nossos direitos e da importância de cuidar uns dos outros.
​Leia a seguir o cordel "João e Anita", que nos convida a pensar sobre o papel da escola, da comunidade e das leis na proteção das crianças.


JOÃO E ANITA: QUANDO O OLHAR PROTEGE
Um cordel das Gotinhas de Amor


Chegou na creche um menino
Com o olhar meio ferido
O corpo todo marcado
E o coração escondido


A irmã mais velha, Anita
Cuidava dele o dia inteiro
Esquecia de ser criança
Pra ser mãe do irmão pequeno


Mas a professora viu
E com carinho escutou
Deu colo, deu atenção
E a verdade apareceu


A escola não se calou
Chamou a rede pra ajudar
Hoje João fala e brinca
E Anita pôde sonhar


Porque quando alguém observa
E não vira as costas não
Uma gotinha de cuidado
Muda toda uma nação!

Há mais poesias em uma gota de amor do que em todas as palavras já escritas no universo.


A linguagem guia o desejo, mas é pequena demais para expressar a alma.

"Eu sou o assassino mais sujo.
Eu sou a contemplação de uma sombra no escuro.
Eu sou o vento frio que causa dor na espinha.
Mas no fim sou a regra maquinaria da própria hipocrisia."

Enquanto isso, aquilo
e mais alguma coisa...
atrás das telas e teclados
há muitos heróis
e benfeitores…
mas por dentro,
um mundo de criminosos
e monstros.


Enquanto isso, aquilo
e mais alguma coisa...
o espetáculo nebuloso segue,
atrás das telas e teclados
proliferam heróis de plástico,
benfeitores de vitrine
e justiceiros de Wi-Fi...
digitam virtudes
com dedos sujos de ego,
e dentro, no subterrâneo
que não posta selfies,
um mundo de criminosos,
monstros bem penteados
e consciências
que não suportam
o próprio reflexo...


✍©️@MiriamDaCosta

Paralelo à liberdade
(Mauro 1Evaristo)

É muito mais fácil odiar que amar,
Amor é criança pedir a camisa do Neymar
Ódio é multidão irascível insana
Sujando a história democrática corintiana.

Ódio não existe ou permite razão
Daí todo o que odeia ser sem noção,
O amor é paralelo à liberdade
Só ama quem tem responsabilidade.

Ódio é doentio, divide qualquer nação,
Quem odeia perde o rumo e razão
Ignora causa, fato e efeito,

Quem odeia despreza ter coração,
Mas o Amor engrandece qualquer sujeito,
Quem odeia só vê o reflexo no espelho.

feradapoesia.blogspot.com

Amar é permitir que alguém alcance os lugares mais profundos da nossa existência sem precisarmos esconder as próprias fragilidades. É encontrar no outro não a metade que nos falta, mas uma presença diante da qual podemos ser inteiros.


O amor não é posse, perfeição ou ausência de dor. É escolha, cuidado e reciprocidade. É oferecer abrigo sem construir prisões, entregar-se sem abandonar a si mesmo e acolher o outro sem exigir que ele deixe de ser quem é.


Amar é ser visto além do corpo, das palavras e das aparências. É ser reconhecido naquilo que quase ninguém percebe. Porque o amor verdadeiro acontece quando duas pessoas não precisam diminuir a própria luz para permanecerem juntas: elas se iluminam, respeitam suas individualidades e crescem lado a lado.

⁠O poder tem o peso do outro,
e os que o têm sempre querem mais.
Isto torna Impossível ao ser humano,
ter poder e mar os que não têm
nem poder nem riquezas.

Ah, meu amor, vem ficar comigo.
Vem, meu amor, vem correr perigo.
Ah, meu amor, somos mais que amigos.


O mundo é vasto, e a estrada é longa.
E a sorte ronda quem tem coragem.
Me dê sua mão, pulemos juntos
de asa-delta, sem mapa-múndi,
sem rota certa nesta viagem.


Não há campo aberto,
nem fogueira acesa à nossa espera.
Deixemos para trás o sonho e a quimera.


Não temos tempo para fantasias.
A morte vigia todos os mortais.
Nos esconderemos na multidão.
Entre tantos iguais
Comeremos o pão de cada dia.

A vida vale a pena demais,
mesmo quando o céu perde a cor.
Depois da tempestade mais forte,
sempre renasce uma flor.
Vale a pena acreditar,
recomeçar sem desistir.
Cada amanhecer é um presente,
um novo convite para sorrir.
Helaine machado