Poema Nao Chora mais ele vai Voltar

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Eu Sei (Na Mira)

Um dia eu vou estar à toa
E você vai estar na mira
Eu sei que você sabe
Que eu sei que você sabe
Que é difícil de dizer
O meu coração
É um músculo involuntário
E ele pulsa por você
Um dia eu vou estar contigo
E você vai estar na minha

Enquanto eu vou andando o mundo gira
E nos espera numa boa
Eu sei, eu sei,
Eu sei

Você vai envelhecer
e talvez o tempo, este invejoso, queira riscar o teu rosto
e apagar um pouco do brilho
do sorriso teu.

Talvez você já não engate tantos olhares,
nem tantos suspiros quando passar por aí,
e talvez você se olhe no espelho
e sinta saudade dos dias de tua juventude,
mas não sinta...

Você continuará linda,
porque você não é apenas uma mulher muito linda,
você é uma pessoa muito linda!

E ainda que o destino fosse cruel,
e quisesse colocar uma sombra sobre teu olhar,
eu continuaria a olhar pra você
e a te dizer o quanto você é linda, sim,
linda assim,
linda pra mim.

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo.

Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer.
Olhos nos olhos,
Quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais

E que venho até remoçando,
Me pego cantando, sem mais, nem por quê.
Tantas águas rolaram,
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você.

Quando talvez precisar de mim,
Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim.
Olhos nos olhos,
Quero ver o que você diz.
Quero ver como suporta me ver tão feliz.

Se você for atrás para saber, vai encontrar histórias bem parecidas com a sua “Quem nunca se importou com o que não deveria?”. É assim mesmo, faz parte da vida dar valor pra quem não merece.
Só é errado você não perceber o quanto está sendo idiota, pois se você perceber vai dar tempo de correr atrás do prejuízo, correr atrás daquelas pessoas que te deram tanta importância.
Não está na hora de você avaliar quem são as pessoas que você quer na sua vida? Quem realmente vale uma lágrima sua? Quem realmente vale seu amor?
Se importe, mas se importe muito, apenas com quem se importa com você.

Dar ouvidos a um suposto sábio que nunca fez burrada na vida
é agir como a esposa que vai pedir conselhos a um padre
sobre como parecer mais atraente ao seu marido.

Como vai você?
Eu preciso saber da sua vida
Razão da minha paz tão esquecida
Mas eu preciso saber!

Paro..
Agora todo mundo vai pensar
como nosso país vai ficar rico
e como agente vai faturar um milhão
sem precisar matar ninguém.

O poema não é feito dessas letras que eu espeto como pregos, mas do branco que fica no papel.

Poema do amigo aprendiz

Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...

Padre Zezinho

Nota: Trecho adaptado da música "Saudação de Amigo", do Padre Zezinho. A autoria do texto tem vindo a ser erroneamente atribuída a Fernando Pessoa.

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Poema de aniversário

Procurei no dicionário,
Com paciência e cuidado,
O real significado
Da palavra aniversário.
Aquele livro pesado,
Mestre dos visionários,
"Pai dos burros" batizado,
Pareceu-me sectário,
Ao responder meu chamado.
Deveras decepcionado,
Joguei o meu dicionário
Na estante, empoeirado,
Para pregar, solitário,
O meu significado
Da palavra aniversário.
Diz assim, o verbete lendário,
Ontem, por mim criado:

"Aniversário: espécie de relicário,
Muitíssimo bem guardado
Nas folhas do meu diário,
Dos versos que eu escrevi,
Com todo amor, e não li,
Durante o ano passado."

Afeto, amor, compreensão - eis os alicerces da vida.
Escrevemos com amor o poema da adolescência.
Com a música do amor, orquestramos a grande canção da existência.

E tu, cético diante da ternura,
impermeável ao sentimento,
aprende esta verdade:
A vida é Amor, e nada mais!
(Rubáiyát)

Poema sem nome

Num dia de feroz
Intranquilidade
Desci dos céus
À terra impura
Envolta em véus
De maldade,
De mil doenças,
Sem cura.
E, fui anjo,
Fui demônio.
Expectador
De lutas, de misérias,
De feridas abertas,
Sem dor.
Ao frio das incertezas,
De todas as tristezas,
Em angústias de ais,
Infernais.
Fui arcanjo
Do bem
E do mal,
Em giros gigantes,
Nos gritos vibrantes,
Dos elefantes
Da jangal
De ruinas morais.
Em trilhas tortuosas,
Sinuosas,
A conduzir-nos ao fundo
Dos pantanais de lama,
Fétida.
Onde os javalis
E as hienas
Charfundam,
Em risos roucos
E bestiais.
Onde os pássaros
Não cantarão
Jamais!
Por que desci dos céus
À terra impura?
Loucura!

Poema de Natal

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

UM POEMA PARA CHAMAR DE SEU

O tempo corre e me leva junto
O seu rosto aparece sempre em meu olhar
O sorriso invade o meu coração
Quando olho pra você nem sei o que pensar

Os pensamentos invadem a minha rotina
Colho a minha sina de não parar de pensar em você
Parece que o seu olhar me domina
Porque em nenhum segundo eu consigo te esquecer

E passo horas aqui sozinha
Imaginando quando é que eu vou te ver
As horas se arrastam e o tempo me agride
Você não é muito fácil de entender

Quero você por inteiro, por completo
Quero me entregar por inteira, ser sua
E que a cidade assuma que já esperava por nós
Quero o nosso amor lindo como é a lua.

Quis dizer em forma de poema
as belezas da vida ao teu lado
mas sem rimas, sem esquemas
só pude dizer:
"TE AMO!

Quis dizer em forma de canção
a alegria em que me encontro
mas com a voz do coração
só pude exclamar:
"TE AMO!

Quis dizer em forma de pensamento
o que me vai no íntimo,
mas com a força do meu sentimento
só pude gritar:
"TE AMO!

Quis, tentei, foi em vão
agora não mais canto ou exclamo
olho para teu sorriso, teus olhos
e sinto apenas:
"TE AMO!

Poema das Bruxas

Metade de mim é fada,
a outra metade é bruxa.
Uma escreve com sol,
a outra escreve com a lua.
Uma anda pelas ruas
cantarolando baixinho,
a outra caminha de noite
dando de comer à sua sombra.
Uma é séria, a outra sorri;
uma voa, a outra é pesada.
Uma sonha dormindo,
a outra sonha acordada.

Esse poema é dedicado a uma grande amiga, a qual eu amo muito, e que há alguns anos vem passando por uns perengues, mais que logo eu sei que vai ter fim.


Loucura lacrada (?)

Inesperada visita,
Mas uma vez a loucura acaba de chegar
E instalasse em mim.
Mas uma vez vou abrir e remexer
Todas as caixas
Que tanto tento lacrar
De forma definitiva.
Em dias e momentos assim
“cato” todas elas, as abro e me
Embriago de lembranças
Junto a esse surto
Existem fotografias,
Bilhetes, cartas, declarações,
Velas para (te / nos) celebrar
Incensos para purificar o ar
Que insiste em ficar denso com o peso das recordações,
Insistentemente a chuva da minha alma
Começa a cair (deixando o meu céu fechado e branco)
E eu, sento incredulamente há espera de um milagre,
Onde mostre que o Reino da Imaginação é real.
Besteira minha,
Outra vez faço uma varredura (vasculho) em meus desejos
A espera de um final para os sonhos
Mas, tem instantes que minha amnésia manifesta-se
E a saudade aproveita para mostrar suas garras
E me trazer você ...
Ai, mergulho no vácuo criado pela ilusão
E alimentado por esses instantes
De ausência de sensatez
Que hora por outra me acomete.
Me perco completamente,
Entre o sonho, o desejo, as lembranças e
Os infinitos motivos e razões pra não te querer
De repente,
Um lampejo, um reflexo,
Um raio incandescente de razão
Se mostra e aos poucos
Vou recobrando a consciência
E o nexo (sentido) das coisas
Novamente percebo que
Preciso encontrar tempo e uma forma eficaz
De aprender a te esquecer ou
Ao menos te querer menos
E após esse lampejo de realidade
Junto todos os recortes e “cacarecos”
E novamente os guardo em minhas caixas de recordações.



_ onde vou continuar a procura de uma forma definitiva de lacre, onde não dê mais chances para a loucura fazer a festa.

Baseado no poema 10 coisas que odeio em você.

Odeio o modo como fala comigo e como mexe em seus cabelos.
Odeio quando finge que está com raiva só pra me ouvir a te chamar.
Odeio o modo que me olha e odeio mais ainda quando vou dizer algo e o brilho dos teus olhos vem me calar.
Odeio quando me deixa sem graça e como consegue ler minha mente.
Eu odeio tanto isso em vc que até me sinto doente.
Eu odeio...
Eu odeio quando diz que meu sorriso é lindo e quando me chama de anjo.
Odeio o modo que toca o meu rosto e as suas brincadeiras quando falo sério.
Odeio mais ainda quando me pede pra não ir embora.
Eu odeio pois vc sabe que eu não resisto.
Eu odeio como está sempre certo.
E odeio quando vc começa a falar e não termina.
Odeio pois fico sem saber o que pensar.
Odeio pois vc nunca disse te amo,mas nunca disse que não.
Odeio o modo que sorri.
É fascinante,eu fico sem rumo.
Eu odeio quando me faz rir muito mas mais quando me tira do sério.
Eu odeio quando não está por perto e o fato de não me ligar.
Eu odeio pensar em vc o dia todo e não te encontrar.
Eu odeio quando vc diz que eu não resisto a vc.
Eu odeio quando não me deixa chorar.
Odeio quando me dá a razão e mais ainda quando me diz que não.
Eu odeio essa sua cara lavada me pedindo perdão.
Odeio quando diz que estava com saudades e odeio quando não vem me abraçar.
Eu odeio te dar as mãos e ter que soltar.
Eu odeio como sabe meus passos e o caminho que vou seguir.
Eu odeio não poder te ver todos os dias e te querer cada vez mais perto de mim.
Mas eu odeio principalmente,não consiguir te odiar.
Nem um pouco,
Nem mesmo um instante,
Nem mesmo por um segundo,
Nem mesmo só por te odiar.
Eu odeio não conseguir sem vc ficar e odeio mais ainda só saber te amar.

AS ONDA
(poema do projeto Noronha – Imagem e Poesia)

Ondas que parecem abraços
Calorosos, afetuosos, apertados...
Em verdade
As ondas de Noronha
Não são ondas, são abraços...
Que lavam a alma
De homens, arraias e barcos...