Poema Nao Chora mais ele vai Voltar

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Caneta

É o objeto que sua única função é escrever a história de outras pessoas
Com variações diferentes,
Uma hora elas se esgotam

Ela não é capaz de escrever sua própria história
E provavelmente nunca será

Não importa quantas você compre
Não importa se você usa elas para escrever ou desenhar

Depois de tanto escrever pra você

Ela explode
Ela se esgota
Ela acaba.⁠

Inserida por pakashawomman

⁠Estrelas
São as que iluminam o céu noturno
Com o seu brilho inabalável
Sempre me encontro pensando
Vale mesmo a pena comparar o seu brilho?

E quem se importa se uma brilha mais
Se sempre existirá algo para brilhar mais do que todas
Independentemente de seu esforço ou natureza
Sempre existirá algo maior do que elas

Não precisa ver nem existir
Vai continuar a existir
Mas isso não é motivo para desistir

Um dia elas explodirão
Isso pode ser amanhã ou depois
Com esforço ou não,
Todos sucumbirão.

Inserida por pakashawomman

⁠Filmes
De repente, eu acordo
Olho ao meu redor e vejo em um cinema vazio
Apenas e unicamente com a minha presença
Olho pra frente e vejo o telão

Está passando um filme estranho
Após alguns minutos assistindo, eu o reconheço
É aquele filme que eu queria assistir á muito tempo

Mas ele está tão diferente do cartaz e do trailer
Agora ele parece tão ruim, por que eu queria vê-lo?
Não consigo me lembrar o motivo

Está tão insuportável, quero trocar de filme
Me sinto uma pessoa má, mas não aguento mais ficar aqui
Vou trocar de filme.

Inserida por pakashawomman

⁠Uma bela rosa caiu, pousando em meu nariz
Consegui sentir a brisa daquele antigo verão
A rosa que estava parada no meu nariz foi arrancada por uma ave que havia o dobro do meu tamanho

Não consegui ver, mas ele era maior do que eu conseguia imaginar
Comecei a me debater , pois a ave agora estava mordendo o meu olho
Desisti, ele era mais forte que eu
Lentamente, ele me consumiu por completo

Mesmo não estando lá, eu via sua presença
Ela estava em todos os lugares que eu ia, o que eu pensava ou falava
Mal sabia eu que ela estaria comigo até posteriormente o dia da minha morte.

Inserida por pakashawomman

⁠Vaso de girassol

Pego o meu regador e vou em direção a minha janela
É onde está o meu vaso de girassol
Ele me deixa feliz

Alimento-o com o meu regador
Lhe entrego metade da minha água, mas ele não está saciado
Então eu derramo toda a minha água nele

Mas ele pede mais e mais
Me desespero, não tenho mais água para ele
Viro o meu regador e deixo todas as gotas caírem
Não tenho mais, mas ele quer mais

Me ajoelho e peço seu perdão
Eu cuido dele, adubo, dou todo o meu amor e minha água
Mas ele não dá nada em troca
Nenhuma flor ou um sorriso

Não importa o que eu faça
A culpa é minha

Será que toda a minha atenção não é o suficiente?
A minha água é pouca?
Lhe dou amor em excesso?
O seu solo é ruim?

Ainda ajoelhado, começo a chorar dentro do vaso
Ele parece estar feliz com o meu sofrimento
Se chorar é o requisito necessário para deixa-lo feliz, então é isso que irei fazer daqui em diante.

Inserida por pakashawomman

⁠Anjo
Pego a minha lâmpada, agora apagada
Vou em direção a minha janela, encarando o céu
E dele desce um ser com uma luz branca ardente, mas ainda consigo enxergar as suas magníficas asas

Ele me entrega uma nova lâmpada, acessa
Eu a pego e agradeço, e ele vai embora

No dia seguinte, eu faço a mesma coisa
No outro também
E mais outro dia

Novamente, vou a minha janela com minha lâmpada esgotada
Passa um tempo e o meu anjo não vem
Esperei toda a madrugada por ele

Cansado, me sentei no chão e abri a minha lâmpada, buscando acende-la
Se passa várias madrugadas
E eu finalmente consigo acende-la
Sem precisar da ajuda daquele ser divino
Posso acender as minhas lâmpadas eu mesmo agora.

Inserida por pakashawomman

⁠Barco a vela
Dentro do meu barco, começo a remar
Numa direção reta
A ignorar a vela que estava presente no mesmo

Manusear um barco é mais difícil do que eu pensava
Perco o meu equilíbrio e o meu barco vira
Caio na água, que surpreendentemente não estava gelada

Puxo o meu barco e retorno a uma superfície
Subo nele de novo e volto a remar
Mas não tem progresso, a correnteza está puxando o meu remo

Luto contra ela, mas depois de tanto tempo, minhas mãos enfraquecem e soltam o meu remo
Entro em desespero, agora não tenho como controlar o meu barco

Então o vento vem e movimenta aquela vela do barco que antes não me tinha utilidade
Começa a ir em uma direção que eu desconhecia
Mas não deixa de ser linda

Ilhas que eu nunca vi
E provavelmente nunca veria
Se eu não tivesse largado
Aquilo que me prendia.

Inserida por pakashawomman

⁠AO MESMO TEMPO

Concomitantemente
Assim de repente
Brotam choros e risos da mente.
Segue em frente,
Tendo à mão o que sente
Pulsando e com o sangue quente.
Persista, tente!
A vida por mais doída é coerente.
Lança teu pão, plante a semente.
Ela ao seu tempo brota e alimenta a gente.

Don Tiago da R. Sales Piauhy. Sampa, Sp, 29/01/2017

Inserida por dontiagomaior

⁠GERMINAR

Sem respiração.
Então,
Te aviso de antemão
Que este verso será vão!
Mal cabe na palma da mão,
Que dirá em meu coração.
Gostaria mesmo que fosse grão
Para germinar neste chão.

Don Tiago da Rocha Sales Piauhy, Sampa, Sp, Outubro/2015

Inserida por dontiagomaior

‘Soneto poesia’

— Poesia, é retroceder ali no jardim de infância, recordar do coleguinha, que tinha tranças,
cumpria promessa, mesmo tão jovem já falava de fé, sem entender direito como é!
— Poesia, é rasgar a neblina do tempo, voltar lá naquele momento, e novamente dar vida ao acontecimento
— Poesia engavetada bloqueia, não presenteia!

— Poetizar, é pousar no papel, palavras que estavam em pleno voo
— Dando sentido, à alegria, ao comprazimento, as experiências vividas, sentidas, e muitas vezes sofridas
— Ser poeta não é nenhuma pretensão, é a forma mais saudável de enfrentar a solidão

— É ser grata pela vida e, dobrar os joelhos em oração
— É compreender com quem temos de ter comunhão
— É fazer de cada afastamento uma saudade
— De cada lágrima vertida a esperança do retorno

— É se sentar à beira do rio, se encantar com o balancé das águas,
— É olhar para o alto, se perder e se achar na rima estelar
— É olhar para as árvores e bailar com farfalhar das folhas,
— Ser poeta, é se sentar pra tomar um vinho, não resistir, e fazer poesias para as rolhas, nunca esquecendo do sentimento chamado ‘amor’ mesclado com a beleza e a simplicidade da flor!

Rosely Meirelles

Inserida por Rosely1705

Ano Novo

Meia-noite. Fim
de um ano, início
de outro. Olho o céu:
nenhum indício.

Olho o céu:
o abismo vence o
olhar. O mesmo
espantoso silêncio
da Via-Láctea feito
um ectoplasma
sobre a minha cabeça
nada ali indica
que um ano novo começa.

E não começa
nem no céu nem no chão
do planeta:
começa no coração.

Começa como a esperança
de vida melhor
que entre os astros
não se escuta
nem se vê
nem pode haver:
que isso é coisa de homem
esse bicho
estelar
que sonha
(e luta).

Ferreira Gullar
Toda Poesia. Rio de Janeiro: José Olympio, 1997.
Inserida por pensador

“Suplício da saudade”

— Revisando meus guardados,
em um baú juncado,
encontro junto a uns papais envelhecidos pelo tempo, bilhetinhos, que escrevi com carinho, enviados como recado
— Aquele feixe de papeizinhos, envolto com cetim e um delicado lacinho,
que devolvestes do que restou de nós dois
— Que no clima quente da paixão rabisquei, coloquei no papel,
o amor que amei
— Quando os olhos teus
iluminou os olhos meus,
e feliz fiquei
— Escrevi doces palavras,
que em sussurros escutava enquanto loucamente te amava
— Errei, ao dar atenção em demasia ao coração,
enxergando somente o momento, sem esmiuçar o sentimento, o depois, e falhei
— Vivendo na utopia do amor, restando só a dor que saboreei,
posso garantir,
não agradei
— Restituiu totalmente as mensagens, só não devolveu o amor que devotei

Rosely Meirelles

Inserida por Rosely1705

⁠Minhas poesias são feitas com consciência, as vezes com amor e as vezes com saliência
A tinta que corre pelo meu caderno é como o sangue que corre nas
minhas veias
é um prova de que eu estou vivo e que meu coração ainda bombeia

Inserida por PoeteiroZZZ

⁠Recomeço com uma dose de Esperança

Eu sempre tive cuidado com que eu ando
e estar nesse ambiente novo
acabou me atormentando

Me trouxe desconfiança e bastante inseguranças
mas mesmo com todos esses problemas
eu ainda tinha esperança

Esperança de que tudo podia ser diferente,
esperança de que minha vida no passado
não afetaria minha vida no presente,
esperança de eu não ter que voltar a ser como era antes
aquela pessoa fria, debochada e arrogante

Inserida por PoeteiroZZZ

⁠CORGUINHO

O pobre corguinho que canta na serra,
Que corre, que corre, sem nunca cansar,
Pobre Corguinho, é tão pequeninho,
Mas, para mim, é “mais maior” que o mar.

Ele, para mim, é bem maior que tudo,
É grande,grande, como um coração,
É o coração feliz e bom da serra,
Da minha terra, do meu grande chão.

Pobre Corguinho, é bem maior que o mar,
Porque é bom, porque é cantor dolente,
Não ruge como o mar e não se zanga,
É humilde e pobre como a minha gente.

Corguinho bom que Deus criou na serra,
Que Deus criou cantando uma toada
Naquele dia, Deus estava alegre,
Criou o mundo e não criou mais nada

E foi dormir, contente deste mundo
Tinha criado a serra benfazeja,
Tinha criado a mata, os passarinhos,
Tinha criado a toada sertaneja.

Corguinho bom, que vai descendo a serra
Sem ambição, sem orgulho e sem nada
Tudo o que tem vai entregar ao mar
E morre feliz, cumprida a sua jornada

Quando eu encontro alguém falando grosso,
Quando um grande despreza um pequenino,
Eu me lembro do mar, que ronca e bufa,
E tudo o que ele tem deve ao corguinho...


(in “Canção pro Sol Voltar “ Editora do Escritor Ltda” )

Inserida por touchegrs

‘A criança que existe em mim’

— Abro a janela pra criança que existe em mim!
— Ela é feita de histórias, cantigas,
suspiros, risos, castigos,
muitos “NÃOS” e grandes alegrias!
— Ela cresceu brincando, pulando amarelinha, fazendo cozinhadinha, ela amava uma sombrinha!

— E seu curso o rio seguiu!

— A menina, cresceu, estudou, outros idiomas aprendeu, conheceu o amor, sonhou, viajou, em outros Países morou!
— Sonhos, muito maiores que
os sonhados, realizou, porque Deus a abençoou.

— No vai e vem pela vida, foi
deixando suas marcas, suas pegadas,
às vezes profundas,
outras bem delicadas!
— Às vezes saltitante, noutras, exausta, cansada e algumas vezes foi carregada!

— Hoje ela só quer adorar, entoa hinos de louvor, em gratidão ao SENHOR,
porque foi Ele que a carregou,
quando ela não conseguia caminhar.

— Às vezes descalça caminhando a beira do mar, ela se pega com Deus a falar,
fica toda esperançada!
— Falando sobre projetos
Traçando metas, agradecendo pela família que Ele lhe deu!

— Continua deixando pegadas, na estrada da vida, que ela segue a passear!
— Vai sob a direção daquEle, que sabe onde o trajeto dela chegará!

Rosely Meirelles

Inserida por Rosely1705

⁠Trago a pessoa amada
e faço dela fumaça
bebo a pessoa amada
e faço dela ressaca.

Inserida por BRUNOUS

A inveja era a protagonista
de um furor que só!

Era proibido tê-la.
fazê-la.
ao menos pensá-la.

Dizia-se nunca
terem...
Aquela que tivesse,
sobre ti,
estava feita a intriga.

Eram todas de índoles
incoercíveis.
Almas imaculadas.
bem-apessoadas.

Nos corredores,
nenhum cochicho.
No almoço,
boas conversas.
Nos grupos,
juras de amizade.

Mas era sábado,
após o escritório.
nos pagodes espetaculares.
o certame estava na arrumação,
no batom,
na bolsa,
no trejeito.

Na mesa
eram três,
a do meio se ausenta.
iria ao banheiro,
retocar a maquiagem.

Ficou sobre a mesa,
3 taças de dry martini,
meio maço de cigarro,
e 3 bolsas da melhor grife.
E claro...
Um murmúrio.
Sobre o que era,
talvez,
o vestido azul
mais tosco,
ultrapassado
e ralé
que as duas já viram.
De cara retocada,
a do meio retorna a mesa.
Olhos revirantes,
sorrisos que doem até os dentes.
Elogios insidiosos.
Uma cortesia divina.
Ficou tão alegre,
agradeceu pelo afago.
Ficou feliz,
por terem gostado...
do seu vestido azul...

Inserida por josuedrumond

“Eu, e meu caso de amor com o mar”

— Já derramei lágrimas, como rio que deságua no mar, olhando fotografias e ouvindo belas melodias

— Brincando de ser poeta, escrevendo poemas, ali, sentada, integrada
vendo a lua refletindo seu brilho na área do mar,
luminosidade que parece não ter fim
É tanta beleza que emudece,
até parece que ela sorriu pra mim!

Já fiquei sem fazer nada, ali,
admirada, a olhar o horizonte.
Recordando que já busquei a sorte no amor, jogando moeda na fonte!

— Escrevi inspirada no “vai-e-vem” das ondas do mar,
Como se num passo de valsa estivessem a bailar
Na luz do luar,
aqueles barcos ancorados a balançar, parecem navegar

— Na beira do mar!
Maravilhada com a imensidão do oceano, a inspiração foi fluindo
como se do mar
as palavras estivessem saindo

— O tempo parece estar voando, e eu
não vi as horas passando
Aqui, admirando o mar e sentindo sua brisa a me refrescar!!

Rosely Meirelles
🌹

Inserida por Rosely1705

⁠Todo mundo é bom em confortar

Mas ninguém que ta no lugar da gente

Todos dizem que a dele foi a pior

Pior mesmo é a dor de quem sente

Inserida por LeonardoMacedo1986