Poema Nao Chora mais ele vai Voltar
Quando pensamos no futuro, ele pode parecer distante, mas ao olharmos para o passado, nos surpreendemos com a velocidade com que o tempo passou.
A verdade é que o tempo de vida é o nosso bem mais precioso, e, muitas vezes, não damos a devida importância a isso.
Não deixe que ele se perca em coisas que não acrescentam valor real à sua vida.
Quero mergulhar na imensidão do seu mar
Quero mergulhar na imensidão do seu mar
E para ele me entregar
E os seus segredos desvendar
E em meios a devaneios me perder
E no seu balanço me encontrar
E todo medo com ele superar
E mesmo quando estiver revolto, com ele me acalmar
E em paz permanecer
Quero mergulhar na imensidão do seu mar
Para que eu possa, simplesmente, te amar!
PEREGRINAÇÃO
Ele...
Ontem, ao cair da noite
Saiu do mundo sem destino
Nem lua, só ele num afoite
Para beber tempos de menino.
Saltou caminhos, subiu montes
E relembrou visões fantasmagóricas
E sons de corujas a beber nas fontes
Das suas memórias pitagóricas.
Cansado, sentou-se numa pedra
Que teimosamente ali estava
Desde os tempos da sua medra
Como marco da sua vida brava.
Viu e chorou o casebre onde nasceu
E o espetro das casas das avós eternas
No vazio de já não ver o céu
Dos tempos de um ontem que morreu.
Meteu pernas de volta, mas não sozinho
Levava então com ele para casa
Naquele breve e longo caminho
Os lugares e rostos dos idos em brasa.
(Carlos de Castro, in Argoncilhe, 21-06-2022)
CONSTRUÇÃO
Ele construía tudo.
Desde o alicerce mudo
Até ao telhado
Que lhe cobria o pecado
De pintar as paredes
Com cordas e redes
Para sustentar o verbo
Das falas que adjetivava
Um presente sem futuro
Quando mergulhava
Nos advérbios do obscuro
Sem pretéritos perfeitos
Ou mais que imperfeitos.
Ele, o poeta, contruía tudo,
Mas a si próprio, não!
Arquiteto de ar sisudo,
Com a pá da paz na mão.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 21-09-2022)
E L E
Era ele, de canastro robusto,
Sempre o foi, mas de cintura fina,
Calçava no pé, com perna de menina,
Quarenta a quarenta e um de justo.
Isto, é história dos anos de fusto:
Forte, baixote e de rosto sisudo,
Cantando e declamando poetas de rudo,
Mas moço bom de ímpeto augusto.
Poeta, por favores e epítetos tais,
Em recriações de fugidios tempos,
Tornados tormentos de amores reais.
Pouco desfrutou ele de galais eventos
Com luzes malignas, de cores fatais:
Por ser amante do escuro dos mortais.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 08-01-2023)
O MENINO E A BOLA
Ele ia atrás da bola.
Que belo, ele a correr
O menino de sua mãe,
Que Deus a conserve e tem
No enlace com seu pai,
Em risonho amor de viver.
Chuta, vá meu pequenino,
Afaga os teus pezitos na bola,
Com o esquerdo ou o direito
O teu chutar é perfeito,
Rumo ao verdadeiro destino
Traçado na camisola.
E no passar do sol pela lua,
Pelo fogo, pelo ar, pela água
Sem mágoa
E pela terra,
Um dia, nunca te esqueças
Peço-te, não esmoreças,
Pois a vida será sempre tua
Nua e crua,
Pela verdade que encerra.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 01-04-2023)
PRAGA ROGADA
Diziam-lhe
E rediziam-lhe
Que quando ele se fosse
Um dia
Para a eterna enxovia,
O diacho do Demo
Rei dos infernos
Eternos,
Nem queria
Vê-lo lá.
Não é que de rir
Foi tanta a vontade
Que ele o fez às despregadas,
Saiu-lhe o umbigo fora
E agora
Olhando por si abaixo
Consegue apalpá-lo,
Massajá-lo,
Ao umbigo,
Que saiu do seu postigo.
Continuou a olhar para baixo
Do umbigo
Apalpou,
Massajou,
E nada...
Não viu nem apalpou nada!
Então disse aos seus botões:
- Medo do inferno !?...
No inferno, já estou eu!
E adormeceu...
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 21-04-2023)
NATAL DOS TEMPOS
Ele teve sempre aquela mania
Talvez até doentia,
Uma espécie de nostalgia,
Quase tara silenciosa
De vestir de cor de rosa,
O Natal da meninice.
E naquela sua tontice:
Saudade da lareira da avó,
As botas velhas engraxadas
Com cheiros a anilinas
No pial limpo do pó,
Simples, sem coisas finas,
À espera do Deus Menino.
Tudo era genuíno
Naquela noite de breu,
Duas meninas e eu...
Que a outra ainda não nasceu...
Noite longa em palha nova
Dos colchões de dormir
Na cama de ferro velhinha,
As fantasias à prova
Num sono que não quer vir.
Sonhavam aquele brinquedo
Ainda que fosse de pau,
Um barquinho ou uma nau,
Talvez uma bola de pano
Bonecas de faces rosadas,
Como as fadas.
Batiam as badaladas
Da primeira missa do dia,
Pé ante pé, em segredo,
Naquela manhã tão fria,
Lá vão eles ao pial...
Nas botas, algo ia mal,
Nenhum brinquedo de pau,
Somente um magro e fatal
Rabinho de bacalhau.
E até ficaram contentes,
Sem chorarem pelos presentes,
Que a vida é feita de nadas...
Restavam as rabanadas,
O que já não era mau.
(Carlos De Castro in Há Um Livro Por Escrever em 21-12-2023)
A SACOLA DA SAUDADE
Era um peregrino de pés a caminho
De um santuário que ele inventara
Em trovoadas da vida dura que achara,
Agora em destino de copos de vinho.
Carregava na sacola o seu tesouro
Ganho em tantas horas de penar,
Não eram pérolas, jóias nem ouro,
Somente imagens antigas do seu amar.
E lá ia o vulto cambaleando na estrada,
Falando sozinho num dialeto seu,
Que só o entendiam as aves do céu.
Às tantas, exausto, na berma parou,
Tirou da sacola o seu tesouro e chorou,
Beijando a imagem da mulher amada.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 09-01-2024)
LOS COJONES DE SALVADOR DALI
(tradução rápida: Os colhões de Salvador Dali)
Ele desenhava, pintava
E fotografava,
Esculpia
Sem esquadria
No cubismo, dadaísmo
Num surrealismo
Que arrepia.
E quando a musa obtusa
Mas sempre difusa
O inspirava,
Ele o bigode retorcia
Como um bode que está com cio
E perde o pio
De uma assentada.
Ele pintava relógios derretidos
Nos tempos cerzidos
Pelas sua memórias.
Neste desfiar de vanglórias
Lembro-me de alguém que pintou
Em telas por demais inglórias
Aquilo que ele mais amou -
Os cojones, os seus colhões
Ao dependuro.
E com razão e sentidos no duro,
Esse pintor de tomates
Espécie de Bonifrates -
Sou eu!
Fui eu!
(Carlos de Castro, in Há Um Livro Triste Por Escrever, em 02-10-2024)
Sou filha, do dono do mundo!!
Sou herdeira de tudo que ele criou, e deixo para eu desfrutar!!
Grata meu Pai celestial!!!
NATAL!...
Porque Ele a saber o Criador nos amou primeiro...
Natal!
Nascimento do CRISTO, que renasce todos os anos nessa mesma data nos últimos 2017 anos.
Festas, reuniões, confraternizações... todos envolvidos no tal espírito natalino, onde cada um esconde suas máscaras e fazem um transplante de coração!... Onde a rejeição imposta pela Alma nos impele na manhã seguinte voltar a usar a velha máscara que nos mostra no espelho a nossa verdadeira imagem refletida nas retinas embasadas pela hipocrisia “humana”
Onde não há lugar para entendermos o único e verdadeiro sentido dessa PALAVRA.
Portanto:
Renasça em ti mesmo,
Retire de teus olhos as vendas que lhe cegam
Multiplica-te as tuas mãos para semeares mais, para então colher os frutos do que semeastes.
Há mais, muito mais, para o Natal do que luz de vela e alegria; É o espírito de doce amizade que brilha todo o ano. É consideração e bondade, é a esperança renascida novamente, para paz, para entendimento, e para benevolência dos homens.
Natal quer dizer espírito de amor... um tempo quando o amor de Deus e o amor dos seres humanos deveriam prevalecer acima de todo o ódio e amargura... um tempo em que nossos pensamentos, ações e o espírito de nossas vidas manifestam a presença de Deus.
Que bom seria se todos os 365 dias do ano fossem Natal, para que essa máscara ficasse eternamente no chão.
Reflita!... e um feliz Nascimento a todos.
Aaaah ele tem um olhar
Que me faz tremer
Eu nem sei bem explicar
Desperta-me tanto querer
Sua voz rouca
Me provoca
Me deixa louca
E eu dona de mim
Desejo a ele pertencer
E em seus braços, me perder!
Quadra - Biscoito Falante
Comprei um biscoito falante
E contente com ele brinquei
Foi sucesso para toda criançada
E dele jamais desgrudei.
Lá em São Paulo ele nasceu,
Com olhos claros de céu e de mar,
Enquanto o pai em Belo Horizonte
Sonhava em chegar pra poder abraçar.
Os avós atentos, o tempo parou,
Fotos e risos pra acompanhar,
Os irmãozinhos em festa esperavam
O doce menino pra vida adoçar.
Daniel, doce como o açúcar,
Veio ao mundo pra iluminar,
Nosso amor feito mel e ternura,
Nosso tempo de paz pra cantar.
Dos bisavós herdou esse olhar,
Brilho de estrela, cor de luar,
Veio com o vento trazendo esperança,
Pequeno encanto, promessa de dança.
E a sua luz nunca vai se apagar,
Que seus caminhos sejam de sol,
Que a vida cante pra você dançar
Nosso doce menino, um farol
Daniel, doce como o açúcar,
Veio ao mundo pra iluminar,
Nosso amor feito mel e ternura,
Nosso tempo de paz pra cantar
O amor pode até existir sozinho
Ele pode até ser próprio sim
Se você o tem, boa conquista.
Mas não dá pra ser só você
E não dá pra ter só teu amor próprio
Esse sentimento precisa
E ele quer ser compartilhado
Não tem como ser egotista
Cedo ou tarde, você viverá um romance
Seja ele clichê, seja ele louco ou incerto.
E quando tudo acabar, sorria.
Pois é um ciclo vicioso.
Você reclama de teu caos
mas ele é tão caótico
quanto a vida no brilho
e nas sombras do universo.
Que é um dos caos
mais bonitos de se olhar.
Quando a borra do café baixou,
E o último gole findou,
Percebi que o tempo passou,
E com ele o amor se esvaiu.
Cléber Novais
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