Poema Nao Chora mais ele vai Voltar

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O futuro não pertence a ninguém. Não existem precursores, apenas existem retardatários.

Compreendo que um compositor alemão seja cerebral. O que não admito é a criação cerebral num latino.

A censura que se pratica sobre as obras alheias não determina necessariamente a produção de obras melhores.

Bernard Fontenelle
FONTENELLE, B. Discours sur la nature de l'églogue, 1688

O homem não pode de forma alguma impedir de ter pela mulher um desejo que a aborrece; a mulher não pode de forma alguma ter pelo homem uma ternura que o aborrece.

Não sei como é a vida de um patife, nunca o fui; mas de a de um homem honesto é abominável.

Nada devemos fazer que não seja razoável; mas nada também de fazermos todas as coisas que o são.

Os homens têm geralmente saúde quando não a sabem apreciar, e riqueza quando a não podem gozar.

Não poder suportar todos os maus carácteres de que a sociedade está cheia não revela bom carácter: e isso é indispensável no comércio das peças de ouro e da moeda.

No fundo, talvez o problema da pátria não passe de um problema de linguagem! Onde quer que se encontre, aonde quer que vá, o homem continua a pensar com as palavras e com a sintaxe do seu país.

Não há duas pessoas no mundo que, por uma indiscrição diabolicamente concebida, não possam vir a tornar-se inimigos mortais.

Estou convencido de que não apenas nos amamos nos outros, mas também nos odiamos neles.

Um banco é um lugar que te empresta dinheiro se conseguires provar que não necessitas dele.

Quem não dispõe de reservas em si próprio, é assaltado pelo aborrecimento que o espreita e em breve o dominará.

O grande prazer que nos dá falarmos de nós próprios deve fazer-nos recear não darmos nenhum aos que nos ouvem.

Não seria maravilhoso se a nossa mente roncasse como o nosso estômago faz quando está com fome?

Não querer associar-se senão com aqueles que aprovamos em tudo é uma quimera, é mesmo uma espécie de fanatismo.

Émile-Auguste Chartier
ALAIN, Propos: Texte établi, présenté, et annoté, Gallimard, 1970

Hospitalidade: virtude que nos obriga a alimentarmos e alojarmos certas pessoas que não precisam de alimentos nem de alojamento.

Censuram-se severamente defeitos à virtude, ao passo que se não poupa indulgência para as qualidades do vício.

Embora os homens se gabem dos seus grandes feitos, estes, muitas vezes, são consequência, não de um forte desígnio, mas do acaso.

Ninguém desenvolverá alguma vez as faculdades da sua inteligência, se, pelo menos, não intercalar alguns momentos de solidão na sua vida.