Poema Nao Ame sem Amar
MINHAS PALAVRAS
Se minhas palavras não servirem para consolar,
Não tenho por que escrever.
Nara Minervino
MUDANÇAS
Não me importa saber
que vou mudar as coisas.
Importa-me saber
que eu tento mudá-las.
Nara Minervino
MAPA-MUNDI
Certas coisas eu aprendo
Uma espanta, outra confunde
Não localizo um paraíso
Nesse imenso mapa-mundi
Quero ser de qualquer país
Quero que o amor inunde
Onde houver corações hostis.
A paz vencendo onde haja guerra
Um rei que crie uma lei que diz:
"Pra ser um lar basta ser terra."
Mais flores que armas nas mãos
Mais sorrisos que carrancas
Ser irmão para nossos irmãos
E uma só bandeira toda branca.
Deus fez duas coisas que nunca iremos saber.
Que são;
1- Não Saber o que alguém está pensar;
2- Não Saber o dia que morremos
É Fato, e Não Fake
Sempre na pindaíba
Ele não tinha necas de pitibiriba
Sob o lume da lua
A calçada era a cama
Com o pé atolado na lama
A morada era a rua.
Mas era um boa-praça
Fumando bituca ou bebendo cachaça.
De repente correu a notícia
Boca a boca pela vizinhança
Para uns era fato
Para outros era fictícia,
Aquela história de herança.
Mas o fato é real
O baiano voltou pra Bahia cheio do cacau.
Mas é fato e não fake
Na Bahia hoje em dia,
Ele até que parece um sheik.
Não quero homenagens e monumentos à minha pessoa quando eu tiver partido.
Como todo artista, em toda minha vida fui um homem menor que minha obra.
E minha obra literária não é, assim, algo excepcional. Longe disso. É um arremedo de poesia que tem lá alguma melodia em seus versos. Traduza para outro idioma e perde até isso.
Do que fiz, só importa que repassem adiante aquilo que tem profundidade ou que toca os corações. O mais pode ir pro lixo da história junto comigo, que tenho sido vil, sempre vil, todo vil, no sentido mais amplo da vileza.
Não pergunte o porquê de tudo.
Nem tudo tem uma resposta.
Sentimentos não se explica.
A alergia, a paixão, a dor ou o amor são expostos em ações.
Não tente define o que é pra sentir.
Palavras são para a mente, atitudes são para o coração.
Temos uma certeza de que no final, bem lá no final o único sentimento existencial e duradouro de verdade será o amor.
Cuide para que ele prevaleça em você, tanto quanto em quem você ama e que seja recíproco.
A natureza não lhe dá nada, você é quem planta e colhe. Porém, mesmo que não plante, tens que colher, ou mesmo esperar que alguém lhe de algo para sobreviver. Mas cuidado, nem sempre recebemos o que esperamos.
Por isso, comece sua plantação.
J.Meireles
Nublado
Será só porque o dia está nublado
É que eu não sinto vontade de viver?
Será por eu eu ver os camaradas
Partirem sem saber para onde, nem porquê?
Será por eu descobrir a inutilidade
Do fazer ou não fazer?
De onde é que vem
Essa falta de vontade de viver?
Carlos Galdino – São Paulo 31.10.2019
TORMENTO NO SONETO
O fado, comigo, não teve deleite
Tem um gosto agridoce meu dia
Devoluto, e sem lisonja fugidia
Na ventura me sinto um enjeite
Lembranças, só são de nostalgia
Um poetar desnudo, sem enfeite
Inspiração desmaiada como leite
E a lágrima de tão pouca alegria
As doces palavras sem onde deite
O ânimo com nuance sem ousadia
O coração desprezado, quem aceite
E mesmo, num tal tormento, quereria
Um olhar de afogo, sorriso que afeite
Onde minha sorte, pudesse ter alforria
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro, 2016
Cerrado goiano
Não transfira para Deus seu dever. Não é Ele que deve levar pecadores à igreja; é você, quem deve buscá-los.
Pense nisso...
Pr. Valdemar Fontoura
SONETO COM CHARME
Moço, se no tempo, velho eu não fosse
Onde a dor da saudade a apoderar-me
As recordações a virarem um tal carme
E a lentidão em mim se tornarem posse
Ah! Aquelas vontades já me são adarme
O que outrora me era tão suave e doce
Num gosto acre o meu olhar tornou-se
O espelho, um revérbero, a desolar-me
O meu espírito a tudo acha tão precoce
Já o corpo, cansado, soa em um alarme
Na indagação a juventude que o endosse
Da utopia ao caos dum tão triste arme
Envelhecer, como se não fosse atroce
Então, vetusto, tenhas arrojo e charme!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2016, 18 de novembro
Cerrado goiano
Invejar…
Por ser, não poder ver, num outro ter;
É ter, que em nosso ter, não terá ver;
Devido a esse nosso, pobre querer;
À lei do retornar, tão pertencer!
Por isso se pra ti, queres bom ter;
Aprecia o tal ter, como um bom ser;
Apenas com lindo olhar em teu ver;
Pra que esse olhar pra ti, vá reverter!
Feliz de quem gostar de ver o bem;
Pairar em todo o olhar que puder ver;
Nesta vida de alegria tão pobre!...
Porque irá receber o quem si tem;
Com um dobrado pagar que tão vem;
Pagar-lhe esse seu desejar tão nobre.
Com a alegria de quem em si, tal sentir não tem; nem nunca foi sequer ensinado a tal ter;
SONETO ABSTRATO
Na prosa do poeta, não só tem poesia
às vezes de tão vazia, o abstrato pinda
arremata cada imaginação, e aí, ainda
nada lhe completa, nada tem harmonia
Tu'alma inquieta, o verso na berlinda
a solidão, a lágrima, a dor em romaria
se perfilam no papel em uma rima fria
e assim, a privação na escrita brinda
Neste limitado querer, sem simpatia
o silêncio, o belo, no feio prescinda
e a inspiração, então, fica sem orgia
Aí, o soneto sem quimera, não finda
e os devaneios perdidos na ousadia
sem fantasia, a ausência é provinda
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Dezembro, 09 de 2016
Cerrado goiano
Librianos são pessoas bondosas e perseverantes pois, se têm um objetivo em mente, não desistem até que o possam alcançar e não permitem que as palavras de outras pessoas gerem insegurança ou medo em seu coração.
São pessoas de caráter altruísta e leal, e nunca abandonam alguém que amam. Enxergam a vida de uma maneira pura e não permitem que a maldade presente ao seu redor mude a essência de seu coração.
Librianos não são facilmente feridos por outras pessoas porque acreditam em si mesmos e sabem que a vida dará a cada um o que lhe é de direito.
O que faz de Libra um signo forte: determinação, foco, perseverança e capacidade de atingir objetivos.
RETROSPECTIVA (soneto)
A vida na vinda e ida tem multidões
Não percebi todo o vento a suspirar
Tão pouco todas as cantigas de ninar
Foram cantadas nas minhas emoções
Tive chances no partir e no chegar
Os medos os pus nas contradições
No tempo rompi todas as estações
E nem todas as flores eu pude amar
O trem teve distinto as suas estações
O doce da quimera o seu mel a melar
E o tanto de carinho as suas aluviões
Na curva da esquina, solidão pude visar
Nos prazeres os feitos e as proibições
Porém, primaveras, também, vi florar...
(Nesta retrospectiva particular) ...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
29/11/2016, 10'00"
Cerrado goiano
Eu não preciso rodar o mundo para me tomar uma pessoa realizada.
Eu já me tornei isso estando ao seu lado.
Porque meu mundo é você.
Surto da Madrugada
As cores não parecem tão intensas
Os olhos não são tão azuis
O ar não é tão mais leve
O calor deixou e ficou o frio
Dentro do peito só uma dor
No coração só a saudade
Na cabeça só arrependimento
Na espinha, só aflora o medo
O fim não parece tão ruim
A saída é uma nova entrada
O fim da dor, é só um passo
A coragem ainda falta
As pessoas não entendem
Ninguém vale a pena
O latão vale mais q a alma
A aparecia vale mais q as palavras
O silêncio é tão atrativo
O cansaço já faz parte de mim
A madrugada é meu espaço
E as lagrimas engolidas
Cacos de vidro ferindo a alma
Pouco a pouco levando a esperança
Pouco a pouco levando a empatia
Pouco a pouco levando o amor
Pouco a pouco levando o brilho
