Poema Nao Ame sem Amar
Será que não entendes? O espaço é muito pequeno!
Tenho que cuidar dele toda hora... vc sabe, deixar bonito, zelar...
Se ninguém cuida, quem vai cuidar além de mim?
O que se passa além daqui? Não sei, ora! O tempo é curto pra cuidar daqui e acolá... Sou uma só!
Não é coisa minha, o poeta propagou aos ventos: “beleza é fundamental”... Sabemos que ninguém “abre portas”, “cumprimenta”, “cuida” ou “visita” o que não é belo...
E assim, Marieta , foi vivendo aquela escravidão diária...Não passava um dia sem vê-lo, sem cuidá-lo. À medida que envelhecia, mais tempo tinha que dedicá-lo. Era ele o seu amo, o seu reino, o seu altar...
Muitos e muitos anos se passaram e mesmo tentando deixar aquela superfície “bela”, o tempo tinha voado e deixado o seu rastro naquela estrutura cuidada, embora frágil... Marieta, agora cansada, não dispunha de mais saúde para aquela dedicação... Rotina parada é um espaço fértil para a dor da reflexão...
Um vento, rasteiro, nos seus ouvidos cantou: “O que fizeste, além de cuidar do seu próprio umbigo”?
Surtada pela anunciação em seus 78 anos, Marieta, quebrou o espelho. Talvez, quem sabe, tenha mais uns 12 anos...
O corpo envelhece.
Não as emoções:
A vontade de viver.
A Fé de vencer.
O amor encontrar.
A paz continuar.
A família guiar.
De amigos ter.
A lição aprender
Não consigo me ver
Sem fé
Sem amor
Sem um sorriso
Não consigo me ver
Sem família
Sem espaço
Sem um abraço
Não consigo me ver
Sem saudade
Sem esperança
Sem ser criança
Coisa Estranha Essa Saudade ...
Não se vê, não se toca, mas esta ali...
Sinto saudades dos sonhos,
...Dos planos mais loucos que já fiz...
Sinto saudade do que não existiu,
Mas queria que tivesse existido...
Parece que a saudade mora em mim,
Tanto, que se um dia parar de doer,
Vou então sentir saudade da saudade,
Deste suave sopro andarilho
Que eterniza as ausências....
“Posso não durar tanto quanto as outras
cantoras, mas sei que posso destruir-me
agora se me preocupar demais com o
amanhã”
Você não me conhece,
não desconfia de quem sou,
e digo com toda propriedade,
também não faço a menor ideia.
Vou te dar um aviso importante:
não vasculhe as minhas "gavetas"
se você não tiver a intenção de arrumá-las!
Fortaleza me agrada com certeza!
Terra do Sol, do sorriso, do suor...
É minha, é sua, não há rejeição... e sempre tem mais água pro feijão!
Amo voltar aqui...
Saio sempre dela, mas ela NUNCA sai de mim.
Não jogue fora
Faça roupa em cobertor,
Faça papel em livro,
Faça plástico em alguma coisa,
Faça metal em anzol.
Leve cabedal a partir de um animal,
Leve mel a partir de uma abelha,
Leve penas a partir de uma ave,
Mas não
Leve nada a partir de mim.
Escrito por Liston Zbieber
Não tenho medo de morrer...
Não tenho medo de viver...
Meus únicos medos são, de me omitir e não me permitir
A maldita gravidade não permite minha queda,
No abismo do universo.
Cismo em cismar com versos e etiquetas,
Uma imensidão de sala solar, no bairro Astral.
E eu aqui trancado na gaveta.
Cada dia que passa é um dia que perdemos,
É um dia que nos perdemos.
É um dia que não volta,
É a ausência que revolta.
É o não admitir pro coração,
É o aceitar da solidão.
É a dor que se lamenta,
É o sorriso que se ausenta.
É o cansaço que se apresenta,
É a esperança que se arrebenta.
É o fim a se declarar,
É a hora de recomeçar.
FAZ
Esconda-me no passado
Queime o papel rabiscado
Não ouça essa canção
Expulse-me do teu coração.
Não hesite ao falar meu nome
Dos meus beijos não tenha fome
Evite qualquer menção
Expulse-me do teu coração.
Marque encontros às escuras
Vá para a Holanda, Espanha ou Honduras.
Não esboce qualquer reação
E expulse-me do teu coração.
Enquanto o vento sopra em minha alma,
Não há chama que sobreviva ao teu olhar.
Tua voz, razão da minha calma,
Teu ser é razão de um jamais falhar.
Não quero ser real se o mundo for uma ilusão.
Desejo poder não viver se a vida não for vida
Porque viver não é nenhuma alucinação,
Apenas é poesia que não pode ser lida.
Ideias preveniram tua imagem misteriosa,
Que me impede de livremente sonhar.
As mesmas ideias vêm de uma mente poderosa,
Mas incapaz de impedir o planeta de girar.
O tempo continua então com final indeterminado.
Seu final será em "agora" como todo o momento.
Se na vida falhar algo que havia jurado
Jamais sentirei de novo assim o vento.
Deus vai me encher outra vez.
Não é que esteja fraca, é que tô sendo forte a muito tempo.
Daqui a pouco a marra volta kk um pouco de colo do pai é bom!!!
Aqueles que não puderem...
Se destacarem pelo talento...
Que os façam pelo esforso...
Os vencedores são aqueles...
Que no pior momento...
não desistem, erguem a cabeça...
E incansavelmente...
Vão em busca da VITÓRIA...
Hombre...
desculpe-me,
porque eu não me atrevo a escrever-te um verso,,,
Você por boa ou má sorte..vale mais.
E eu, com essa paixão enrustida,
por ser mais que....qualquer poeta,
Não encontro palavras..
vai mais além do que qualquer poesia...
Mas não me diga para deixar de te amar..
é como me pedir para deixar de escrever...
..
MONUMENTO DE INCERTEZAS
Planos me assustam, projetos e sistemas de comportamento, ao meu ver não passam de defesa desnecessária daquilo que não se pode evitar, o imprevisto de cada dia.
Sou a essência louca do “não programado”, dando gargalhadas nas horas em que se faz necessário todo um padrão de seriedade, por que acho que necessário é aquilo que é espontâneo.
A mesma ansiedade que tanto me assusta, ganha tons de vaidade quando causa turbulência no voar da minha essência. Sou um voo incerto. Não quero dever satisfações de padrões corretos nem a mim mesmo, que dirá aos outros... E mesmo assim, não me sou suficiente.
Erra menos quem planeja cada palavra e cada ação? Até que me provem o contrário, a única coisa que muda é a o “erro na hora certa” cheio de explicações depois.
Não sou calculista, não faço auto análises, antecipar defensivamente atitude, palavras ou mudanças de opinião esfarelam a originalidade do ser, por isso sou um grande monumento de incertezas.
E não faço questão nenhuma dos rótulos de “equilibrado” dado aos racionais, pois eles sofrem atrás das grades de si mesmos, e esse escudo de equilíbrio esconde um dissabor tão grande, um vulcão de lágrimas internas, derramadas, que aprisiona aqueles que tem medo do bradar a autenticidade só ser.
