Poema Nao Ame sem Amar
O futebol não está doente pela obsessão do torcedor pelo primeiro lugar do seu time; o futebol agoniza pela quantidade de jogadores medíocres que não acertam um passe, simulam em campo e tentam ganhar o jogo no grito, peitando o juiz.
Benê Morais
O amor não aprisiona
Como pode alguém achar natural usar a força e a manipulação para destituir o corpo e a psique de quem um dia disse amar?
Como pode tratar um ser humano como se fosse uma posse?
O amor não é domínio. Não é controle. Não é violência disfarçada de cuidado.
Quem ama não destrói a liberdade do outro, não apaga sua identidade, não invade seu corpo, nem aprisiona sua mente.
O amor não causa dor como método, não alimenta a dependência, não humilha, não ameaça e não conduz à morte.
Quando há manipulação, medo, controle e violência, já não estamos falando de amor, mas da tentativa de transformar uma pessoa em propriedade.
Amar é reconhecer a humanidade do outro. É respeitar seus limites, sua autonomia e sua dignidade, mesmo quando isso exige abrir mão do próprio desejo.
Porque ninguém pertence a ninguém.
Escrito por Caio Vinicius dos Santos Costa.
O amor é fluido; o caráter, não.
O amor muda de forma. Às vezes cresce, às vezes diminui, às vezes até chega ao fim. Ele acompanha os movimentos da vida, das escolhas e do tempo.
O caráter, porém, permanece. É ele que revela quem somos quando o amor já não basta, quando surgem os conflitos, as frustrações e as despedidas.
Porque deixar de amar pode acontecer. Mas humilhar, manipular, ferir ou desrespeitar alguém nunca é consequência do fim do amor é reflexo da ausência de caráter.
O amor é fluido. O caráter não.
"Eu te odeio, mas não por ter me deixado, mas por ter feito ser tão difícil largar.
Te odeio, não pelo ódio em si, mas por ter me feito amar.
Odiá-la é como odiar o ar.
E dia após dia, viver sabendo que posso odiar, mas não posso parar de vivê-la, parar de lhe adorar.
Eu te odeio, pois em cada beijo, em cada abraço, até mesmo no castanho do outono, seus olhos estão lá.
Quando o Sol se põe e a noite vem me abraçar.
Você está lá.
Quando rogo para a escuridão me abandonar e a Lua vem me iluminar.
Eu te odeio, pois até mesmo no brilho dela e na pálida tez, você está lá.
Pela ida eu relevo, posso lhe desculpar, mas essa insistência na permanência, isso não posso perdoar.
Até quando me prostro e me ponho a orar.
Te odeio, e por sobre os céus, odeio ao Deus, por outra de ti, para meu eu egoísta, não criar.
Odeio ele por me fazer amar.
E eu te odeio, não por ter me deixado, mas por ter feito ser tão difícil largar..."
Olhei no fundo dos olhos dela e disse:
"Não quero me ferir de novo, eu já me feri tanto... Sabe?, quero que seja uma rosa para mim, mas que não tenha espinhos."
E no outro dia...
-Ela me abraçou com seu perfume.
Quem uma vez conheceu o amor não tolera o peso da solidão;
e quem longamente habitou a solidão já não alcança o sentido do amor.
O amor afasta o homem da solidão,
mas a solidão, quando profunda, obscurece o entendimento do amor.
Talvez eu não seja sábio,
nem chegue eu aos pés dos escritos antigos,
pois sou apenas pó que caminha,
errante em um mundo que não compreendo por inteiro,
obra de uma consciência maior do que a minha.
Sou transitório,
passageiro entre o nascer e o desaparecer,
e habito uma anomalia que chamo de vida,
sem conhecer-lhe a origem nem o fim.
Pois a sabedoria
é o nome que damos
àquilo que pensamos ter entendido,
ainda que o entendimento nos escape como vento entre os dedos.
E se aquele que fez todas as coisas
viesse a corrigir o que julguei correto,
não se revelaria, então,
a limitação da minha própria razão?
Não seríamos tolos
mesmo quando nos julgamos inteligentes?
A vida, portanto,
é um desdém ao entendimento humano,
pois quanto mais cremos saber,
mais nos é revelado o quão pouco alcançamos.
Somente chamo de sábio
aquele que está além da morte e da vida,
além do tempo e da matéria,
o próprio que não compreendemos
e que, ainda assim, sustenta todas as coisas.
Miserável é o homem que não questiona.
Habita a própria casa e não indaga quem caminha ao seu redor;
convive com seus atos e não os examina,
sejam eles tidos por bons ou por maus.
Aceita como certo aquilo que lhe foi ensinado,
sem jamais provar se o certo é justo
ou se o que julga errado o é de fato.
Vive preso à fé que recebeu pronta,
não porque a compreende,
mas porque lhe disseram que assim deveria crer.
Tal homem anda em círculos,
como o animal preso ao curral:
vê apenas o chão que pisa,
não contempla o campo distante,
e ainda assim chama isso de liberdade.
Bendito, porém, é o homem que não se curva a palavras vagas,
ainda que venham vestidas de verdade.
Ele pesa a prova, examina o fato,
e questiona até aquilo que lhe parece sólido.
Nisso consiste a sabedoria.
Pois loucura é crer em toda palavra que sai da boca alheia.
Qualquer um pode lançar uma semente à terra,
mas poucos sabem de onde ela veio.
Todos desejam plantar,
mas quase ninguém se recorda da colheita.
Do Silêncio Não Compreendido
Eis que o bom rapaz foi ao encontro da moça,
levando consigo não só um presente,
mas o que havia de mais sincero em seu peito.
Chamou ao portão.
E não foi ela quem surgiu,
mas outra presença,
silenciosa… e suficiente para que ele entendesse.
E então soube.
Não por palavras,
pois nenhuma lhe foi dada,
mas por aquela dor que fala sem voz.
Baixou a cabeça.
Recolheu o gesto.
Guardou o presente que já tinha destino.
E partiu.
Na praça, sentou-se em silêncio.
E, dentro de si, perguntou:
“Por que aquilo que é verdadeiro não encontra lugar?”
E o mundo… nada respondeu.
Os dias passaram,
e ainda assim seus olhares se cruzavam.
Mas onde antes havia leveza,
agora havia silêncio.
A moça, em sua própria confusão,
não entendia o que se passava.
E, sem saber, afastou o que não soube ver.
Perdeu… sem perceber.
E o rapaz, mesmo ferido, voltou.
Não por orgulho,
nem por certeza,
mas porque o amor ainda vivia nele.
Aproximou-se mais uma vez.
E encontrou… silêncio.
Então compreendeu.
Que o amor não se força.
Não se explica.
Não se pede.
Se não é visto, pesa.
Se não é sentido, se apaga.
E se não é recebido… se vai.
E assim, o rapaz partiu.
Não destruído,
mas mudado.
Pois há dores que não quebram ,
apenas mostram ao homem
o que ele não queria ver:
Que nem todo amor permanece.
E que, às vezes… amar
é saber ir embora.
Você será odiado por saber e perceber demais, mas não fique calmo
ou ache-se esperto.
Às vezes quem vai te odiar, é quem mais você ama.
Se amo...
Posso adoecer; Porque não há clareza do outro lado. Não há certeza!, Não adianta enxergar sobre os olhos, se eles não mostram nada...
De que adianta amar em silêncio?
Me apeguei na doce segurança da minha solidão, Mesmo me sentindo sozinho às vezes... Isso não me quebra... Porque no meu lugar a confiança não é quebrada, e não vejo motivos para dúvida ou incerteza...
Não se ama em demasia alguém...
Apenas se ama.
Mais leve é o caminho daquele que é amado primeiro,pois não precisa correr atrás de quem já escolheu caminhar ao seu lado.
É mais fácil viver ao lado de quem decidiu ficar
do que lutar pelo coração de quem deseja partir.
Se um homem nascer em um jardim,
pouco valor dará às flores que o cercam.
Mas aquele que está fora dos portões
há de vê-las como um tesouro.
Assim também é o amor.
Quando está perto, muitas vezes é esquecido.
Quando está distante, torna-se cativante.
Por isso, olhaste para o teu jardim antes que tuas flores morram.
Ama a ti mesmo.
E aprendes amar aqueles que o amam.
Observei de longe o que parecia estar ao alcance dos meus olhos, porém não me pertencia.
O meu silêncio gritava, mas a dor e os traumas me prediam...
Sou cicatrizes; Sou lágrimas no silêncio; Sou clamor sem ser visto...
Não merece ter pena ou compaixão de minhas dores...
Mas saiba com todos os meus erros, sim, e todas as qualidades...
Eu te amei tão alto em silêncio.
Noite do dia 20.
Eu dormi com a consciência pesada.
Você não dormiu, com o coração partido.
Eu a conquistei e a deixei.
Eu machuquei você, te furei com agulhas; te queimei com fósforos; fiz cortes em sua pele e joguei álcool por cima de cada uma dessas feridas.
Elas doiam tanto, sangravam tanto e você chorava mais um tanto.
Dor que não se esquece, saudade não desaparece.
Nas noites geladas; noites caladas, esse sentimento se fazia mais presente. As lágrimas mais realistas e os cortes mais ardentes.
Te feri com a minha confusão e indecisão.
Perdão.
Seu quarto era bagunçado, escuro e gelado. A porta sempre trancada e as janelas sempre escancaradas.
Bitucas de cigarro em sua escrivaninha, eram várias. Várias como as garrafas de bebida quebradas; vazias e espalhadas, como suas roupas todas jogadas.
Os olhos inchados; olheiras escuras; descabelada; roupa amarrotada; amassada; toda suada; lágrimas obviamente molhadas.
As janelas permanecem sempre abertas.
A ventania lá fora que agora bagunça tudo, só não tão bagunçada quanto sua mente e o asfalto, definitivamente não tão rachado quanto seu coração.
Tarde do dia 20, meses depois.
"Me ligue quando puder, se quiser. Saudades."
Eu não quero mais chorar ou lamentar-me por ti
Tenho outro "amor" que me espera
Um amor simples e fácil,
doce e ao mesmo tempo amargo,
pois não tem o teu gosto.
Se o destino não houvesse de ser tão cruel
E o tempo perdoasse quem ama
O verdadeiro e mais puro amor serias tu
A verdade é que tudo o que mais ansiara era não esboçar fingimentos em meu rosto e finalmente expressar verdade.
Em outro universo eu havia te esquecido a ti e á dor que deixaste ao ires embora, já não pensava em ti e nos teus doces olhos.
Nesse universo eu não oraria a Deus e a todas as entidades que me enchesse com a tua presença.
Eu queria acreditar e nas tuas palavras vazias e fingir costume.
Nós não somos iguais.
"Eu te amo.
Mas também, se não te amasse, o que eu faria?
Eu te amo.
E como amo, mulher, amo-te da tarde quente à manhã fria.
Eu te amo.
E meu amor por ti é todo grão de areia, toda gota de chuva e cada bisão na pradaria.
Eu te amo.
Não amo sua beleza, o contorno do seu corpo, o curvilenear da boca, tampouco nossas bocas juntas, minha fantasia.
Eu te amo.
E meu amor é pura metafísica.
Eu te amo.
Amo sua alma, sua essência, o seu ser, amo-te, meu amor, nesta e na próxima vida.
Eu te amo.
E sei que Deus, por sobre os céus, em suas nebulosas e galáxias, supernovas, me castiga.
Pois eu te amo.
E ele queria que amasse a figura d’Ele; o que ele fez foi covardia.
Sabia que minha existência sem ti seria mesquinha.
Eu te amo.
E nesse amor, no castanho dos seus olhos, o tirano fizera minh’alma cativa.
Eu te amo.
Amo do cabelo cada fio; do corpo, cada átomo; da tez desnuda, cada pinta.
Eu te amo.
E por amá-la em demasia, esquecê-la seria sorte minha.
Eu te amo.
E não posso tê-la, incapaz de embalar em meus braços, guardar em meu abraço minha menina.
Eu te amo.
Como um mantra, rogarei, implorarei por ti na noite fria.
E direi uma e mais uma vez a minha frase preferida.
Eu te amo, amada minha…"
"Certa vez, ela me indagou se tudo que escrevo é sobre ela.
Respondi que não, mas tudo tem um pouco dela.
Escrevo sobre as dores, decepções, dos amores, as mazelas.
E sempre reflito; não existiriam amarguras em meus escritos, se ela fosse minha e eu dela.
O que escrevo são gotas, para narrar um oceano, o que sinto é todo um universo, o que pode ser expressado, quirela.
Se a amo, eu a escrevo, e por isso tudo tem um pouco dela.
E é 'Tutto Per Ella'.
Ela transita livremente por meus escritos, enquanto me pego escondido, no amor que sinto, minha eterna cela.
Palavras para umas e outras, paixão a algumas poucas, fé ao Cristo, amor e devoção somente a ela.
Se meus escritos são o céu, o azul é ela.
Se meus escritos são os mares, cada gota é ela.
Se escrevo o Sol, cada raio é ela.
Se escrevo a praia, cada grão de areia é ela.
Se escrevo sobre as árvores, pomares, as flores; é ela, toda folha e cada pétala.
Quando escrevo sobre a morte, percebo: a minha vida é ela.
Certa vez, ela me indagou se tudo que escrevo é sobre ela.
Respondi que não, mas tudo tem um pouco, mas bem pouco, acerca dela..."
"As palavras já chegaram, e o sentimento não veio.
Talvez amá-la seja apenas um sonho de verão, um devaneio.
O que sei? Meu amor não é de veraneio.
Meu joelho ainda se recorda de cada prece, cada oração; minha boca ainda roga por um beijo.
A madrugada ainda me açoita a alma, o vento frio ainda tem seu cheiro.
Vejo sua foto; na memória ainda fantasio-nos um futuro, meu algoz ainda me açoita o peito.
Minhas mãos almejam o aveludar da tez e do sedoso cabelo.
Vultuoso e negro.
Volúpia, meu eu em ti, desejo.
Anseio.
Aconchego.
No taciturno seio.
Se n'outro plano, eu vejo.
Meu reflexo em seus olhos, como em espelho.
A memória me trai, mas de ti não me esqueço.
Recordo-me das juras, das promessas, de cada letra a ti escrita, cada texto.
As palavras já chegaram, e o sentimento não veio.
Talvez amá-la seja apenas um sonho de verão, minha cela, em devaneio..."
"Hoje eu vi o diabo e não fiquei surpreso.
Ele me lembrou o quanto roguei ao Deus por seu abraço, seu aconchego.
Recordou-me, também, que ofereci minh'alma para simplesmente olvidar seu cheiro.
Chamou-me tolo por pensar que o inferno é um lago fervente, com enxofre e feio.
Disse me ele: 'O inferno é a memória, a lembrança; o inferno é viver no paraíso do sorriso e no doce do beijo.
O inferno é o veludo da tez, o fervor e o baile dos corpos, a maciez do seio.
O inferno é ter um anjo dos céus nos seus braços e ter de esquecê-lo.
Após isso somente sobreviver, pois sua vida, quando com ele, era vivê-lo.
E eu que sou mau? Indagou-me ele. Foi o seu Deus que criou o sentimento que te mata por dentro.
Sou somente, da vontade d'Ele, um instrumento.'.
E no fim da conversa ele me disse que eu sabia onde encontrá-lo, fitou-me com desprezo.
Sei onde encontrá-lo, e, por bem saber, desfiz-me do espelho..."
