Poema Nao Ame sem Amar

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Time
Tempo é matéria - prima
Sem tempo não há conversa.
Sem conversa não há educação
E sem o professor não há formação.

Pensando....


Na Matemática é assim.
Ela ensina tempo reto !
Na relação humana,
não tem conta fechada .
Pode levar 10 anos
para perdoar
1 segundo para abraçar !
E um vida inteira,
para confiar.

ONDE OS TRAUMAS
SE ACUMULAM NO CORPO?
MANDÍBULA: RAIVA, PALAVRAS NÃO DITAS,
PESCOÇO /GARGANTA: DIFICULDADE
DE EXPRESSÃO,
OMBROS: SOBRECARGA
EMOCIONAL,
DIAFRAGMA: MEDO E ANSIEDADE
(RESPIRAÇÃO TRAVADA),
PEITO / CORAÇÃO: LUTO, REJEIÇÃO, DORES AFETIVAS,
ABDÓMEN/ (PLEXO SOLAR): INSEGURANÇA
E PERDA DE PODER,
QUADRIS: MEDOS PROFUNDOS E BLOQUEIOS,
LOMBAR: MEDO FINANCEIRO E FALTA DE SUPORTE,
JOELHOS: RIGIDEZ DIANTE DA VIDA,
PÊS: INSEGURANÇA E MEDO DE AVANÇAR. Aprenda a reprogramar e a acionar as Asas do Coração.

A vida não me mostrou motivos para prosseguir, mas ainda assim caminho.
Talvez o sentido esteja escondido
no simples ato de não desistir.

Não vejo sentido em continuar...
a vida, até aqui, tem sido um campo árido, onde minhas sementes nunca germinaram. As manhãs chegam frias, trazendo o mesmo silêncio de ontem, e meus passos ecoam vazios, como se não deixassem marcas na terra. A vida não me mostrou muitos motivos para seguir lutando por ela. Tudo o que encontrei foram paredes altas, portas fechadas, e um céu pesado que pouco se abre. E, ainda assim, permaneço. Não por esperança, não por promessas que nunca vieram, mas pela estranha teimosia do coração, que insiste em bater mesmo quando tudo desmorona. Talvez o sentido não esteja fora, nas conquistas ou nos caminhos claros, mas dentro, na chama pequena que resiste ao vento, na voz que, mesmo frágil, sussurra em mim:

“Ainda não é o fim."

O Futebol é Mais do que Paixão...O futebol não é apenas um jogo, é herança, chama que não se apaga, poesia escrita em grama e suor. Nos pés descalços da criança pobre, cada chute é um grito de esperança, cada drible, a coragem contra a fome, cada gol, a promessa de pão na mesa, o alívio de um futuro melhor para a família. O campo se torna escola sem paredes, altar onde se reza por milagres, onde lágrimas viram combustível e a dor se veste de vitória. O futebol é mais do que paixão, é a chance de transformar o impossível, de levar da lama ao estádio lotado os sonhos que nunca se calam. É a estrada onde o menino aprende que o suor pode se tornar glória, e que a bola, simples e redonda, pode carregar o peso de uma vida inteira. O futebol é sonho vivo, retrato de um futuro maior nos pés de quem ousa acreditar.




- Tiago Scheimann

"Dayenu"

Se Ele nos tivesse tirado do Egito, e não tivesse feito justiça contra os egípcios,
teria sido suficiente.

Se Ele tivesse feito justiça contra os egípcios,
e não tivesse destruído seus ídolos, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse destruído seus ídolos,
e não tivesse matado seus primogênitos,
teria sido suficiente.

Se Ele tivesse matado seus primogênitos,
e não tivesse dado suas riquezas ao nosso povo, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse dado suas riquezas ao nosso povo, e não tivesse aberto o Mar Vermelho diante de nós, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse aberto o Mar Vermelho diante de nós, e não tivesse nos feito atravessá-lo em terra seca, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse nos feito atravessá-lo em terra seca, e não tivesse afogado nossos opressores no mar, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse afogado nossos opressores no mar, e não tivesse nos sustentado no deserto durante quarenta anos, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse nos sustentado no deserto durante quarenta anos, e não tivesse alimentado com o maná, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse alimentado com o maná,
e não tivesse nos dado o Shabat,
teria sido suficiente.

Se Ele tivesse nos dado o Shabat,
e não tivesse nos aproximado do Monte Sinai,
teria sido suficiente.

Se Ele tivesse nos aproximado do Monte Sinai,
e não tivesse nos dado a Bíblia, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse nos dado a Bíblia, e não tivesse nos introduzido na Terra de Israel, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse nos introduzido na Terra de Israel, e não tivesse construído para nós o Templo Sagrado, teria sido suficiente.

Deus tirou-me do caos e deixou lembrança,
essa memória vira gratidão que não some,
o passado me lembra onde cresci e renasci,
gratidão vira mapa do meu novo começo.

A dor não me faz vítima, faz-me verdadeiro,
a dor revela uma essência sem máscaras,
ela não me derruba, revela quem sou, da dor nasceu autenticidade e força.

Aprendi que o tempo não é inimigo, é mestre,
paciência é a escola onde o fruto amadurece,
o tempo ensina a esperar com propósito, aprendi a colher quando o fruto estiver pronto.

O silêncio tecnológico e alienação motora.


Não mais um bom dia nas ruas
Pessoa bots... Pessoa assim então...
Vizinho te ignora como foste um fantasma.
Ser tem ter sentido sensorial ativo,
Mas,
É um bot humano...
A hora do almoço chega parece que estou sozinho na cidade...
Todos conectados nos celulares.
Os fones de ouvido no máximo . ..
Enquanto os livros se tornam um fenômeno do realismo a batida da música sem ritmo ou letra toca ao fundo...
Anoitece na cidade o metrô cheio pessoa com olhar cansado e vazio...
As luzes são artificiais e também as pessoas são apagados como consumidores de mundo complexo deixado pela feudo tecnológico.

Espírito de festa de tribo a tribo
que não permite ser apagado
por ninguém no nosso destino.


Somos acangataras presentados
para alegrar todos os convidados.


A música que ecoa, a cortesia
nos passos e nos espaços,
e tudo os que mantém animados.

Bem, eu reclamo da vida de uma forma em que não deveria reclamar. Tenho apenas que aproveitar enquanto ainda tenho tempo, pois o tempo… o tempo é algo que não espera.


Preciso ser grato. Ser grato enquanto ainda não tenho contas para pagar, não preciso me preocupar com trabalho, muito menos com filhos ou sogra.


O passado não volta mais. O futuro me espera. É claro que não é garantido que estarei vivo até chegar lá, mas essa é a graça da vida.


Se eu me arrependo de não ter aproveitado o bastante enquanto ainda tinha tempo? É claro que sim. Mas o que eu posso fazer? Bom, a resposta é simples: aproveitar.


Você vai sentir saudade disso quando estiver em um caixão.

A saudade existe porque a alma não
esquece o que foi verdadeiro, ela dói, mas também afaga, e eu aceito essa dualidade
com maturidade, pois amar sempre
deixa marcas.

Pouco deu certo desde que resolveram me
colocar neste tempo. Não sou hipócrita, conquistei e realizei, mas a sensação de pertencimento é nula. Tudo me parece incompleto, como se eu estivesse vivendo uma vida que, fundamentalmente, não
me pertence.

A saudade não é a ausência de um corpo, mas a presença fantasmagórica de um tempo que não se resigna, é a memória
em brasa, o passado que se recusa
a ser apenas pó.

Meu coração carrega cicatrizes que não conto
a ninguém. Não por vergonha, mas porque algumas dores não cabem em palavras. Elas apenas me lembram do caminho que trilhei.
E por mais tortuoso que tenha sido,
ainda estou aqui.

A fé humilde não nega o medo, atravessa-o com mãos trêmulas
e passos pequenos, sem
desviar o olhar.

Perdão não é gesto fácil: é levantar a cadeira do chão e colocar de volta. É reconhecimento, trabalho suado, uma paciência que dói. Quando perdoo, não apago cicatrizes, aprendo o ofício de conviver
com elas, transformo o passado em instrução
e não em cela.

Há um cansaço que não se cura com o sono, uma espécie de ferrugem silenciosa que começou nos meus ossos e agora dita o ritmo lento do meu sangue.
Viro os bolsos da alma e só encontro os restos de quem eu prometi ser, enquanto o silêncio da casa se torna um inquilino que não paga aluguel e ocupa todos os cômodos.
Escrevo para não ter que gritar contra as paredes, mas as palavras saem como estilhaços de um vidro que eu mesmo quebrei, cortando a garganta antes de ganharem o ar.
O tempo aqui dentro não corre, ele sangra, transformando cada lembrança num peso morto que eu insisto em carregar como se fosse um troféu ou uma condenação.
No fim, sobra apenas esse corpo que é um mapa de lugares onde ninguém mais quer morar, e a triste certeza de que a solidão é a única coisa que nunca me deixou pela metade.