Poema Nao Ame sem Amar
Quando voltamos demais ao passado, talvez não estejamos apenas lembrando.
Talvez estejamos tentando preencher o vazio do tempo presente.
A determinação
transforma:
“Não tenho tempo...” em prioridade
“Se eu tivesse tempo...” em planejamento
“E se não der certo?” ... em tentativa
Quem tem um objetivo
encontra caminhos.
Quem não tem,
encontra justificativas.
As melhores conversas não acontecem porque alguém deseja convencer o outro.
Acontecem porque duas pessoas
aceitam caminhar juntas por uma ideia.
... principalmente à beira de um fogão à lenha,
sob uma grande janela aberta
para o silêncio do mundo...
Talvez o maior desafio
do ser humano não seja
construir uma sociedade melhor.
Talvez seja continuar humano dentro da sociedade
que ele mesmo construiu.
Quando a morte chega,
ela não vem de mãos vazias.
Ela nos entrega uma
caixinha de lembranças,
adornada pelos laços da saudade.
Não viva o hoje,
carregando o passado.
Não viva o hoje
como se o amanhã não existisse.
O hoje é a ponte
entre o que a vida ensinou
e aquilo que ainda espera
pelas nossas escolhas.
Seus encantos
Não me culpe se não resistir ao seu encanto, foi poder da atração.
Estava recolhido em meu canto
quando eu conheci paixão.
Seu amor me fez contente
me eleva a alta estima
Com você daqui pra frente
dá sentido a minha vida
Vem viver cada segundo
Faz meu colo sua morada
Tu me tornas Rei no mundo
Sendo minha namorada.
Vêm cá, dá-me tua mão
Sente meu corpo, perde a razão
Fica, fala que sim
Sente meu colo, cede pra mim
Eu queria ser um poema
Recitada em sua boca
Ser os pinguinhos de chuva.
Quando molha sua roupa
Mas se pude ser abrigo
Dediquei minha atenção
Eu me faço de amigo
Pra roubar seu coração
Vêm cá, dá-me tua mão
Sente meu corpo, perde a razão
Fica, fala que sim
Sente meu colo, cede pra mim
amor_in_versus
Isso que tu fazes ou mesmo os teus pensamentos, se não te elevam então te diminuem.
Aliás, pergunte ao Marco Aurélio se existe alguma neutralidade...
Ah, meu amor não tem idade
Se eu pudesse te abraçar
Da felicidade
E para matar a saudade, agora
Quero do seu lado eternamente estar
Sentindo-o que és um nascer a toda hora.
A mentira não significa, necessariamente, algo ruim ou falsidade, ela está intrinsecamente ligada à verdade.
A verdade não significa, forçosamente, uma coisa boa ou autêntica, ela está intrinsecamente ligada a uma premissa real, empírica e concreta.
Nem sempre algo negativo significa, imperiosamente, ser ruim ou desagradável.
Tal como algo positivo não significa, obrigatoriamente, ser bom, sincero ou desejável.
Existem fatos negativos que significam ser bons, de modo diverso, existem fatos positivos que nem sempre significam ser ruins.
Tudo é uma questão de diagnósticos, de prioridades e de esperança.
Não existem regras para o Amor, ele simplesmente acontece.
Como uma brisa suave que acaricia a pele,
Ou uma tempestade que inunda a alma.
Carinho mútuo, uma dança eterna,
Linda canção, coisa linda,
Uma declaração infinita de um amor que não conhece fronteiras.
Você é o ar que respiro,
O motivo de cada sorriso,
O momento sempre juntos,
A paixão que permanece,
Sentir um grande amor sempre em mim,
E a raiz é você, o alimento de um amor que floresce.
Quando escrevi essa canção, estava apaixonado,
Tratando da grande dificuldade de me entregar plenamente,
O primeiro verso é um desejo, um anseio profundo,
De um amor sem barreiras, sem medo de se perder.
Eu me lembro quando escrevi,
Foi a coisa mais triste que já fiz,
Pois não me acostumo sem seus beijos,
E não sei viver sem seus abraços.
Aprendi que pouco tempo é muito,
Meu mel, faço qualquer coisa nessa vida
Para ficar um pouco do seu lado.
E assim, na melodia do amor,
Cantamos juntos uma canção sem fim,
Você e eu, entrelaçados em versos e notas,
Numa declaração infinita de um amor,
Que é livre, sem regras,
Simplesmente acontece,
E permanece.
Diz pra mim que é de verdade,
que o que eu sinto não é só meu.
Jura que também te queimou por dentro,
quando nossos olhos se encontraram.
Eu prometo te dar o melhor de mim,
se me disser que também perdeu o ar.
Cada segundo ao teu lado é tão pouco,
pra esse amor que não sabe esperar.
É tão claro, tão gritante,
a sorte apontou pra você…
e você, distraído, nem vê.
Por ser exato, o amor transborda.
Por ser encantado, ele se entrega.
E por ser amor, ele invade e fica —
até o último suspiro.
Então me diz…
onde você está agora,
além de dentro de mim?
Se o amor não existisse, o silêncio bastaria.
Se o amor não fosse real, nenhuma palavra faria sentido.
O sol nasce ao leste, como sempre,
e a bússola cumpre seu papel sem enigma.
Mas há algo além das leis do mundo,
um sinal simples e ao mesmo tempo infinito:
o amor —
que não se explica, não se mede,
apenas se reconhece.
E nele, em meio às certezas da vida,
existe sempre uma exceção.
Nunca cantaria sobre o amor, se ele não fosse real.
Nunca escreveria sobre o amor, se ele não pulsasse em mim.
O sol nasce sempre no leste,
a bússola não guarda segredos,
apenas um sinal simples a decifrar.
E, ainda assim, no meio de todas as certezas,
ele é a única exceção.
Me perco toda vez que te vejo,
como o rio que esquece o caminho do mar.
Sem você, não há verso nem desejo,
a canção não aprende a rimar.
Teus olhos — castanhos, calmos, inteiros —
guardam o outono em pleno verão.
Neles, o tempo adormece primeiro,
e o amor desperta em contramão.
Você é o sopro que o tempo espera,
a brisa que volta só pra tocar.
Inspira meus sonhos, tempera a quimera,
ensina a saudade a dançar.
Há um azul escondido no brilho moreno,
um silêncio que sabe cantar.
Mergulho nele, pequeno e pleno,
só pra esquecer de voltar.
E se amar for mesmo um risco incerto,
que o vento leve o que for razão.
Prefiro seguir de peito aberto,
com você no centro da canção.
Se o mundo apagar a retina,
ficarei nos teus olhos — castanha e sina.
Eu amei te ver
Não escondo o quanto gosto de você
Seu sorriso de alma gêmea criou raiz
Você é algo
Que há muito tempo eu não via
Igual o caiz para um barco
O amor se faz, te levando além
Quando eu mergulhei fundo nesse olhar
Fui dono do mar azul, de todo azul do mar
A fábula da recomposição
Havia alguém que acreditava no amor como recomposição, mas não como acréscimo.
Dizia: “que você seja o que eu não consegui ser”,
porque existir sabendo que tinha aquele amor
era algo mágico —
e o sorriso dele era o único lugar onde queria estar.
Nunca lhe fez mal.
Nunca quis ferir.
Mas, de repente, ele sumiu.
Foi como um porto que se fecha sem aviso:
nada mais seguro,
o cais distante,
e nenhum sinal de volta.
Disseram: “quando você é jovem, você não sabe de nada.”
Mas aquela pessoa sabia o que sentia.
Porque uma das melhores sensações da vida
é amar.
E entendeu também que a maior felicidade
é fazer sentido na vida de alguém
e ser amado de volta.
Aprendeu que amar é doação,
é se dar ao outro.
Mas percebeu que o amor, às vezes,
fala uma língua parecida com a paixão —
e por isso confunde,
e por isso precisa ser pensado
sem se perder na emoção.
Um dia, descendo as estradas do Sul,
veio uma ligação…
e, enfim, a confirmação:
ele se foi.
E então ficou a dúvida:
de que adianta conseguir o que se quer,
se não é o que se precisa?
Porque há um tipo de dor silenciosa:
amar alguém
e ainda assim ser desperdiçado.
E há também aquela insistência do sentimento,
quando se está apaixonado demais para esquecer.
Mas, no fim, ficou um aprendizado:
se nunca tentar seguir,
nunca saberá o próprio valor.
Moral da história:
Amar não é apenas tentar recompor o que existiu, mas reconhecer quando é preciso ir além, para não se perder de si mesmo.
