Poema Nao Ame sem Amar
Querida solidão, por que não vai embora?
E leva contigo todo o mal que trouxe para mim
Desde muito nova, sempre fui acompanhada por ti.
Não sabia quem era você, por isso te acolhi.
Querida solidão, por que você é assim?
Seu coração é frio como o gelo,
Sua cabeça dura como uma pedra,
Mas você é como um grude em mim.
Mesmo rodeada de amigos, ainda sinto sua presença.
Querida solidão, por que escolheu a mim?
Sempre fui alegre e extrovertida,
Simpática com todos ao meu redor.
Mas, por tua causa,
Tornei-me mais fria e me isolei do mundo.
Querida solidão, por que faz isso comigo?
Nunca te fiz mal, nunca te tratei mal,
Mas você me faz sofrer.
Sempre que estou alegre, você chega,
E quando vai embora, eu me sinto ainda mais só.
Querida solidão, por favor, vá embora.
Não aguento mais você em minha vida.
Quero que tudo isso, toda essa dor, vá embora.
Porque, se você não for embora, eu é quem vou.
O pior tipo de pessoa não é a que vai embora. É a que te joga no lixo e, quando percebe o seu valor, volta para te recolher como se você fosse reciclagem.
É quem te chamou de ingrato, te abandonou quando você mais precisava e te deixou no fundo do poço. Depois reaparece vestindo a máscara de boa pessoa, como se a memória não existisse.
Quem realmente ama não descarta pessoas. Quem tem caráter não destrói para depois fingir que está salvando. Algumas desculpas chegam tarde demais, porque há feridas que ensinaram o coração a nunca mais aceitar o mesmo desprezo.
Nem sempre o que resta sentido a vc
Traz valia a min.
Não confunda Adriana Galisteu com Adriana de "Seu Zé Aristeu"
Desde a minha mocidade
Que a mente não quer sossego,
Vem nuvem de pensamento
Me tirando o aconchego,
Feito a tal rasga-mortalha
Pousada no cajueiro,
Trazendo agouro e medo.
Mas nem toda ideia e ação
Caminham no mesmo rumo,
Às vezes a ideia nasce
Inquieta, fora do prumo,
Tem hora que a mente pira
E o peito acelera do lado esquerdo,
a ansiedade arde por dentro, bate forte e explode, feito mamona exposta ao sol forte.
Pelo gatilho do barreiro, chega e me açoita.
Recebo como visita, ideação suicida
Chega de mansinho, vem me rondar no escuro,
Eu puxo a filosófica
Pra pular esse muro!
Se a morte quer ter ideia,
A vida entra na plateia
E faz do agir seu futuro!
Desde os meus cinco anos de idade
Que o pensamento vive a martelar,
De onde viemos, pra onde vamos?
Quem é que vai explicar?
Carrego a mania do espanto,
Desafiando o barulho dos meus pensamentos, prantos, mantos, perdas e lamentos
Que o invisível quer me dar.
Talvez eu morra na caverna, quem sabe em uma tapera e continue visitando os meus abismos
Sem toda resposta achar,
Mas enquanto houver o fôlego
E a vida me empurrar,
Minha alma bota a minha cabeça pra pensar,
Pra fazer do pensamento
O véu que revela o amanhecer
Quem tentou me prejudicar nunca teve uma vida que eu admirasse.
Aprendi a não me incomodar com quem não representa o destino que desejo.
Quem acrescenta, permanece.
O resto, o tempo leva.
Há afetos que não se repetem.
Sentimentos que só vestem um nome, uma memória,
um instante eterno.
É quando o coração sussurra o que nenhuma palavra
explica.
Às vezes correr e trabalhar muito não nos faz ganhar mais dinheiro! Ganhamos mais cansaço e perdemos momentos com a família!
Porque os clientes vão vir no tempo certo e na hora certa!
Hoje você trabalha muito!
Amanhã trabalhamos pouco!
E Deus cuida trazendo só o suficiente pra cada dia!
Se um dia você me perguntar qual é a minha maior meta para o futuro, eu não vou falar de carros, dinheiro ou status. Vou falar sobre construir um lar onde nós possamos dobrar os joelhos juntas antes de dormir, agradecendo a Deus por mais um dia. Um lar onde o amor não seja sustentado por cobranças, mas por paciência, respeito, diálogo e pela certeza de que Deus nos uniu para somar, e não para competir.
Eu não sou perfeita, mas por você, por nossa família e, principalmente, por mim, faço questão de me tornar uma pessoa melhor a cada dia. Porque acredito que o amor verdadeiro não nasce da perfeição, mas da decisão diária de crescer, cuidar, perdoar e escolher permanecer.
Eu amo uma mulher que talvez nunca saiba a dimensão do que sinto. E, ainda assim, não quero prender o coração dela ao meu. Prefiro amá-la em silêncio, desejando que a vida lhe sorria, mesmo que esse sorriso não seja por minha causa.
— Patrick Wallace
Estou mal e não sei por quanto tempo mais hei de ficar assim; estou apático e desinteressado por qualquer cousa, como se minha vida tivesse deixado de existir; tudo se tornou um peso o qual, quando colocado sobre minhas costas, tem as suas dimensões e, consequentemente, a massa aumentadas.
Vós leitores desentendidos, não tendes capacidade de compreender essa vastidão que me assola diariamente.
Leitores, se vós, amigos meus de longa data, encontrásseis alegria na existência, e se estiver vivo no anúncio dessa descoberta, clamai pelo meu vulto, que correrei até vós e vos abraçarei de todo o coração.
Caso esteja desacordado no interior de uma caixa de madeira, abri-a e cutucai-me com palavras que minha querida amada, na época da mocidade, costumava dizer. Com isso, hei de acordar e saudar-vos múltiplas vezes a fim de demonstrar-vos a minha mais pura gratidão.
Benzerei-vos e, depois de algum tempo, voltarei para me deitar, pois a minha juventude já se foi há muito tempo; foi-se com a partida de um certo alguém.
Rosas
Não me dou com rosas;
elas, de alguma forma, me cortam.
Por que me ferem?
Sempre me certifico de não haver espinhos.
Só apresentam suas lindas coroas vermelhas.
Seriam as pétalas finas, afiadas o suficiente para me machucar?
Pode ser que um espinho tenha passado, mas não há de ser, pois os checo incontáveis vezes.
Por que fazem isso?
Sempre cuido de suas pétalas tão bem, para que nunca fiquem sem;
mesmo assim, tornam-me a sangrar.
Quando a água se esconde, dou-lhes de beber aquilo que elas derramam; no entanto, ao se darem por satisfeitas, deixam de mostrar suas pétalas.
Por que não cuidam de mim?
Meu sangue é salgado?
Sou indelicado?
Sempre lhes proporcionei cuidado e atenção, a fim de crescerem em segurança; talvez o que lhes entrego não seja o que procuram.
Elas me cortam, e me remendo toda vez.
Elas me machucam; eu lhes dou amor.
Derreto-me em lágrimas, com todo o fervor do meu coração, pela alegria de suas vidas; as rosas, alegres e sorridentes, bebem daquilo que salta dos meus olhos e retornam àquilo que antes faziam.
Por que me negam?
Rosas, o que hei de fazer para vosso amor merecer?
Se nunca as poderei ter, para que hei de viver?
Vós, rosas lindas e amáveis, por que sois tão indelicadas comigo?
Eu vos amo de todo espírito.
Queria que me ameis, mesmo que por apenas um terço de segundo.
Estou remendado da cabeça aos pés.
Por que cochicham entre si?
Contai-me!
Fazei-me rir, rosas, para que me esqueça da dor que sinto!
Rosas, amai-me, pois vos amo.
Rosas, cuidai-me, porque vos cuido.
Rosas, alegrai-me, pois vos alegro.
Rosas, desculpai-me por vos escrever isto.
Apenas amo, porque não sei ser amado.
Unilateral
Naquela tarde de dezembro,
não achei que fosse nosso último abraço.
Você nem se recorda, mas eu me lembro;
a sua voz é a única lembrança que ouço.
Se soubesse que seria o último beijo,
teria desejado aos céus para torná-lo eterno,
para que o presente não fosse tão morno.
Ele daria um jeito.
Ainda olho para as pedras chutadas no verão…
Você consegue contá-las em minutos;
eu, não.
Eu me perderia, pois contaria também as lágrimas no chão.
Inevitavelmente, contabilizaria-as também,
mesmo que só você as tenha chutado.
Está tudo bem.
Talvez elas tenham te irritado.
Ah, se eu tivesse a sorte de saber que seria a minha última olhada,
guardaria meus olhos numa caixa
e os colocaria num cômodo sem energia.
Eles estariam mais contentes,
pois não fariam sofrimento ao amigo coração,
que, vendo-te passar, lamentava-se em vão.
Mesmo assim, nada mudaria.
Você saiu.
Sei que não está aqui,
que não haveremos de criar memórias,
sei que não terei tuas carícias.
Quantas vergonhas a mais vou superar
Quantas opiniões eu vou enfrentar
Não me importa o quanto digam o quanto eu tô bem
Se minha cabeça diz pra ir mais além
Mas se eu parar só pra observar
Quantos defeitos e erros hoje eu vou achar
Na verdade eu acho que já olhei demais
Porque a imagem do espelho nem me conhece mais
- Espelhos
Não adianta mais
Do espelho sou refém
Eu já não aguento mais
A imagem que reflete a alma
- Espelhos
Se não houver vida após a morte, isso mudaria o caminho que você escolhe trilhar?
- Vagabond, Pt. IV - Epitome, Epitaph
Há sempre uma escolha a fazer
Certo ou errado ninguém vai te responder
Não temos pressa aqui o tempo se dispersa
No fim do túnel não há nada a sua espera
O desespero só vai te fazer sofrer
A jornada da Vida
Nas voltas que a vida dá,
eu busco ser benfazejo.
Não sou, nem serei, melhor que nenhum outro alguém.
Mas almejo evoluir sem cessar,
sem menosprezar ninguém.
Faço da vida uma eterna travessia.
Seres que me encontram no percurso
levam de mim euforia e desventura.
Buscando me superar, vou tropeçando e me levantando,
mas sem jamais desanimar.
Perante a vida e a morte, tornamo-nos ensimesmados.
Ainda assim, sigo avante por meu caminho,
pois, ao fim, a jornada é meu destino.
— Kaiane Macedo
TEMPO PERDIDO
Tempo que não passa,
Tempo que não volta.
Tempo que faz falta,
Tempo que faz história.
Tempo que traz mágoa,
Tempo que traz perdão.
Tempo que traz solidão,
Tempo que também traz paz.
Tempo de amar,
Tempo de dançar,
Tempo de falar,
Tempo de abraçar.
Tempo desperdiçado,
Tempo aproveitado,
Tempo abençoado...
Ou simplesmente, tempo perdido.
– Kaiane Macedo
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
João 14:27
O ápice da vida é entender que todos merecem ser felizes.
O ápice da maturidade é não impedir ninguém de evoluir.
O ápice da existência é amar.
O ápice da sabedoria é ter disposição para aprender a viver.
