Poema Nao Ame sem Amar
Mera poesias
Esse amor que consome a alma
É mais fortes que o sol ao meio dia
Suas letras alimentam minha fome
Seu ciúmes alimentam a relação
Sou o fogo que queima o seu corpo
A água que sacia a sua sede
Sua diaba fonte de inspiração
Mulher de olhar lindo e sorriso angelical
Do passado fomos despidos de ilusões
Paixões de outrora hoje mera poesias
Escritas em papel de seda
Que o tempo se encarregou de amarelar
Confidente
Da minha janela
Olho para além do céu estrelado
Contemplo a lua cheia
Linda e radiante
Estás tão distante
Ao mesmo tempo
A sinto tão perto
E não posso tocar-lhe
Lua, lua, lua
Não contes
Meus segredos
Que a ti são revelados
Sei que me compreendes
Minha eterna confidente
Que acalenta minhas
Noites inacabadas
Quem me dera
Quem me dera voar como a águia... esquecer que ao longo da vida perdi algumas penas e outras que foram arrancadas
Quem me dera contemplar a aurora do amanhecer a beira de um penhasco onde nasce a flor rainha do abismo
Quem me dera sobrevoar o oceano acima das nuvens escuras onde o céu permanece azul e o sol radiante
Quem me dera despender das velhas penas, bicos e garras curvadas e voar sem destino pré definido
Quem me dera cruzar o céu ao som da brisa suave, bailar e cantar a mais bela canção
Quem me dera alçar voo ao seu lado sem olhar para trás... pois o universo é pequeno e a vida curta demais
Quem me dera, quem me dera
Se permitir abrir suas asas
Se permitir ver a vida além do horizonte
Se permitir um novo caminho
Se permitir uma nova história
Se permitir voar ao meu lado
Quem me dera, quem me dera
Amor, amor, amor
Será que o amor existe?
Ou apenas em poesias e contos de fadas?
Se existe, porque ele é efêmero?
Porque o amor machuca?
Será que o amor é para todos?
Ou poucos para o amor?
Talvez o idealizo demais
Tipo Romeu e Julita
Amor eternizado por shakespeare
Amor, amor, amor
O que será o amor?
Tangível, intangível, louco, sublime...
Amor que nos eleva
Ao céu e ao inferno
A confiança e a dúvida
Amor que as diferenças atraem
Com o tempo as diferenças
Questionam o amor
Mesmo com tantos questionamentos
Me pergunto o que seríamos de nós
Se não existisse o tão questionável amor
O amor que nos eleva
Ao céu e ao inferno
A confiança e a dúvida
Amor, amor, amor
Me diz
Reamente existe ou será fruto da minha imaginação?
Nos meus sonhos és tão real
Do nada invade minha mente, meu coração, minha alma
Por onde andarás ... sinto que existe em algum lugar
Quem sabe vagando em algum relacionamento vazio e exausto de me procurar
Tenho te procurado a cada segundo, dias, meses e anos
Meus dias e noites são longos e vazios
Despertar é doloroso e adormecer traz um breve descanso da procura implacável por você
És tão real quanto o vôo de uma águia
e abstrato como a brisa do mar
Nos meus sonhos, sinto que está chegando...
Reamente existe ou será fruto da minha imaginação?
Me diz
Sentimentos adormecidos
Antes da estrela do dia acordar
Abri asas em voo solitário
Rasguei penhascos e oceanos
Em busca do tudo em busca do nada
Alimentei-me de outrora esquecida entre nuvens escuras
Bebi o cálice amargo do abismo entre nós
Seu nome ecoou através de gritos sentidos
Acordando lembranças de outros tempos vividos
Solitária como águia fiz do deserto morada
Icebergs aqueceram minha alma gelada
Sonhos guardados deslizaram entre os dedos
Caíram sem chance de serem alcançados
No peito coração partido batia o pranto da dor
Nos lábios o canto cinzento sufocou o canto da fonte
O véu que abraçava o silêncio dissolveu com a voz do trovão
Acordando raios que iluminaram sentimentos adormecidos
O Gigante Adormecido
Num dia de calor em meio a vulcões
Ele emergiu do fundo do mar da vida
Ao seu redor viu explosões
Mas seguiu em frente tornando a terra garrida
Durante muitas luas mudou seu ar
Durante muitas chuvas veio a se molhar
Durante muitos dias precisou caçar
Durante muitas noites tentavam o assassinar
Mas ele não queria parar
Do lugar que o via como estranho
Ele veio a ser senhor
As feras tornaram-se parte do rebanho
Mas ele ainda sentia dor
O que queimava e partia a pele
Agora ardia no fundo da alma
Quando ele pensava estar seguro
Percebia em si algo obscuro
Durante muitas manhãs queria descansar
Durante muitas tardes precisava trabalhar
Durante muitas noites tentava se aconchegar
Mas era nas madrugadas que ele se via ao chorar
Mas ele não queria parar
Do lugar que ele era senhor absoluto
Ele já não tinha tanto amor
Pensando que tinha tudo
Só tinha olhos que viam vultos
E então
Quem sorria ficou de luto
Quem perdeu seguiu a luta
Quem estava junto era tudo
Quem venceu não tinha culpa
E ele precisou descansar
Áridos Campos
Sou flor nascida no frio,
colhida antes do tempo,
trazida ao árido estio,
pelo triste som do vento.
Só não sei ainda, o quanto,
de caminhos percorrer,
por isso este seco campo,
faz meu coração arder.
Saudade levo comigo,
de tudo que já que se foi,
deste céu, faço um abrigo,
para encontrar o depois.
Hoje canto, um canto triste,
céu escuro, quero vê-las,
sonho só o que não existe,
danço só, a luz de estrelas.
Dou a mão ao vento norte,
que sem rumo ele me leva,
em busca de outra sorte.
Quando eu te vi chegar
Quando eu te vi chegar
E tomar um café com a gente,
Senti algo diferente,
Boas vibrações no ar.
Então, fique um pouco mais?
A gente faz um macarrão,
Eu seguro a tua mão
E a gente fica em paz.
Uma prosa boa sobre vários assuntos.
Deixa a noite passar,
Amanhã vamos perder a hora juntos.
Deixa que fale, o povo.
Vamos rindo pelo caminho,
A tarde a gente se vê de novo...
Poesia Silênciosa...
Nesta manhã fria
onde o silêncio é poesia.
Meu estado de espírito,
sereno e manso... voa
perante o suave deslizar
deste rio tão belo e puro.
Sonhando acordado,
pergunto às suas águas
como pode o belo, ser tão belo !?
A resposta vem silênciosa, a quem sabe ouvir...
-- josecerejeirafontes
Humor Cadavérico
A frieza ríspida, brusca, inexpressa a verborragia eloquente de seus olhos onde se floresce a tristeza que escurece a abóboda dos teus olhares.
O rosto corado reflete com um ar trágico como água inerte, que transparece o sombrio e sádico desânimo de seus pesares.
Se esquece da natureza doce e reescreve em sua beleza o retrato da alma podre outrora ilesa, que agora padece em seus agitados mares de incerteza e de lagrimas que caem aos pares.
Será isto, um estado contínuo e irrefutável, que fora escrito na dura rocha do peito tal a lei?
Será passageiro, talvez a culpa tardia e longa dos tolos casos em que errei?
Seria isto, meu reinado de tristeza, melancolia áspera que eu herdei?
Se isto for, pego comigo toda essa lastimável podridão que a mim se mistura de forma homogênea, me proclamando ilustre Rei.
Declaração de bens
meu deus
minha pátria
minha família
minha casa
meu clube
meu carro
minha mulher
minha escova de dentes
meus calos
minha vida
meu câncer
meus vermes
Voe!
Com amor,
Pedi a Deus
Pra te levar em paz
E me trazer o meu eu
De volta pra mim
Com amor,
Eu disse Adeus
Entreguei a Deus
Os caminhos seus
Com amor,
Prometi a mim
Que seria assim
Fechei a porta.
Com amor,
Escrevi o poema
Para nenhum sussurro
De contrário vir
Voe,
como pássarinho cego
Que perdeu a rota
Sem saber da partida
Voe,
como falcão rápido
Cuja presa fácil
está bem distante
Voe depressa!
Se não, voarei
De receio já voei
Mas, voe,
não perca a vida.
Seu coração
É como ônibus, como metrô
As pessoas se empurram para conseguir entrar
Se encolhem para se encaixar
Se esforçam para transitar
Esperam
Dormem
Passam do ponto
Seu coração
É como ônibus, como metrô
Eles queimam para protestar
Protestam para melhorar
Arranjam espaço para marcar; pixar.
Eles brigam por lugar
Mas quem dirige sou eu.
...Queria recitar a dor
Mas, prefiro te mostrar em meus olhos
Na minha insônia atroz
No meu andar solitário
No amor que pra mim é algo só imaginário...
...Vou tentando caminhar na chuva, esquecendo deste fato
Que só o seu corpo eu tive
Sua alma nem por um instante
Fui feliz enquanto não sabia com nosso amor relaxante
Percebi que você não tinha amor
Seu passado voltou...
Nosso Amor
Intenso como a noite,
Profundo como a imensidão do oceano.
Perfeito como o raiar do sol pela manhã.
Bonito como uma criança que vem ao mundo,
Marcante como o dia de um casamento,
Especial como grandes e eternos amigos.
Assim descrevo o Amor que existe qui dento de nós!
Lindo? Não! Fiel? Não! Sincero? Não!
Muito mais que isso... Algo fora o comum.
Sistema de Preces
Hoje Seu Zé ficou doente,
Mesmo no seu mais belo sorriso,
Lhe faltava dente,
Mas ele nunca se intimidou,
Seu riso era a prova de que batalhou!
96 anos, sua esposa o deixou,
Mas permaneceu ao seu lado, até o dia em que expirou...
Mas hoje, Seu Zé adoeceu...
Já morava sozinho, cada um no seu caminho,
Viveu bem, como lhe pareceu...
Seu Zé nunca foi famoso,
Talvez esse nem seja seu nome,
E hoje não vai ser diferente,
Ninguém sabe seu sobrenome...
Neste momento estou orando,
Mas não conheço Seu Zé,
Conheço quem estão me mostrando,
Na mídia reconheço quem é!
Aquela atriz famosa,
Infortúnio, adoeceu,
A novela que ela fez era tão linda,
Que bom que antes ela não morreu,
Mas e agora? O que me cabe fazer?
Conheço essa bela senhora,
Vou orar para não perecer...
Sei que Deus está me ouvindo,
Eu e alguns milhões,
A vida é importante,
Isso toca nossos corações...
Pai...
Como é mesmo o nome dela?
Ah, isso não importa, eu lembro da sua novela...
Realmente, a vida é importante...
A de alguns são apenas... menos interessantes...
Assim... também não me incomodo...
Não conhecer Seu Zé, não indica que não me importo...
Na verdade, não escolhi por mim,
A escolha já foi feita,
Chegou ao meu conhecimento a necessidade da prece perfeita.
Nessa MANHÃ, o RELÓGIO DA SAUDADE tocou.
A memória dos abraços, carinhos e olhares tocou fundo ESSA MENINA, que por QUERÊNCIAS DO DESTINO sofre com a AUSÊNCIA.
Mas encontra DENTRO DA PALAVRA o acalento para transformar em versos a sua dor.
E nesse DOCE DESEJO de tê lo de volta em seus braços, eu escrevo meu ÚLTIMO VERSO, que transborda amor e que transforma, DENTRO DE MIM, a tristeza em beleza.
