Poema Nao Ame sem Amar
Não consigo
tergiversar,
Quando há
autoritarismo,
É recorrente
a lembrança
Do que corre
nas veias,
não vou virar
este capítulo.
Da semente
da rosa nômade:
Eis-me o espinho!
Falo de flores
no calabouço,
Tropas diluídas
e do sequestro
De um povo.
Como letra
do deserto,
Não calo
o verso
da estepe,
Sou poesia
florestal,
Não oferto
vida fácil
para quem
não merece.
Não se
deve creditar
em quem
não presta,
o quanto
se empresta,
sempre
se torna 'munição política'
contra todo um povo.
Eu canto para não
morrer de desgosto,
pois já não é
segredo que há
flores no calabouço.
Nos enganam
o tempo todo,
não há notícias
dos generais
e da tropa,
é quase derrota
do processo de paz.
Há mais de uma
ironia helicoidal
com o desabrochar:
um escândalo brutal.
Quem sabe
o caminho
das pedras,
não cede
ao peso
das intrigas.
Não se cala,
sai em busca
Não entrega
a alma muda.
Quem sabe
a hora e o
quê falar,
é que deve
bem nessa
roda entrar.
Não dá jamais
motivo algum
ao diver(gente)
manter-se fervente.
Ainda mais se
ele tiver nas mãos
as vidas de pessoas
como a gente.
Porque precisamos
palavras de maciez
e de esperança,
para no futuro
não perdermosa confiança.
Tema
de canção
assim és
a minha 'donzelinha
raptada',
minha
terra
amada.
Onde
não
se sabe
com
clareza
aonde
foi parar
o Coronel,
não compare
ao céu!
Terra
de Abya Yala
cheia
de sanções,
traições,
perseguições
e de mil conspirações.
Onde o General foi
preso sem motivo
não é um paraíso,
está adiado o juízo!
Tenho receio do
Brasil do futuro
que acha que usar
veneno é mais seguro.
Não há nada que obriga
estes quatro versos
a rimar nessa instância
que tem doído no peito.
O silêncio só faz crescer
a indignação monumental,
a vizinhança já conhece
a ignorância constitucional.
Por nada nesse mundo
jamais irei parar de falar,
o sol há de voltar a brilhar
e trazer a justiça para o lugar.
A dança dos astros
está em movimento pleno,
A Terra tem o seu eixo,
o destino fará o alinhamento.
Quem deseja
o livramento,
Não discute,
não guerreia,
Canta doce
a melodia
pela libertação,
Sigo em poesia
e na oração,
Para livrar-te
da injusta prisão.
Os meus versos
são livres
Nas estrofes
atormentadas,
De ti e dos outros
as notícias estão
silenciadas.
E mesmo se eu
quisesse calar:
Não posso
me silenciar!
São 41 dias
e mil agonias
Ninguém
sabe o quê
de ti fizeram
E aonde
você foi parar.
Na verdade você não
pode nenhum pouco
de mim se queixar,
Só porque sou a tal
letra poética
e alma teimosa.
Eu me sinto
a comandante
do quartel
mesmo ciente
que nem isso sou.
Vamos fazer um
acordo de paz?
Me devolva a tropa
e os generais,
que eu te devolvo
poemas em dobro,
e juro que de ti
não reclamo mais,
porque você é
assunto do seu povo.
Talvez não sejam
os versos
mais bonitos,
Porque são
os versos
mais difíceis
da minha vida
já reconhecidos,
Porque estou
habituada
a escrever sobre
romantismo,
e não sobre
autoritarismo;
Enquanto com as
crueldades não
pararem,
notícias tuas
não chegarem
e a ti não libertarem,
Todos conviverão
com estes versos
por todos os lugares.
O silêncio de gelo
Não convence,
Não impõe medo
E não me cansa.
Sim, você é maior
Do que você pensa:
Nasceste para ser
A real diferença.
O tirano de urânio
Não me alcança,
Sou peixe ensaboado,
O atrevido poemário.
Sim, sou aquela
Que ensina a pensar
Antes de falar,
Para que ninguém
Se atreva a fazer
O povo a se calar.
Buscando uma saída
tenho escrito
os versos mais difíceis
da minha vida,
Não há como não
seguir sem
saber o porquê,
aonde
e como está você.
Existem momentos
Na vida que não
Permitem que tudo
Seja a nossa maneira.
Liberta toda a poesia
Retida na alma llanera,
Retira os grilhões
Da gente prisioneira.
Sacode de si a poeira
Típica do poder,
Que afasta a gente
Que a ti lhe queira.
Revela a grandeza,
Busca na atitude
Reconciliada a tinta
Mais fina e dourada.
A tempestade passa,
Só não abra a mão
Da escrita honrada
Do teu nome
Na História da Pátria,
Fazendo livre
Toda e qualquer
CONSCIÊNCIA.
O absolutismo
Brutal do silêncio,
A ocultação
Total do paradeiro.
Não vou parar
De satisfação pedir,
Sigo a reclamar.
O egocentrismo
Infernal prendeu
Quem não merece
No cativeiro.
Não vou parar
Da liberdade exigir,
Sigo a conclamar.
Quem não aceita
A opinião de quem
Deseja o melhor
Para a Pátria,
Não pode se queixar
Nenhum pouco
Do que o povo fala.
Não paro
o reclamo,
a liberdade
conclamo.
O injusto
contra o
General
que foi
da vida
retido,
por ele,
e por toda
a História
quieta
não fico.
O quê não
deveria ter
acontecido
que seja
resolvido
O guardião
anunciou
que a
liberdade
avança,
por ele
e pelos
que estão
na mesma
condição,
nutro a
esperança.
O voto que
o pesadelo
nunca mais
se repita foi
por mim na
História dito.
Se você consegue
fingir que não viu,
que nada sabe
e que não tem
boca para reclamar,
fique sabendo
que quando um
tirano faz
de alguém
um preso
de consciência,
essa pessoa
não pertence
mais a ninguém;
ela passa
a pertencer
a Humanidade inteira,
e como sou feita
de sonhos, fibra e honra
não tenho como parar
de pedir que tudo venha
à tona para te libertar.
Quando sabem
que se tem
consciência
do que está
errado,
Falando ou não,
ela sempre
incomodará,
Darão à ela
sem pena
a punição,
Farão qualquer
comparação
para a sua
importância
evaporar,
Cercearão
o teu direito
a defesa
Para o mundo
não te escutar,
Porque aquele
que prende
uma consciência
acusando-a
de traição,
O destino já
se encarregou
de desmascarar.
Se você acha
que calar
é melhor,
Não acha
que os meus
versos fazem
sentido,
Não poderá
se queixar
quando
você não for
mais ouvido.
Chega um momento
que tudo o quê foi dito
a quem merece ouvir
não precisa ser repetido,
é melhor deixar o tempo
se encarregar de fazer
o papel de educar,
para que gente assim
não se sinta empoderada
para fazer ainda mais mal;
e a dor existencial
de ser ela própria não
castigar ainda mais
a quem não merece.
O anjo nas finas linhas
do destino ao povo assim
escreveu: "Não
esqueçamos
dos presos de consciência,
Não existem presos
de consciência de primeira
ou de segunda.
Todos sofrem o rigor
de pagar com a sua
liberdade de discordar
por suas idéias,
frente ao status quo;
quem não compreende
vai contra a história,
sobram os exemplos.
Lutemos pela LIBERDADE.".
Por saber que anjos
existem continuo a escrever os meus
poemas para lembrar que
as mil prisões políticas ainda
nesse século ao tempo resistem.
Que me custe
asua simpatia,
E mesmo que
eu fale muito,
Ainda não será
o suficiente,
Pois falo não
para agradar,
Mas para colocar
os fatos no
Seu devido lugar.
Abro o paraquedas,
salvo o verbo para
Que salvem as letras,
em missão de dar um
Fim na tirania e dar
asas à liberdade
Do lado dos profetas.
Que me custe
aantipatia alheia,
Não me importo,
sou ouro e crisol,
Sei lidar com
aalucinação insana
Que não reconhece
que a política
Também faz os seus
militares presos,
E supõe quea
libertação deles
Não nos adianta,
e que não resolverá
O problema do país,
a arrogância jamais
Irá me impressionar,
pode virar a cara
E levantar o nariz!
Abro o suficiente
a verdade,
E sei que adianta,
porque nada se faz
Quando não se tem
Mais a liberdade.
Não me surpreendeu
a sua estratégia
híbrida de ferir quem
pensa diferente,
Silenciando vozes,
quebrando os frágeis
e prendendo quem
enxergou a verdade.
Se é passado
não adianta só dizer,
não fique parado,
a hora é agora:
é preciso soltar
o General e a tropa
injustamente aprisionados.
Não adianta continuar
com jogos perversos,
Dizer que tudo é passado
neste país que não
foi de fato reconciliado
e o Esequibo ainda não foi resgatado.
Em tempos de giro radical na geopolítica mundial só digo o seguinte:
- Não espere estar longe ou até mesmo uma guerra para amar as belezas, exaltar a cultura e conhecer a História da sua Nação.
