Poema Nao Ame sem Amar
Não aceito mesmo
estando na condição
de poesia estrangeira,
e preocupação sincera,
aberta e continental,
Pois onde se prende
uma tropa inteira
por notório ardil,
e todos se contentam
de maneira submissa,
Até a fé já nem
é mais derradeira.
Sempre onde houverem
presos políticos,
serei poema que não
cala e não deixa
jamais ninguém se calar.
Desfila a falta
De compromisso
Com a razão bem
Na cara do povo,
Não sei se tenho
Dó, medo ou receio.
De quem assumiu
A Revolução como
Vingança e não
Como evolução,
Temo pela vida
De todos os que
Foram injustamente
Levados à prisão.
Desejo em prosa,
Verso e oração,
Todo o dia
Que ali paire e fique
O diálogo e a compaixão.
Não me lembro quem
falou que o pior castigo
para o preso político
não é a prisão,
mas o esquecimento.
Por isso a minha poesia
se colocou em missão
para não esquecer disso
a todo o momento.
Não vejo a hora de ver
o fim desse tormento,
pois não há como aceitar
nenhum falso justiçamento.
Olhando para o céu
Não cessa a inquietação,
Não sei a quantas anda
A sua libertação,
Vejo que do autoritarismo
Não está escapando nem
Os animais de estimação,
A mim me dói em tudo,
Dói o meu acidente
E me dói não poder
Estender a mão,
Não vou parar de escrever
Para ensinar a essa gente
Que é possível fazer
O caminho de volta em nome
Do perdão que faz bem alma,
E sobretudo ao coração.
Não são meus filhos,
todo mundo sabe disso,
mas sinto como fossem;
esses tantos filhos
que partiram para
o plano astral,
filhos adoentados,
filhos em diáspora,
filhos que se encontram
presos injustamente
e incomunicáveis,
filhos que são pais,
e filhos distantes dos pais.
A minha especial
preocupação são
com as estrelas,
não aquelas que
se colocam nos ombros,
mas as que nasceram
para viver grudadas
para sempre no coração,
Por saber da vileza
do mundo: por elas não
canso de pedir o diálogo,
a paz e a reconciliação
em nome da merecida
e justa libertação.
Chegou o tempo de olhos
voltados para o céu,
joelhos dobrados,
mãos coladas
em gesto de oração,
corações curados
e plena superação.
Sem ver a luz solar
por nove meses,
Sem saber quando tudo
isso irá terminar
E não há jeito de saber
aonde está o Baduel,
E da mesma forma
quando sairá o Miguel,
mesmo não tendo a grandeza
do livro vinho tinto,
Eis poemas soltos
que como livros
São registros de mil
histórias para contar,
Po(ética) feita para
O ostracismo se incomodar.
Não se perdoa
A conta-gota,
Não se libera
Pela metade,
Jogue fora
A sua vaidade.
A vida prega
Peças por si só,
É melhor optar
Pelo desapego,
Para viver a vida
Com a simplicidade
De que não tem medo.
Porque Pátria
É mais do que
Um pedaço de chão,
Ela é feita de gente
Que se leva no coração,
Vamos de mãos dadas
Pedir a total libertação.
Podemos ter
mil diferenças,
Não devemos
alimentar
a incoerência,
Devemos dar
mil oportunidades
a resiliência,
Jamais fortalecer
os monstros da
indiferença,
E superar todos
os dias as nossas
resistências,
Porque a lei
da vida
é bem clara
quando diz
que é preciso
dialogar,
se reconciliar
e perdoar para
não deixar o trem
da história passar
e na estação do
tempo nos abandonar.
A roda viva não para
De somar vítimas,
Ela vai condenando
De fome e os doentes,
Se alguém gritar
Ela segue girando,
Porque a preferência
Evidente é sempre
Capturar os inocentes.
Não há mais como
esconder o caráter
dos incoerentes.
Não há mais como
apagar a injustiça
dos impertinentes.
Não há mais
como retroceder,
Depois de tudo
o quê fizeram,
Só nos obrigam
seguir em frente.
Quebraram a minha coluna
A câmera e o microfone,
Você não faz idéia,
Me jogaram no chão,
Arrancaram o gravador
E a minha filmadora,
Só para dar voz a censura.
Assim como poesia que se
Propôs, surgiu e virá,
Virei tanta gente que nem
Faço idéia de quem são
E quantos são e em qual
Prisão política eles estão.
Porque eu poderia seguir
Sendo o quê sempre fui,
Para o amor que virá,
Porém, optei redigir
Por amor a liberdade.
Segue a tropa prisioneira,
Eis alguns recortes
Da grave situação:
O tenente acamado,
O General desaparecido,
E mais de um militar
Falsamente de crime imputado.
Não preciso nem dizer quem
Deu beijo na bandeira,
Depois disso tudo,
Entendi que foi ofensa.
Não há beleza hipócrita que
caiba em falsos perdões,
Da mesma forma que não
Se aceita ver a alma
amada nos braços de outro,
É bem dessa forma que
se encontra a liberdade
Nas mãos de quem nada vale,
não calo, não deixo calar
E não sossego nenhum pouco.
Seguem presos pelo menos
dois cirurgiões e nessa altura
Pode haver até bem mais
até sob tortura e eu nem sei,
Só sei que não vou parar
de falar enquanto não
Restabelecerem a paz,
que só a liberdade pode trazer.
Nesse instante atravesso
sem notícia e isso é
Como ficar sem saber
o quê fazer e sem a luz solar;
Estou presa inocente,
sem provas e sem julgamentos,
Porque não vejo a hora
Dessa história acabar.
A estrada da espera
tem sido dura e longa,
E só tem aumentado
a repressão a tropa,
Não dá para saber
o final da história.
Só sei que não se
deve parar de falar,
Não deixar ninguém
nos intimidar erguendo
A cabeça para a bandeira
do amor juntos hastear.
A promessa não foi
ainda cumprida,
Não sei o quê está
acontecendo,
A fórceps a Justiça
foi retirada,
E está em exílio,
Para ver a liberdade
raiar, eu não desisto!
Não há mais como
ocultar a preocupação,
Pois há um mal acordo
a caminho da segunda
Pátria que atrairá o Deus
da Guerra para dançar
Sobre o continente.
O Arcanjo se encontra
amarrado e com ele
uma legião de Anjos,
O tirano não entende
que precisamos deles
Em liberdade para nos
proteger de todo o Mal,
E que a reconciliação
tem tudo de celestial.
Eis a letra torturada
que escorre das mãos
Do cirurgião que foram
cruelmente quebradas,
Eis a oração de joelhos
da esposa do missionário,
Assim segue o poemário.
A consciência tem dado
Voltas em círculos,
Porque levantar
Não tem conseguido,
Há um povo coagido,
A Justiça em exílio,
Quem pensa tem sido
Preso ou perseguido.
A Ditadura ganhou
Um jogo por ela perdido
Feito de falsa promessa;
As flores do calabouço
Devem ter desaparecido,
Nem os generais mais
Antigos escaparam
Do brutal autoritarismo.
A firmeza das ruas vazias
Tem feito a sua cabeça
Com a melodia, eco e refrão,
O mundo vê a agonia
Da Estrella pedindo justiça
Em nome do amor no coração.
Rodeio, a poesia dos arrozais
Moro no Brasil
e você não viu
que estou entre
os brotos sempre,
nas mãos dos
nossos colonos
e nas colheitas
eis-me igualmente.
Você não sabe
que sou toda
esta linda História
de amor indo
em frente há muito
tempo silente
e corajosamente.
Sendo quem sou,
eles me sendo e nós
a Deus agradecendo:
Assim somos Rodeio,
a poesia dos arrozais,
com tradição e paz.
Caxambu do Sul
Onde o perfume de melancia
não se apaga da memória,
A minha poesia tem memória
originária e italiana,
Caxambu do Sul és minha Pátria.
Onde os ventos do Oeste
assobiam a melodia da História,
O meu poema é tambor enorme,
Caxambu do Sul eu honro o teu nome.
Onde as músicas levantaram
lavouras, cuidaram de rebanhos
e alimentaram peixes
que até hoje alimentaram gerações,
Assim és cheia de amores e paixões.
Onde os ventos do Oeste melodiam
todos os meus caminhos levam
os meus versos que beijam cada um
que se deu e ergueu por esta cidade:
- Caxambu do Sul, te amo de verdade!
Não importa a natureza da relação que você deseja ter com uma pessoa observe quem te elogia demais da mesma maneira de quem ao conversar contigo sempre deixa no ar alguma mensagem que pode te causar um dano psíquico.
Quem te elogia demais tende a puxar o teu tapete ou quem sempre te deixa algum tipo de dano quando conversa contigo pode vir a te ocasionar um dano igual ou maior do que a pessoa que superestima o seu ego.
Não é difícil de detectar pessoas assim por mais que tentem se conter, elas não conseguem sustentar tais papéis por muito tempo, é só você ter cabeça fria e não se deixar envolver que os sinais irão aparecer facilmente diante dos teus olhos.
Na nossa união
o quê é de louça
não é o nosso amor,
O nosso amor é muito
mais precioso
do que qualquer objeto,
Quanto mais o tempo
passa você me quer
o mesmo tanto que te quero.
Não apenas escrevo
frases para redes sociais,
Eu sou poetisa que
escreve poesia contemporânea
para quem sente demais,
e não quer fazer da vida
um tanto fez ou tanto faz.
Enquanto a liberdade não
vem para um General preso
injustamente por uma falsa
acusação de instigação
a rebelião e para uma tropa
em igual política prisão,
Desde o dia treze de março
do ano de dois mil
e dezoito tenho
escrito este poemário.
Não pertenço
ao continente e a essa
região de indiferentes
inundada de prisões
políticas intermitentes.
Não pertenço
ao continente e a essa
região de indiferentes
que se esqueceram
que o Sol da Venezuela
nasce no Esequibo,
e que ali fica a nossa
dupla fronteira
venezuelana e brasileira.
Sem nenhuma perspectiva
de justiça e uma suposta
notícia de mudança
para o cárcere de Yare,
O velho tupamaro
em greve de fome resiste.
Não pertenço
ao continente e a essa
região de indiferentes
que se cala para
os cinquenta imigrantes
mortos encontrados.
dentro de um
caminhão no Texas.
Eu sou brasileira nacionalista
e filha da América Latina
vibrante pela própria Soberania,
e por cada restituição
histórica nutro a estima.
