Poema Nao Ame sem Amar
Como faltou
água e luz
me transformei
em poesia
para não deixar
ao povo faltar,
Da mesma forma
assim sou quando
ao povo falta
pão e liberdade,
Sou aquela que
traz de volta
a Humanidade.
A vida do povo
tem sido triste
e sabotada
todo o santo dia,
ainda trabalham
pela volta da água
e da energia,
contando com
o apoio pela
estabilização
do fornecimento,
e eu sigo sem exagero
pela poesia porque
a recompensa
do poeta é a liberdade,
porque a minh'alma
indignada se encontra
presa com o General
que todos sabem
que é inocente
e com a tropa injustiçada.
Não escrevo como
o oficial que leu
o texto diante do
féretro do Comandante
porque ele e eu
sabemos o quanto
tem doído há muito
tempo essa despedida,
Dialogo diretamente
com a vida porque
o conjunto da obra
violou a lógica,
Não vou aceitar
que haja nenhuma
despedida porque
sou a reação quando
falta justiça,
e assim me recuso
a parar de falar.
Dizem que a luz
está voltando,
só não dizem
quando é que
a liberdade vai
voltar para o
seu devido lugar.
Não sei como
é que podem ter
acreditado em um
'chisme' de quartel,
e se rendido ao
papel de prender
quem nada fez
contra a Pátria,
não me permito
ficar conformada.
Não se prende
alguém só porque
meia dúzia usou
de acusação na fala,
Todo mundo sabe
que o General
está há poucas
horas de completar
um ano preso
sem ter feito nada.
Há alguma notícia
sobre os presos
nas duas siglas,
e assim segue
o silêncio brutal.
Nem um só
instante
nós dois não
esquecemos,
e não há um
dia em que
não paramos
de pensar
nos presos de
consciência,
e todos os dias
rogamos à Deus
que lhes dê
a resiliência
para o peso
que eles e
os deles têm
de suportar.
Falta tudo
e o pouco:
o perdão
e a reconciliação
para espantar
a escuridão
do coração.
Falta o quê
essencial
aos olhos,
ao peito
e tudo
aquilo
que está
impedindo
de trazer
a vida
de volta
para o
seu lugar
para
reconstruir
a Nação
de Bolívar.
É o abuso do absurdo
com o nosso coração:
os planetas dançam,
as horas passam,
eu não sei de nada
e você também não.
O mundo rodopia,
e nós sequer sabemos
dos presos políticos
detidos nas duas siglas
o quê sobra é a grave
e cruel silenciação;
a única certeza
que todos nós temos
é da plena escuridão.
Que venha a luz
e que acabem com
o silêncio de metal
que está sufocando
a minha poética de
um jeito sem igual.
Ainda a luz
não voltou,
e a liberdade
também não;
do cansaço
dos olhos
do General
não consigo
fingir que não
me atingiu,
pois a justiça
ainda não
o libertou.
Ah, Venezuela!
Se inteira eu
pudesse te
pôr no meu
colo como
se fosse uma
criança para
fortalecer
a esperança
que o tempo
ruim irá terminar.
Pediria para
fechar os olhos
não desistir
dos teus sonhos
e passava as mãos
nos teus cabelos
e diria baixinho
que a tempestade
irá em breve passar
Gira a roda
da fortuna,
as cartas
não foram
colocadas
da forma
correta;
Ao menos
o direito
ao Esequibo
não foi mais
uma vez ferido,
eu ainda hei de
ver a alvorada
na Venezuela.
Aos que dizem
que apoiam
deveriam com
o povo se
compromissar
e ajudar porque
humanamente
o giro do tempo
está trazendo
o quê pode não
ser tão venturoso,
porque na vida
é necessário
ser realista
igual a cada
passo que se
dá um por vez.
Em nenhuma
República
cabem
de maneira
alguma dois
presidentes,
quando li essa
notícia me deu até
vontade de chorar.
As urgências
que o povo tem,
e até agora
nenhum deles
fez o dever
de solucionar,
porque não
nascemos
ingênuos,
e consciente
da pressa que
eles não têm,
me sinto
livre para falar.
Porque a vida
deles é outra,
e eu apenas
poemas posso
escrever para
pedir socorro
mesmo sabendo
que poucos
se interessarão
pelo General,
a tropa e
ao povo,
que não têm
nem como
se confortar.
O início do poema trata do adiamento do julgamento feito pela CIJ.
Por aqui não
vamos nos calar,
Pode continuar
a se queixar.
A população
a voz elevou
para dizer que
sem condição,
sem satisfação
e sem solução,
é impossível
se conformar.
Por isso não
vamos parar
De virar
as páginas.
Não existe
canção de um
ritmo só,
Os poetas
estão sempre
do lado certo
da história.
Não nasci
alheia,
me aturem,
Mas não
me lancem!
Porque se
for assim
para longe
eu corro,
para criar
impulso.
Do destino
a dançarina
predileta
do abismo,
eu sou provocadora,
notória
e declarada
ironia.
Nota celestial
da canção
de um mês,
Escândalo
vizinho
da onde
o silêncio
virou freguês.
Você não imagina,
Não é fantasia,
A poesia é íntegra,
É cheia de motivação.
Real é a intenção
De converter
A tirania evidente
Em plácida libertação.
Virão mais poetas,
Porque a história
Nos pertence,
É secular a redenção.
Ao inocente os louros
da glória evidente,
Aos poetas a vitória
Na imensidão,
Ao povo o direito
de restituição.
Durante
a espera
convicta
destes
trinta dias,
Não há
quem
não pare,
De querer
de você
notícias,
Não há
quem não
se perca
no tempo,
Porque muito
é o silêncio,
Um preso
de consciência
pertence a todos,
Por Humanidade
até a Família dele
já nos pertence,
O humanitarismo
que nos reune
em lealdade,
Nos faz uma
grande Família
pela liberdade.
Não há mais como
disfarçar o espírito
hostil que possuis,
pois a sua ideologia
serve só a vontade
de roubar o sorriso
de quem lhe cerca.
O seu radicalismo
na verdade é para
mascarar a sua
índole perseguidora
que serve a um plano
que não lhe pertence.
Na nossa terra ser
dessa sua maneira
já se convencionou
como grave rotina,
é gente como você
que agride no meio
da rua a Maria Corina.
Colocaram as armas
em plena campanha,
e não estão respeitando
nem mais as crianças
bem nas nossas caras,
derreteram a moral.
Cada cabeça a
sua santa sentença,
aprenda a respeitar
a minha presença
que segue em greve
em tempo fome,
e não estou na
situação do Jorge.
O meu continente
é farto de tudo:
de sanções, tramas,
conspirações,
e de perseguições;
mantém um General
inocente na cadeia
em nome de gente
cheia de alucinações.
Falar em moral
nessas eleições
é escárnio,
onde reinou
a mentira
não abro
concessões,
foram tão ruins
comigo que estou
em plena exaustão,
é possível que ainda
eu declare voto,
mas depois de tudo
creio que não.
Votar sob pressão
é melhor anular,
votar sem pensar
não faço questão,
voto para ter
qualidade deve
ser estudado
para ser votado
com o coração.
A covardia foi
além dos limites
para ocultar
a manipulação
mascarada
de apoio alcançou
notoriamente
o subsolo da moral,
e virou noticiário
internacional:
porque jogou
população
contra população
para obter voto
sob pressão,
está explícito
que é tática
de repressão,
se a moral humana
melhorasse iríamos
dar outra condução.
NÃO
se trata
de uma
ausência
de sete
de segundos,
sete minutos,
sete horas,
sete dias,
de três
ou quatro
semanas,
e SIM
de uma
PRISÃO
POLÍTICA
que completa
SETE MESES
sem saúde,
sem provas,
e sem nenhuma
COERÊNCIA,
repletamente
COVARDE,
coisa de gente
sem nenhuma
HUMANIDADE.
Enquanto não houver
nenhuma notícia
ou alguma direção,
Oferecerei o melhor
de mim que é são
e nos salva
de quem não tem
nenhum coração,
Não adianta mentir,
e tampouco inventar
os meus poemas falam
por quem vocês
souberam prender
e do mundo inteiro calar.
E sem licenciar
mesmo ciente
que a agonia
não tem
como soprar,
Porque não há
uma clara
direção,
Permito
perder-me
na mística
da rima,
Para não diluir
a delicadeza
neste
Dia de Paixão,
Se você nasceu
filho do silêncio,
Fique sabendo
que eu não!
Para se tornar
um preso
de consciência
não é preciso
de muito,
e não é preciso
ter feito nada,
não é preciso
nem ter
ter vestido
ou não alguma
vez na vida farda,
Aliás, a roupa
não faz a menor
diferença;
Para se tornar
um preso
de consciência
só é preciso
de duas coisas:
decência
e dizer aquilo
que o mundo
precisa ou tudo
o quê você pensa.
Não tenho
o menor
interesse
em desestabilizar
a tua Nação,
a minha luta
que não é luta
segue a via
do convencimento
para pedir
a libertação,
porque quem
em nome
da amizade
conclama
pela reconciliação,
também estará
ao teu lado
em dias
de inverno
ou em dias
de verão,
pois dessa história
o verdadeiro
prisioneiro é
aquele que não
entende o quê é
viver o amor
de amizade
e o valor do perdão.
Evidentemente
no mesmo
destino,
partilhando
da exata
agonia de mais
um dia,
por não saber
mais notícia,
escrevo para dizer
o quê sinto,
porque quem disse
o quê pensa
está preso,
não nasci para
me calar,
e nem para ser
escrava do medo.
Enquanto eu
não ouvir
a voz daquele
que defende,
Serei oceano
de versos
em transbordamento,
Porque já pelo signo
do destino,
Tens mais do que
a glória suficiente,
Você mergulhou
para salvar a tua gente,
E eu a distância serei
um poema por dia
Com as cordas
do meu coração
pela tua libertação.
Não te conheço de perto,
mas os teus sonhos
de liberdade ultrapassam
as fronteiras
e são suficientes,
para eu aplaudir,
porque creio demais
que a Pátria Grande
irá voltar a sorrir.
