Poema Nao Ame sem Amar
Não gosto muito de ficar batendo, atacando e criticando a atuação da polícia nessa espécie de guerra civil contra o crime organizado à qual estamos submetidos diariamente.
Tenho ciência e concordo que existem alguns equívocos e excessos no "modus operandi" da nossa PM.
Entretanto, não é justo a população, a imprensa e toda a sociedade civil organizada jogarem pedras apenas para um lado em detrimento do outro.
Afinal, o tráfico continua matando cada vez mais jovens, velhos, negros, brancos, mulheres, homens, gays, deficientes, sem qualquer tipo de escrúpulo.
Dentro desse contexto, o maior culpado, na minha opinião, é o estado brasileiro, que sempre foi ausente em várias esferas sociais, incluindo educação, moradia, saúde, lazer e segurança pública.
Sempre faço uso da famosa frase de Paulo Freire:
"Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor."
Deveria ser um mantra em todas as esferas da sociedade, mas parece que não desejamos libertar as pessoas.
Pelo contrário, colocamos cada vez mais lenha na fogueira dos ressentimentos.
Talvez seja por interesses econômicos, políticos e pessoais bem estabelecidos, preferimos a divisão em detrimento da união.
E assim, a guerra de todos contra todos de Thomas Hobbes continua firme e forte em nossas vidas.
Acredito que a luta intraclasse seja pior que a luta de classes.
Não há sentido em ter pobres contra pobres, nordestinos contra nordestinos, empregados contra empregados, aposentados contra aposentados, escravos contra escravos e oprimidos contra oprimidos.
Acredito que a luta intraclasse seja pior que a luta de classes. Não há sentido em ter pobres contra pobres, nordestinos contra nordestinos, empregados contra empregados, aposentados contra aposentados, escravos contra escravos e oprimidos contra oprimidos."
Reconheço a utilidade do ato.
Porém, não vejo validade moral em fazer caridade apenas para garantir vaga no paraíso celestial.
DINHEIRO
Oh! Dinheiro, de uma coisa não temos sorte; não podes deter a morte.
Oh! Dinheiro, não tem jeito; sem você, sofremos preconceito.
Oh! Dinheiro, contigo inimigos tornam-se amigos; amigos tornam-se inimigos.
Oh! Dinheiro, o que importa é que estás sempre na moda.
Oh! Dinheiro, sem você ninguém escuta; com você, a verdade torna-se absoluta.
Oh! Dinheiro, aonde se escondes? Desejo achá-lo aos montes.
Oh! Dinheiro, te quero de janeiro a janeiro.
Oh! Dinheiro, sem distinção, para bem ou para mal, sempre te buscarão.
Oh! Dinheiro, na busca por ti, muitos vão mentir, trair, agredir e destruir.
Oh! Dinheiro, tenho pena de quem faz cena, afirmando que dinheiro não vale a pena.
Oh! Dinheiro, acabe com a fome que muitos consomem.
Oh! Dinheiro, contigo toda alma se acalma.
Oh! Dinheiro, és um verdadeiro Deus; tens o mundo inteiro a teus pés.
Para mim, o capitalismo não é uma teoria; é a prática da natureza humana individualista, egoísta, interesseira, ambiciosa...
O capitalismo é a imagem e semelhança da natureza humana. Por isso, há tanta dificuldade em ajustá-lo. Estamos lutando contra nós mesmos.
Se a maioria das pessoas fosse boa de verdade, a teoria socialista seria predominante.
O capitalismo venceu por atender às nossas necessidades individuais.
O capitalismo se alimenta da alma do ser humano, e o grande desafio realmente é reduzir os efeitos colaterais.
Fico pensando como melhorar um mundo onde parecer bom vale mais do que ser bom.
Onde está a crise da música brasileira?
“Há uma crise na produção musical, mas isso não é culpa da gravadora. É uma crise de criatividade.” (Alexandre Schiavo).
Muitos alegam que a falta de criatividade do músico brasileiro. Penso que, na verdade, o que falta é oportunidade para música de boa qualidade.
Acredito que a indústria fonográfica, ávida por lucros, prefere buscar uma produção barata e de rendimento fácil na internet, através dos campeões de acessos do canal YouTube.
Porém, passados meses, aquele novo hit já não é mais o top 1 das paradas musicais, dando lugar a outro que ficará alguns meses também.
Nesse círculo vicioso, vence a música que atinge mais visualizações em detrimento daquela de melhor qualidade.
Claro, isso não significa que o fato de ter se popularizado por causa da internet faz do artista mais ou menos talentoso. Afinal, apesar de poucas, existem bandas nascidas na internet com grande conceito crítico.
Entretanto, com a dispersão inerente à internet, acaba criando um buraco enorme, onde muita gente boa se perde.
A seleção sendo feita por número de visualizações, num país carente de senso crítico, vencerá "Quadradinho de oito" e o "funk LecLecLec," por exemplo.
Fico pensando: o que seria de Chico Buarque, Raul Seixas, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Renato Russo, Noel Rosa, Djavan, Guilherme Arantes, Milton Nascimento e outros grandes representantes da boa música brasileira se tivessem iniciado suas carreiras nos dias atuais?
Acho que todos estariam no ostracismo, passando fome, teriam que procurar outra forma de ganhar dinheiro.
Por fim, acredito que não há crise de criatividade, e sim falta de oportunidade.
O fato de ter se popularizado por causa da internet não faz do artista mais ou menos talentoso.
Entretanto, a dispersão da internet acaba criando um buraco enorme, onde muita gente boa se perde.
Num país carente de senso crítico como o nosso, a seleção feita por quantidade de visualização compromete a qualidade da produção artística vigente.
Por que comemoramos o dia da Consciência Negra e não da Consciência Humana?
Porque para escravizar por mais de 300 anos não houve consciência humana.
Simples assim!
A vida é feita de processos!
Sucesso e fracasso não são frutos do acaso.
Estão estritamente interligados as sementes que plantamos, não acontecem de repente.
No mundo mágico das crianças não há espaço para segregação, preconceito, discriminação.... por raça, cor, etnia, classe social, religião...
Já no mundo trágico dos adultos...
Se para sofrer não precisamos do outro.
Será precisamos realmente do outro para ser feliz?
Eis a questão!
Não é não é para todos.
Cabe a você não ceder ao jogo da sedução, ao canto da sereia...
Se assim lhe convier.
Não vejo problema em ter um padrão.
O que não concordo é querer impor determinado padrão como verdade absoluta e universal.
Não devemos negar o sujeito, ignorar a singularidade.
Sua ação, esforço e capacidade de aproveitar as oportunidades oferecidas, independentemente de usufruir dos privilégios de ter nascido no seio da burguesia.
Se nos concentrarmos demasiadamente no inverno, não testemunharemos a chegada do verão.
É crucial experimentar todas as estações.
Algumas pessoas optam por viver em um inverno constante, buscando sempre motivos para não se aventurarem.
A pessoa centralizadora geralmente impede a ajuda dos outros, não deixa ninguém falar...
E depois sugere que, sem sua participação, nada progride.
Não é só amor, é preciso ter algum valor.
Não é só sentimento, é preciso ter algum reconhecimento.
Não é só zelo, é preciso ter algum respeito.
Não convém alimentar as sementes da discórdia com nossos prejulgamentos.
Se não podemos ajudar a solucionar os conflitos ao nosso redor, por que prejudicar?
