Poema Nao Ame sem Amar

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⁠Reciclando Retalhos em Meu Eu Descartável

Nosso inconcreto se concretizou,
Não se encaixando em qualquer definição,
Avançamos a etapa da distração,
Tapando os furos e as gafes,
Transpondo muros de pedra sabão.

Reciclando Retalhos,
Empilhando cascalhos,
Fragmento sou, em meu eu descartável.

Resíduos da sua fragrância,
Fragmentos da minha lembrança.
Todavia não fracassamos,
Deveras enfraquecidos estamos.

Provavelmente nos recuperamos,
Ou recuperaremos as bobeiras que escaparão,
Diálogos longos, bobos parágrafos sem significação.

Reciclando Retalhos,
Empilhando cascalhos,
Fragmento sou, em meu eu descartável.

O sabonete que era seu desgastou,
A avelã que me deu estragou,
O estoque de aveia esgotou,
O banquete pra dois esfriou.

A aliança na gaveta
E o álbum guardado.
Ela está satisfeita,
Me vou conformado,

Reciclando retalhos
Em meu eu descartável.

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⁠Teu sorriso esfacelou,
Tua esperança esfacelou,
Teu sonho esfacelou,
Ela não vai voltar.

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⁠Não foi o vírus que a matou,
Foi o desprezo pela vida,
De quem nem mesmo a conheceu.

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⁠Tua missão esfacelou,
Teu projeto esfacelou,
Tua presença esfacelou,
Ela não voltará.

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⁠Não foi o vírus que a matou,
Foi a tolice desmedida,
De quem negava o inegável.

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⁠Quem a matou não se deu conta,
Que a negligência contamina,
Não há vacina, pra estupidez.

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⁠Não me recordo dos teus nomes,
Nomes demais pra recordar,
Nomes demais pra mencionar.

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⁠Poesia Pandêmica

Teu sorriso esfacelou,
Tua esperança esfacelou,
Teu sonho esfacelou,
Ela não vai voltar.

Não foi o vírus que a matou,
Foi o desprezo pela vida,
De quem nem mesmo a conheceu.

Não conheceu os teus amores,
Não conheceu as tuas dores,
Os teus temperos e sabores,
A tua chama lutadora a flamejar.

Tua missão esfacelou,
Teu projeto esfacelou,
Tua presença esfacelou,
Ela não voltará.

Não foi o vírus que a matou,
Foi a tolice desmedida,
De quem negava o inegável.

Quem a matou não se deu conta,
Que a negligência contamina,
Não há vacina, pra estupidez.

Ele nem mesmo a conhecia
E suas inofensivas idas e vindas,
Ceifaram vidas, arruinaram vidas.

Não me recordo dos teus nomes,
Nomes demais pra recordar,
Nomes demais pra mencionar.

Mas conheci os teus amores,
Eu conheci as tuas dores,
Os teus temperos e sabores,
A tua chama, lutadora, a flamejar.

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⁠Mas não foi nesse período,
Que tudo aconteceu,
Antes da resposta
Já havia a interrogação,

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Provoco-a por provocar
Só pra vê-la revidar
Onde me encontro, encontro Jú
Contudo, não decifro Jú

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Verso Corrido: Do que têm não falta nada

Na rampa ela me acurrala,
Chamando pra brincadeira,
Desvia, faz volta e meia,
Corro dela, ela é corredeira.

Na arena baila quadrilha,
Escorrega rega a soleira,
Foi quem inventou a cartilha,
Dengo ela, ela se zangueia.

Aprecio com dever cumprido,
A mensagem imortalizada,
Quando solto esse verso corrido,
Do que têm não falta nada.

A primeira puxa a fileira,
Calada me arma cilada,
Saltitante esquenta a chaleira,
Do que têm não falta nada.

Debate de pura bobeira,
De meiguice a rabugice,
Corro dela, ela é corredeira,
Dengo ela, ela se zangueia.

Aprecio com dever cumprido,
A mensagem imortalizada,
Quando solto esse verso corrido,
Do que têm não falta nada.

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⁠Dou-me conta que não posso transportá-la
Pruma tela; tintas não expressam-na.
Ou montá-la em argila, rocha ou mármore,
Nem harmonias em consenso manifestam-na,
Se rabiscasse os casos tornar-se-iam folclore.

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⁠Soluções para as questões,
Que não precisaremos preencher.
Poderíamos ter feito mais,
Como poderíamos ter feito menos,
Portanto, está de bom tamanho aquilo que fizemos.

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⁠CYN

Soluções para as questões,
Que não precisaremos preencher.
Poderíamos ter feito mais,
Como poderíamos ter feito menos,
Portanto, está de bom tamanho aquilo que fizemos.

Sim, Cynthia.

Será que conseguiremos,
Realizar todos os planos, plenos ?

Será que encontraremos alguém,
Que nos ame intensamente, veemente ?
Algumas dessas pessoas já encontramos.
Outras sempre estiveram conosco.

Sim, Cynthia.

Será que seremos bons profissionais ?
Éticos possivelmente, triunfantes talvez.

Será que teremos as coisas
Que gostaríamos de ter ?
Sei que teremos divisas
E o temor de não chegar a obter.

Sim, Cynthia.

Será que seremos salvadores,
Nessa via vitimada ?
Vitoriosos sim, noutra pista.
Seu próprio nome já leva a conquista !

Sim, Cynthia.

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⁠Não necessariamente nesta sequência

Ligo o ventilador
Quando está quente,
Logo esfria;
Cubro-me com lençóis.
Participei duma pescaria
Antigamente,
Nada pesquei,
Esqueci iscas e anzóis.
Sinto-me esquecido,
Os sintomas se agravam,
Sou comprimido
Sem prescrição.
Nunca aprendi
A calcular divisões,
Talvez por isso, minha vida
Tem sido uma grande multiplicação.

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⁠Não me interessam as pesquisas,
Nem os avanços da medicina,
Se os astronautas vão a Marte,
Ou se a Arte sincera ensina.
Me atenho ao rito da salvação,
Glória a ti, diva da devoção !

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⁠Sara
(ao surgir tinha ido)

Rangeu o taco,
Trepidou o piso.
Fingi não ter ouvido,
Mas ela era e estava.
Atrás, nas minhas costas,
Quietinha.
Respiração semi-ofegante,
Ela se continha.
Aguardei-a,
Ela tinha seu próprio andamento.
É maravilhoso repassar,
A sensação de ter fingido.
Guardei-a comigo.
Naquele abreviado baque,
Assustou-me.
Deixei-me assustar
E ao surgir tinha ido.

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⁠Prevemos o imprevisto
E não nos prevenimos,
Somos improváveis
E imprevisíveis.

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⁠Emana seu íntimo,
Tua essência transpassa,
Derrama cadência,
Não anda, ultrapassa.

Inserida por michelfm

⁠Margô fica angustiada,
Por não realizar suas proezas.
Margô fica assustada,
Só de pensar nos desacertos.

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