Poema Nao Ame sem Amar
Máximas de uma Mente Débil
Vá a Ela,
Pois sozinha
Ela não virá até ti.
Ou então,
Não vá a Ela
Pois entediada,
Ela tende vir a vós.
Ainda que teu apreço,
Encontre-se obstruído,
Saiba que Ela o circundará.
Mas tua estada nesta fossa,
Não necessita se resumir,
A este mísero monte de dejetos.
Não obstante, acredito
Ou ao menos tenho um leve espasmo,
Mas talvez nem isso,
De que foi em minha infância
Que tal patologia me aplacou.
Enquanto não soluciono
Os axiomas do indissolúvel,
Continuo a seguir o conselho,
Daquele supremo vermezinho filosófico Que habita minha psique;
Diz ele, em toda tua sabedoria verminal:
“Caro atarefado, não te sobrecarregues,
Pois do ócio vieste e ao ócio retornarás.”
Vinde a mim motivação findável,
Não se encerre garoada de chuviscos,
Seja audacioso quando ácido banhar-te,
Em riscos permanentes seremos menos cruéis.
- Ainda que não me queiras,
Farei tudo o que quiseres !
Contanto que me permita
A condição de verdes;
Vasta Sorte de Azares
A prudência não foi vista
Recentemente,
Os excelentíssimos
Desarticularam-se.
Na cédula pomposa
Elegeríamos cardápios,
Opções que limitavam-se
A nenhuma alternativa.
Uma bela dor,
Mostra quem fomos,
Então a bela dor,
Mostra onde estivemos.
Afinal a bela dor,
Mostra quem somos,
Vasta e bela dor,
Nas remissões, logradouros.
Agradeço esclarecer-me
O que foi péssimo,
Sem tuas agressões
Banhadas de exageros,
Eu não distinguiria
Quais receios são sinceros.
Nossas opções
Quase sempre limitaram-se,
A pouca ou nenhuma alternativa.
Das várias desavenças,
Entre ímpares e pares,
Na vasta sorte de azares,
Pinçamos perspectivas.
Cordeiros não serão imolados,
Os Deuses da discórdia sangrarão.
Vingança não é prato requentado,
Mas banquete aos relegados
Onde os mesmos se fartarão.
Superávit de inteligência,
Descreveu não leu é porque não viu,
Déficit de coerência,
Justapostos ao regime que os pariu.
Como igualar se não descrimina ?
Quando era muchacho não adivinhava,
Que no orbe dos adultos a gente se adestrava.
O conformismo é o lar do que não foi,
Resguardo para o que jamais será.
O maior problema que ao crescido cabe,
É alimentar a presunção de que tudo sabe.
A frase lúdica que ele repetia,
Não era música, não era poesia,
Mas a enfática que ele pretendia,
Era sua voz rouca quem transmitia.
Nunca viram seu rosto,
Não sentiram o gosto do café,
Esqueceram que existe pureza, Tornaram-se escória, ralé.
Narre-me o que não me convence,
Banhe-me de lorotas que me alimentem.
Não sei mais se pago pela sua prece,
Por ter me nutrido como os que sentem.
