Poema Nao Ame sem Amar
"O objetivo do burro é transformar tudo em um pasto."
"O sonho do burro não é largar a carroça, mas ter mais força para puxar mais peso."
"A felicidade do burro é um pasto cheio de capim."
"Com tantas pessoas inteligentes, provar que não sou um idiota, não é fácil."
Ou
""Com tantos idiotas, provar que sou inteligente, não é fácil."
"Só porque estou em paz não significa que não haja alguém na guerra."
"Só porque estou no céu não significa que não haja alguém no inferno."
"O que me incentiva sair da guerra são aqueles que encontram a paz."
"O que me incentiva sair do inferno são aqueles que chegaram no céu."
É vc!!
As vezes me pego distraido, mas não é sons de moidos, não é passaros cantando, sons de carros andando, não é tristesa que me aflija, não é doença na minha vida!!!
É apenas vc!!!
É vc que preenche meu dia com alegria, com o sorriso que encanta o meu presente, como uma oração de Maria, trazendo paz para um amor mais frequente!!
É vc!!! Somente vc!!
[A lição de Biel: Sorrir ao partir]
Simplesmente um pássaro que não podia voar,
Raramente se queixava, se empenhava em insistir,
Particularmente nunca o vi reclamar,
Sua grande qualidade era sorrir ao partir.
Jamais partilharia a sensação de voar,
Estar no alto das nuvens e dali acenar,
Mas ele podia sem nenhum impedimento,
Sair da atmosfera só com seu pensamento.
Sabia que esta condição, Não o impediria
De buscar a mais longínqua sabedoria.
Simplesmente um pássaro que não podia voar,
Raramente se queixava se empenhava em insistir,
Particularmente nunca o vi reclamar,
Sua grande qualidade era sorrir ao partir.
Se um pássaro sem asas aprendeu a lutar,
Quem somos nós para duvidar,
Da vida só o máximo devemos extrair,
E se tivermos que ir, vamos sorrir ao partir.
Simplesmente um pássaro que não podia voar,
Raramente se queixava se empenhava em insistir,
Particularmente nunca o vi reclamar,
Sua grande qualidade era sorrir ao partir.
Da vida só o máximo devemos extrair,
Quando tivermos que ir, vamos sorrir ao partir.
A sarjeta não discrimina,
Nos acolhe, nos apadrinha,
Igualmente materna e azinhavrada,
Para com repulsivos, escorraçados.
Somos suntuosos borrões,
Corajosos apavorados,
Expostos assim de repente,
Na vitrine um vapor dispersado.
Ennoê
Por fim, não há razões reais,
Que me permitam,
Afastar-me de você.
Para tal, venho por meio desta,
Rebuscada tentativa falha,
Rascunhar em linhas vagas,
Percepções, poéticas consumações,
Que até então, pouco pude compreender.
Ennoê, não há razões reais
Que nos façam embrutecer.
Ennoê, as decisões tomadas
Serão consideradas para esclarecer,
Os aspectos sadios adicionados a mim, Por estar diante de Ennoê.
Espectros sombrios,
Apaziguados por nossas orações.
Poéticas consumações,
Que permitem, aproximar-me de você.
Ennoê, não há razões reais
Que nos façam embrutecer.
Poéticas consumações,
Permitem, aproximar-me, Ennoê.
Quarteto para Cordas Bambas
Sinceramente, não tenho a mais rasa noção, de como fomos atirados, nesta conflituosa e elevada ponderação, sobre temas, que até então não haviam sequer esboçado, uma breve coceira, em meu recipiente craniano. Me foi marcante, o ecoar da voz ressonantemente sedutora e excitatória de Renatinha, através do corredor que antecedia a sala de reuniões. Simultaneamente, em tom esbravejante, de profunda severidade, na antessala, Grazi especulava com excessiva convicção, o quão produtivo, era utilizar a centrífuga, para secar, seus pares de tênis recém enxaguados; ao passo que Cláudia, em toda tua cordial exposição de pontos de vista, afirmava não ser prudente, tal método de secagem dos calçados, pois isto reduziria drasticamente a vida útil dos mesmos. Gabi, não dava a menor importância, para nada, daquilo tudo, e mantendo o tradicional diálogo interno para consigo, só conseguia pensar em maneiras infinitas, de como não estar ali.
Distribuo Atritos com Garantia Estendida
Lamentavelmente não acumulo cifrões,
Muito provavelmente por inaptidão,
De resto, tanto acúmulo.
Acumulei...
Saberes, palermices, sabores,
Prazeres, crendices, descrenças,
Compadres, tolices, amores,
Novidades, mesmices, plateias...
Acumulei...
Hematomas, saltitos, cafunés,
Excursões, alardes, historíolas,
Ruínas, empates, calmarias,
Tralhas, capotes, estreias...
Faço tuas as minhas palavras,
Sem risco de devolução.
Mesmo isso sendo o cúmulo,
Sugiro como princípio, uma única encíclica:
Neste parágrafo, sede travessão.
E em negrito maiúsculo sublinhado
ACUMULAI
Movediço
Sou possuidor de valiosas crenças, das quais não abro mão e defendo violentamente; edificantes, todavia o descarrilamento, faz-se tragicômico. Portanto e justamente por isso, até o final do dia, muito provavelmente, por este ou aquele motivo, eu já as tenha descartado.
Seria até mesmo poético,
Se não fosse o fedor putrefato,
De molho à bolonhesa,
Com gás mostarda.
Mas enfim,
Nem sempre poesia cheira bem.
E com relação ao mecanismo de ejeção,
Fidedigno profissional da logística; Remessa enviada com sucesso.
Agora caberia aos recursos naturais Cumprirem seu ofício,
Fazendo a recepção,
Servindo como destinatários.
Era uma manhã de terça,
Recordes pulverizados na maratona.
Como de costume,
Eu estava propositalmente atrasado.
Ao somarmos o sofrimento de uma vida,
Concluímos que toda e qualquer morte,
Não pode ser outra coisa, senão branda.
É possível que levemos
Muito tempo ainda
Para compreender,
Quão estratégica era a atitude dela,
Soube esperar o momento certo,
Algo extremamente difícil
Até mesmo para quem é munido
E amparado por longos períodos
De experiência prática de vida,
Mas sim, ela sabia esperar
E o desfecho sempre será surpreendente,
Se permitirmos, com que ele aconteça.
Despeço-me da letra,
Do leitor e da leitura;
Para estar com ela.
Lamentavelmente,
Não sei contar histórias,
Nunca aprendi.
A narrativa que me perdoe,
Mas foi na rima que me perdi.
Brunná e a Esperança que não Cessa
Havia tudo sido combinado,
Com cautelosa antecedência,
No prazer a apreciação,
Do repouso ao movimento e potência.
Mas quem afinal
Dentre estes que arriscam prever,
Haveria de enfim suspeitar,
Que tanto talento irrompe,
No dilúvio devastador de poder.
Tu podes tudo o que pensas ?
As perdas pertencem ao pódio ?
Conquistas são consequências,
De derrotas, do amor e do ódio.
Brunná e a Esperança que não Cessa,
Se intensifica e não cessará.
Posso afirmar bulhufas de fato,
Exceto pela parte que me toca,
Insisto que teu toque provoca,
A esmagadora prova de que
O que pode ser provado,
É ciência que não nos interessa.
Não fazemos ideia
Dos porquês,
Ocupamo-nos
Apenas, do aroma dos buquês.
Que restem penas,
Cheiros, perfumes, odores,
Penachos, farroupilhas.
Que restem arenas,
Termas, gladiadores,
Pomares, pantomimas.
Que seja esta nossa sina.
Que reste apenas,
Rima sobre Rima.
Para Além da Extensão de Meus Atos
Temo, que não possa viver de outra maneira,
Se não na forma de combustível fóssil,
Sou insustentável por mim mesmo.
Só ajo por combustão
E meus derivados são nocivos,
Minhas fontes que não são renováveis,
Tem se exaurido com velocidade alarmante.
Em meu cartel particular,
Promovo commodities especuladas,
Que monopolizam meus recursos,
Em prejuízo daquilo que tenho de melhor,
Causando estragos, irreversivelmente permanentes,
Que abalam o egosistema.
Em meus escombros,
Me escondo
De mim.
Conquanto,
Sou eficiente
Em denunciar-me.
