Poema Nao Ame sem Amar
Mas há uma fé que pensa, discerne, espera,
Que não se perde em cada nova primavera.
É fé que examina, que busca entender,
E mesmo sem ver… escolhe crer.
Não é só saber... é conhecer de verdade,
É andar com Deus em sinceridade.
É ouvir Sua voz nas manhãs silenciosas,
É ser podada pra dar flores mais formosas.
Quem O conhece se torna outro ser,
Tem brilho nos olhos, tem novo viver.
Não revida com ódio, responde com paz,
Pois a sabedoria do alto o conduz sempre mais.
É diferente quem caminha com o Santo,
Não se vinga, não busca aplauso nem encanto.
Foge do mal, abraça a justiça,
E mesmo em lágrimas, não perde a vista.
Conhecer a Deus não é religião,
É nascer de novo em espírito e coração.
E quem prova do amor do Pai Celestial
Carrega em si um perfume sem igual.
Sabedoria não é só razão e saber,
É viver o que o céu nos faz entender.
E o mundo percebe, mesmo sem entender:
"Há algo diferente naquele ser..."
Deus não se mostra à pressa vazia,
Nem ao coração cheio de aparência fria.
Mas à alma que O busca com sede e verdade,
Ele se revela… com doce intensidade.
Não é no barulho que Ele costuma falar,
Mas no quarto fechado, no joelho a dobrar.
Quem O busca em espírito e em coração inteiro,
O encontra — e encontra um Tesouro verdadeiro.
É Ele que nos lembra quem somos em Deus,
Mesmo quando tudo nos diz que não é mais teu.
É consolo, é poder, é direção,
É paz que invade sem explicação.
Não é sobre o que sinto, é sobre o que creio.
E eu creio que há sol, promessa e calor.
Mesmo quando tudo parece sombrio,
Então ergo meus olhos, não para o que muda,
mas para o Deus que é constante e fiel.
O céu pode nublar, a alma até chorar,
mas meu coração está voltado para o Céu.
“Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos.”
— 2 Coríntios 5:7
O céu escureceu, as nuvens chegaram,
mas meu espírito não se apaga.
Porque mesmo sem ver os raios do sol,
sei que ele continua brilhando por trás da neblina amarga.
A fé me dá novos olhos,
que não dependem do clima ou da estação.
Ela me ensina a ver luz no cinza,
e paz no meio da aflição.
"Quando Não Posso Andar, Tu Me Carregas"
Mesmo na velhice, quando tiver cabelos brancos, eu o carregarei. Eu o fiz e eu o levarei; eu o carregarei e o salvarei.”
— Isaías 46:4
“A Dor Não Vai Apagar Minha Fé”
O fogo prova, o vento testa,
mas a fé é ouro refinado.
A cada cicatriz, sou mais forte,
e mais firme no meu chamado.
A alma grita por respostas,
mas meu espírito confia em silêncio.
O meu refúgio não é este mundo,
é o Deus que guerreia e me sustenta por dentro.
Eu o vi no caminho da dor,
Com os olhos cansados, sem direção.
Já não andava com o brilho de antes,
Levava no peito a contradição.
Eu não o julgo, eu reconheço,
Também já chorei na escuridão.
Sei que às vezes o mundo atrai,
E tenta calar o som da salvação.
Mas oh, meu irmão, eu ainda creio,
Que a graça te alcança outra vez.
O Pai continua à porta, esperando,
Com vestes novas e anel de Rei.
Teu lugar na mesa está vazio,
Mas o banquete ainda não acabou.
O Pai ainda espera à porta,
Com o mesmo amor que nunca mudou.
Não há pecado que Ele não perdoe,
Não há ferida que Ele não cure,
Não há abismo tão profundo
Que a Sua graça não ultrapasse com amor puro.
Volta, mesmo sem palavras,
Mesmo sem forças pra explicar,
Porque o Pai não exige discursos —
Ele só quer te abraçar.
Naquele dia de justiça santa,
Diante do trono e do Rei fiel,
Quem não estiver no livro escrito
Não verá o Reino, nem o céu.
Mas há esperança para o arrependido,
Graça para quem deseja voltar.
O sangue do Cordeiro ainda clama,
E chama quem quiser se entregar.
Ele não liberta só por fora,
Mas sara o ontem, o agora e o que chora.
Toca as prisões invisíveis da alma,
E com voz de amor, traz cura e calma.
