Poema Nao Ame sem Amar
Páscoa é isso: não é só chocolate,
É lembrar do amor que nunca se parte.
Jesus está vivo, vamos celebrar,
Com fé e alegria, vamos cantar!
Não é só coelho, ovo ou festim,
É Cristo vivo dizendo: “Vem a mim!”
Celebra, alma, com fé verdadeira,
O Salvador vive — és a herdeira!
"Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Venham ver o lugar onde Ele jazia."
(Mateus 28:6)
A ressurreição de Jesus é a vitória sobre a morte, a prova do amor de Deus e a garantia de que temos vida eterna n’Ele. Quando tudo parecer escuro, lembre-se: o túmulo está vazio! Jesus vive e reina para sempre!
As vestes ficaram no chão,
o céu ecoou em canção:
"Ele vive! Já não está aqui!
A morte não pôde resistir."
Não há luto que resista,
nem dor que persista,
quando o Rei da Vida diz:
"Vem, Eu sou a ressurreição e a vida feliz!"
Não era descuido, nem acaso,
era promessa embalada em pano.
Jesus, o Rei ressuscitado,
deixou um sinal para cada humano.
“Eu volto,” diz o lenço dobrado,
“Não temas, o tempo está contado.”
Ele venceu, foi ao Pai, mas prometeu:
“Outra vez virei buscar os Meus.”
E enquanto os olhos não O veem chegar,
vivemos pela fé, a caminhar.
Pois aquele lenço, suave e santo,
fala de esperança, e não de pranto.
Mas Tomé, ausente, não viu,
e na dúvida se rendeu ao frio.
“Só crerei se eu tocar”, ele diz,
e o Amor responde com graça e não por um triz.
Jesus volta, só por ele,
“Vem, toca-Me, e crê, filho tão querido.”
Tomé cai de joelhos, quebrado e inteiro:
“Meu Senhor e meu Deus verdadeiro!”
Do monte ao coração, ecoa a direção:
“Vão, não parem, levem Minha salvação!”
Pois quem viu o Cristo ressuscitado,
não se cala, vive transformado.
E então, como vento que sobe aos céus,
Jesus foi elevado aos braços de Deus.
Mas não os deixou órfãos ou vazios —
prometeu poder, e enviaria os rios.
Ali não havia coroa de espinhos,
mas um trono que nascia nos caminhos.
Cada discípulo com uma missão no olhar:
levar a cruz, o amor e o verbo amar.
Não mais como servo sofrido,
mas como Leão destemido.
Não mais coroa de espinhos,
mas de glória, por caminhos divinos.
O céu não esqueceu Suas palavras,
nem a Terra silenciou Sua voz.
A promessa ainda pulsa viva,
entre cada batida de fé em nós.
Não é fingir que não doeu,
É crer que Ele ainda está escrevendo.
O Céu não desistiu de você,
Mesmo quando você está se desfazendo.
“Os que semeiam com lágrimas colherão com alegria.”
— Salmo 126:5
A alegria não grita alto no vale,
Ela sussurra como brisa na alma,
É paz que não se explica com lógica,
É riso que brota mesmo sem calma.
Então declaro no meio da luta:
Serei forte, não vou recuar.
Pois quando sou fraca, Ele me toma,
E Sua graça me faz continuar.
“Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas ...
Porque, quando sou fraco, então é que sou forte.”
— 2 Coríntios 12:10
Fé não é cega — ela vê mais além,
E não se engana com o que o mundo tem.
Ela olha pra cruz, pra o alto, pra Deus,
E encontra sentido até nos dias seus.
Não é errar sentir o toque do céu,
Mas sem raiz, a alma vira um anel.
Gira, gira… sem direção.
Mas quem pensa a fé, tem firmeza e visão.
A fé emotiva sente e se embriaga,
Mas tropeça quando a dor não passa.
A fé inteligente crê mesmo em silêncio,
Porque firmou os pés no fundamento.
