Poema Nao Ame sem Amar
Não corro sem rumo, não temo o amanhã,
pois sei de onde vim e para onde vou.
Minha identidade não está nas marés,
mas no Deus que me criou.
Fique de pé, não desista,
a jornada ainda não acabou.
Quem tem Deus como abrigo
sempre encontra um novo voo.
Então não faça do passado
a prisão do seu viver.
Seu erro não é seu túmulo,
se escolher permanecer de pé!
Se tropeçou no caminho,
não se entregue à escuridão.
Levante-se, siga adiante,
pois há graça em sua mão.
Seus erros não são seu fim,
nem a cova onde vai ficar.
São apenas ventos que vêm,
mas que não podem te derrubar.
Se a tempestade ainda insiste,
E os trovões continuam a ecoar,
Eu não temo, eu confio,
Pois Jesus está a me guardar.
Se o dia brilha, Te exalto em festa,
Se a noite vem, não vou temer.
Pois sei que em Ti há paz eterna,
E em Teus braços posso viver.
Tua voz é doce como brisa suave,
Teu olhar me envolve, me guia, me invade.
Não há outro bem que eu deseje além,
Do Teu amor puro, fiel e amém.
O que era apenas esperança distante,
Deus torna real, num toque constante.
O que os olhos não viam, Ele faz enxergar,
O que era impossível, Ele faz se formar.
Que voz está ecoando na sua língua?
“Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim.”
— Tiago 3:10.
Não é algo, é Alguém — é o Santo de Deus,
Que faz nova todas as coisas, até os sonhos teus.
Deixe-O entrar, deixa Ele agir…
O Espírito Santo pode tua história ressurgir.
Não é algo que sentimos de vez em quando,
É Alguém que habita, que vai transformando.
É conselheiro, amigo fiel,
É a presença viva vinda do céu.
Não é vento sem rumo, nem força impessoal,
O Espírito Santo é real, é essencial.
Não é energia, nem simples poder,
É Deus em nós, que vem nos refazer.
Serei por cabeça e não cauda,
Erguida, firme, nunca dobrada.
Pois o Senhor me firma no alto,
Como águia que voa sem sobressalto.
Emprestarei, não tomarei.
Na abundância viverei.
Não por força ou coração altivo,
Mas por Teu Espírito sempre vivo.
Minha colheita, meu pão e meu grão,
São tocados por Tua mão.
Os cestos se enchem, não há escassez,
Pois em Ti eu confio outra vez.
As nações verão o brilho do céu,
Refletido em mim como um doce véu.
Não por orgulho, mas por Tua mão,
Que firma os passos do meu coração.
