Poema na minha Rua Mario Quintana
"Balofo" ouvi no pretérito, "Fláscido" ouço no presente (...) Eis minha saga poética, desvendar a genialidade nos adjetivos futuros.
"Destrua minha vida, não fale mais comigo e morra sozinho!" - assim dizia a carta à Vincent naquela noite estrelada.
Minha mãe não vai me ver envelhecer. Ela não vai ver minha pele enrugar ou meu cabelo começar a murchar. Ela é a criadora da minha vida e ainda assim, é apenas uma passageira. Ela segurou minha mão e assistiu meu corpo dar o primeiro suspiro mas, ela não estará lá para me segurar quando eu der o último. Minha mãe é minha vida inteira e ainda assim, é apenas um momento dentro dela. Eu sinto muito! Sinto muito por todas às vezes que eu disse coisas que te machucaram; coisas que te fizeram chorar escondida. Eu deveria ter sido mais gentil com você! Porque agora eu mal te vejo e fico sozinho em momentos que, no passado, eu tinha a possibilidade de correr para os seus braços. Você fez tudo sozinha e superou tanto. Eu gostaria de te ajudar a voltar a ser a garotinha que você era quando você estava feliz.
Conviver com surdos em qualquer lugar é o meu equilíbrio, pois minha identidade e cultura fazem parte da comunidade surda. Sem eles, minha depressão me afetaria.
Percorrer pela subjetividade me permite arranhar a objetividade necessária para manter a minha mente sadia. A poesia é meu passaporte do já para o ainda não. Com ela caminho, descubro, estaciono e parto. Não me engano entre os mundos. A objetividade sempre prevalecerá.
Quero um amor que me faça despertar de minha solidão. Me fazendo feliz me mostrando um sentimento de amor.
A engrenagem que fazia minha realidade funcionar cessou.
No entanto, posso me mover e assistir, mas não posso consertar.
Minha mãe,que seu amor, seu carinho, sua dedicação, sua proteção, possam me acompanhar a vida inteira.
Aos poucos vejo o SONHO se delineando a minha frente.
Ele assume formas, traz para minha VIDA alegria e REALIZAÇÃO.
Minha vida é colorida, mesmo que as lágrimas brinquem em rolar por minha face. Porque, um segundo depois, meu sorriso surge maior e mais bonito.
Dentro da minha cabeça, existem uma gaveta e um sol imaginário! Na gaveta, guardo as boas sensações; momentos fabulosos; boas lembranças. O resto: a luz do sol, apaga.
Não me julgue pelos seus pensamentos, mas julgue-me: por minhas atitudes e verbalizações da minha boca.
