Poema na minha Rua Mario Quintana

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⁠ponto de transição


da minha janela
observo uma árvore
e por ela sigo as estações.
não pelo Sol
ou pelos casacos.
é a árvore
que entrega todo o seu corpo
ao tempo
sem receio
segura de que a vida
é movimento.

⁠Um dia entrei numa loja, sem nenhuma pretensão
De repente vi uma morena que chamou minha atenção
Tentei usar o meu celular, pra tentar disfarçar,
Mas a beleza era tamanha, a ponto de não a observar!

Quando ela começou a falar comigo, meu coração acelerou
Pois naquele momento sentia algo que eu nunca na vida senti!
Aquele sotaque lindo dessa morena, nunca mais o esqueci!

༺A Lua༻
༺༻
Talvez uma paixão
Talvez uma obsessão
Não importa até
Pois trás minha fé
A cada noite que cai
Sei que ela sai
Até naqueles dias
E nas noites mais frias
Que num vasto céu
Não vejo a olho nu
A tenho que procurar
Mas sei a ir encontrar
Seja meia ou cheia
Ela nunca é feia
Luz sempre tem
E me leva além
Da realidade a acreditar
Que vale apena amar
A vida incerta
Que nunca em linha reta
Nos desilude
Em plenitude
A lua é minha paixão
Mesmo sabendo ter ilusão
É a lua minha segura fonte
Que me indica o norte
༺༻
Tc.04112024/135

Minha Pequena

⁠Em meio ao silêncio da noite estrelada,
Teu olhar encontra o meu, e tudo faz sentido.
Me deixam de perna bamba, teus sorrisos,
Como a brisa suave que dança entre as folhas.

Teu amor é a melodia que embala meus dias,
Um doce encanto que me faz me sentir vivo.
És a luz que ilumina meu caminho,
O sonho que desperta meu coração adormecido.

Cada palavra tua é um verso de ternura,
Cada toque, uma promessa de eternidade.
Nos teus braços, encontro meu refúgio,
E no teu amor, a razão do meu existir.

Música⁠ em homenagem ao professor Celso.

Bilhete premiado

Minha história é essa mesmo/ minha vida é essa mesmo, agora vou lhe dizer.
Nada eu tinha nessa vida/ só vontade de crescer.
Trabalhei de sol a sol/ para vida melhorar,/ na metade do caminho/ encontrei o meu cantar/ um bilhete premiado/ um bilhete premiado colega vei/ fez minha vida transformar/
Capoeira trouxe tudo:/ me deu casa, me deu lar/. Encontrei minha morada, da morada eu fiz meu lar/ Tenho filhos e trabalho, e um "cantin" pra descansar/ E as feridas dessa vida, capoeira pra curar camara.
Iê viva meu Deus.
CORAL

Sandro capoeira

⁠Quem eu amo é você
Quem eu quero é você
É você que vai ser
A mãe dos meus filhos minha esposa, minha companheira.
Você é a minha parceira
A minha melhor amiga
Você é a minha rainha
A minha luz o meu guia
Com você eu me sinto
Completo feliz e realizado
É com você que vou compartilhar meus sonhos
Uma vida cheia de amor saúde e felicidade.
Você é o meu futuro meu refúgio meu ninho
É você que eu amo
É voce que eu quero
É voce que vou ter ao meu lado
E isso já não é mais uma escolha
E sim um destino traçado.

⁠Às vezes me pego pensando no teu cheiro
Imagino a fragrância, o ar circulando e a minha respiração profunda, sentindo o que não se pode ver...
Às vezes me pego pensando no teu sorriso
Imagino-o de todas as formas, talvez um mais contido
Protegendo os lábios com a mão, mas o que domina é a certeza de que nada em ti é para ser encoberto, tu é plena, e quando sorri os olhos se apertam e o coração se abre...
Por fim, muitas vezes penso no teu olhar, meus olhos quase que encontram os teus.
Te encaro, sorrimos, não sabemos o que virá, e o que está diante de mim é um mundo inteiro de todas as cores que ainda não conheci...

⁠⁠O Silêncio
Machuca a minha alma,
Como uma lâmina afiada,
Rasgando fragmentos do meu ser.

O silêncio,
Traz saudade do timbre da sua voz,
Grave, informal, incompreensível...
Mas ainda assim, tão familiar.

Eu gostava de ouvir.
Agora, resta-me acostumar ao vazio,
A sua ausência.

Peço apenas: fique longe!
Não quero reviver a dor
Que um dia dilacerou minha essência,
Encharcou meu rosto com rios de lágrimas.

Ao menos, um adeus...
Mesmo que mísero.

⁠O Grito da Resistência

Nasci acorrentado,
na terra do sangue derramado.
Minha pele é o preço, minha alma, o fardo,
e o mercado exige o que não soube negar.

Cada golpe corta minha carne,
mas o que mais fere é o grito engasgado,
a raiva que cresce em minha alma,
a dor que não se vê, mas me consome.

Me chamam de “animal”, me tratam como terra,
mas meu espírito não se dobra.
Sou o grito que tentam calar,
sou a força que resiste, mesmo acorrentada.

Minha cor não é mercadoria,
é resistência, raiz, história.
A luta é minha, a memória é minha,
e um dia, a liberdade será nossa.

E quando os muros da opressão caírem,
quando o silêncio for quebrado de vez,
a liberdade será nossa não como promessa,
mas como o grito de quem sempre se levantou,
como a força imortal de quem nunca se curvou.

⁠o hemisfério é meu terno
a constelação é a minha visão
a rotação é a legislação
devo tudo a orientação que me foi reservada

⁠Título: Velha amiga.

Ó velha amiga, que saudades, minha querida!
Saudades de brincar na praça,
De correr descalço na calçada,
De pegar na sua mão e dançar em ritmo de balada.

É, minha amiga, o tempo tem passado,
Mas me diga, como vai aí desse lado?
O tempo traz memórias e floresce o imaginário:
O que poderia ter sido, mas impossível ser alterado.

É, amiga, meu cabelo agora está ficando branco,
Parece que o tempo não espera meus pecados.
Quem sabe te encontre em um caminhar qualquer,
Talvez já esteja nos braços de quem lhe fez mulher.

⁠Meu amor se foi, e minha vida foi junto.

Meu amor não possuía duas pernas,
e sim patas — quatro, para ser específica.

Quando ele se foi,
abriu um vazio dentro de mim
que nunca pude fechar.

Dias fingindo estar bem,
noites chorando por sentir culpa.

Isso me fez refletir…
Ele foi embora por minha causa?
Eu fiz algo?

Eu implorei,
clamei para que levassem a mim
em vez dele.

Ele era inocente,
doce e amoroso.

Fechar o corpo com terra sempre dói,
pois em seu corpo, agora há terra…
E no meu,
o sal liberado dos olhos.

⁠. Minha boca ama o seu nome
Minha língua se apegou no seu paladar
Meu ouvido anseia o som da sua voz
Meus olhos observam atentamente, como as palavras parecem dançar no céu da sua boca
Queria eu saber quantas estrelas tem o seu céu

⁠Respostas

E de repente o meu livro estava em suas mãos
Seus olhos correndo as linhas da minha mente
Impressionante com sua precisão
desvendando segredos, entregando respostas gentilmente

Sem querer discorri meus medos e desilusões
seus olhos entendendo cada frase estourada em sua caixa
E eu não entendo porque você é a escolhida
E eu não entendo...
E eu não pretendo entender
E eu não me atrevo perguntar
E eu não quero perder
E eu apenas aceito caminhar

Eu te escolhi sem querer?
Meu dedo nem te apontou
Eu aceito mesmo sem saber?
Não percebi quando chegou
Mas sorri quando falou

Você tem essa alma linda
E quem dera fosse vista por quem superficialmente só consegue ver
Companheira dos meus dias nublados, tirando risos frouxos engraçados
Me deixa ainda sem entender

E quem tem essa sorte de te ter por perto
Esse te deve a alma, a calma
Tem o privilegio do teu afeto
Deve a suave aura
limpa de pesares
A você, que vive e deixa viver.

Dor estrangulante

⁠A minha cabeça está tão cheia, tão confusa
Existe um emaranhado de dores dentro de mim
E minha mente abusa
Não sei o que fiz para que fosse assim

A culpa que carrego me destrói
Meus órgãos gritam por socorro
Porque o peso me corrói
E parece que, a todo momento, eu morro

Não sei em quê pensar
Gostaria de fugir do meu eu
Parece que preciso me apressar
Pois o fio do tempo já se rompeu

Então eu corro
Corro mais rápido que posso conseguir
Mas a corda bamba percorro
E esqueço que posso cair

Eu não tenho forças pra lutar
Eu não tenho forças nem pra levantar
Eu não tenho forças pra enfrentar
Eu não tenho forças nem pra respirar

⁠Ontem, enfim, saí de mim!
A minha alma tão incerta
Foi ali, voltou poeta...

⁠A minha força não está na ansia de viver
mas na vontade de viver histórias
significativas que decifre o amor verdadeiro;

Eu não busco a perfeição
Procuro a simplicidade
Pra eu poder atingir
A minha totalidade.

⁠Santo Antônio do salto da Onça RN
24/04/2024

⁠Só às vezes

Minha vida é sempre assim
parada mas cheia de
paranóias

Me falaram que eu sou
aquela tal de pessoa
"complexada"

Às vezes me parece tão
verdadeiro que começo
a me identificar

Às vezes sinto um vazio
tão grande que pareço
estar caindo constantemente

Às vezes me dá vontade
de largar tudo e sumir ao
ponto de todos me esquecerem

Às vezes só quero me
deitar e esquecer da minha
existência, esquecer de viver

Às vezes só queria esquecer
quem sou eu ou do por que
de ainda lembrar

Só às vezes....

"Ela"

⁠Minha mente grita a muito tempo
A muito tempo me atormenta
A muito tempo se lamenta

Minha mente me corta a muito tempo
A muito tempo me ataca
A muito tempo me mata

Minha mente me maltrata
Me disfarça
Me alaga

Minha mente me desmancha
Me destroça
Me desmonta

Minha mente esconde o
meu verdadeiro eu , já não sei oque pensar
Minha mente só faz me matar....