Poema na minha Rua Mario Quintana
Meu ego
Quero muito mais
Do que um café com açucar,
Quero um café amargo,
Que penetre em minha
Memória, e leve-me além,
Muito além da minha
Imaginação.
Ou quem sabe uma dose
Qualquer,
Que rasgue a minha garganta,
E faça eu dizer
– Coloque outra,
Hoje chegarei em casa embriagado!
Quero muito mais do que beijos,
Cafuné, um simples consolo
De que nem tudo é como
Deve ser, que tudo pode mudar
Ao longo do tempo,
E que o tempo sabe falar,
E quando fala é sábio.
Quero muito mais do que uma pedra,
A argumentar o que se passa no
Mundo – não quero saber de nada!
Quero tudo o que eu tenho direito,
Quero principalmente o coração
Do universo, quero tudo
Para depois entregar-lhe de presente,
E doar-me a você.
Quero muito mais, e o seu querer,
Quero o seu querer,
E juntos vários quereres a se
Complementar – eu e você!
Quero tudo àquilo que for puro,
Quero a água da cisterna
Para beber,
E depois me benzer,
E seguir em frente.
Quero que a minha mente
Regresse apenas
Para ver os melhores momentos
Da minha vida, e quanto aos piores,
Ahhhh, quero sorrir, e dizer,
Que muito tenho vencido na vida.
Meu eu egoísta, quer muito mais,
Quero o que de fato me pertence,
Quero possuir o que de fato me
Pertence, ou tudo àquilo
Que creio eu me pertencer:
– Quem sabe o seu amor?
Oh, vida, de quimeras!
Um asilo já não nos caberia
Mais.
Perfeita És - Fernando S. Dias (Poetry)
Encontrei em ti, ó minha formosa eleita, que em minha alma se fazia desfeita
Nada se iguala ao teu raro fulgor
Tu és joia bendita, perfeita és, meu amor
Flor do acaso, Diamante escondido
Mais valiosa que o rubi do mundo todo
Tão pura qual lírio ao orvalho exposto
Branca qual neve nos montes de agosto
Branda és tua voz, suave e calma vens a ser
Tua longuíqua presença envolvera-me
Envolveu-me com teu amor estonteante
Um repentino romance o qual não obliterarei-me jamais
A Poesia aquieta minha alma ,
acarinha meus sentidos e
me faz acreditar que,
apesar de todas as dores,
ainda posso aprender a
minha paz
eternizar!
E depois que aprendi a me reerguer
e minha paz encontrar
com os dramas ,decepções e erros
na vida ...
Tenho feito do meu silêncio
e do perdão o meu alicerce !
Agora só anseio viver ao que
regenera minha alma .
Não quero mais sofrer
e nem da minha paz me perder .
O meu amanhecer já começo
desde agora.
Que a minha sensibilidade
seja capaz de somente enxergar
pureza e leveza .
E tudo que for sincero e verdadeiro
encontre abrigo em minha alma.
Minha vida não pertence
ao que me faz chorar e
nem ao que faz da minha alma
desencontrar .
Eu pertenço a minha paz .
E é essa certeza que me faz ...
Olhar a vida e o mundo
com fé e esperança nos olhos.
Eu sempre acredito
que a cada dia ...
Deus nos cura e
tudo ...
Tudo se renova.
Eu pertenço a minha paz !
E não permito nunca mais
Ouvir alguém me dizer
que preciso chorar
para aprender a
recomeçar.
Ainda lembro dos meus tempos
de infância
Tempo em que o riso
estava sempre contido nas
minhas andanças .
Tudo era motivo de alegria
De festa
De música
De paz
De poesia .
Acho que o paraíso
foi grato comigo .
Me fez viver momentos marcantes
Que hoje lembro com saudades
por nada ser como antes .
Ahh...
Tinha o céu nas mãos
Tinha o sol nos pés
Tinha a alegria nos olhos
E a pureza nos sonhos .
O tempo passou ...eu sei
Mas aquela criança inda mora em mim
E ao lado dela ...
Quero sempre amanhecer e
adormecer !
EU SOU A CONSCIÊNCIA PRETA RESILIENTE
No dia vinte de novembro, eu reflito a minha própria travessia. A jornada de uma mulher preta, de identidade quilombola, corpo-território que fez da formação uma ferramenta potente de luta.
Penso nos caminhos que trilhei, caminhos marcados por enfrentamentos, muitas vezes solitários, onde resistir era a única forma de seguir viva. Onde cada barreira erguida pela estrutura racista exigiu de mim esforço desigual, preparo, coragem, competência…
Mas nunca houve uma mão estendida, nunca houve um atalho. Eu tive que romper sozinha os bloqueios que queriam impedir minha passagem. E, nessa travessia, sempre a mesma contradição: de um lado, uma estrutura inteira dizendo que eu não deveria avançar; do outro, vozes repetindo que eu era forte demais para cair, forte demais para parar, forte demais para sentir.
A verdade é que, muitas vezes, minha humanidade foi sacrificada para que eu pudesse sobreviver. Ainda assim, nos momentos mais duros , quando a dor era insuportável e quase me desviou de mim foi a ancestralidade que me tomou pelos braços. Foi ela quem me restaurou, quem me recolheu do chão, quem me envolveu em cuidado e me lembrou quem eu sou. Foi ela quem me empurrou de volta para a vida, com afeto, para que eu continuasse não apenas reexistindo, mas existindo com dignidade.
E é assim , em nome dos que vieram antes e vingaram, e, sobretudo, pelos que estão chegando que eu sigo. Porque minha consciência, escrita em resistência. E resistência, em mim, é sempre caminho.
O que há de me esperar?
Nada? Nem o luar?
Não há brilho da lua na noite fria e crua.
Cadê minha amiga?
Tão distante... Será inimiga?
Cadê a socialização?
Sempre fico nesta solidão.
Por que ainda penso em melhoria da vida, ainda que ela já está partida?
Como posso ter a brandura se minha mente surra a amargura?
Por que sofrer se com um gatilho posso dar um epílogo nesse meu viver?
Tenho ansiado sempre
buscar e me aprofundar
na minha paz interior .
E quando consigo mergulhar
nesse mundo puro e lindo dentro de mim ...
Me sinto no céu
É a Glória !
Nada...nada impuro que
vier de fora agora
conseguirá me corromper.
VIDA MONÓTONA OU TRISTE
Profª Lourdes Duarte.
Você já chegou a se questionar: Porque a minha vida se tornou tão monótona ou triste?
Quando criança os seus sonhos eram os mais incríveis que podiam existir, hoje são apenas incertezas se um dia serão concretizados, pois a vida é uma constante mudança e querendo ou não se tornou sua parceira fiel. Somos todos viajantes no tempo. O futuro de cada um está escrito no seu próprio passado. Ou seja, cada um encontra na vida exatamente aquilo que traz dentro de si mesmo. O ambiente, o presente e o futuro somos nós que criamos e isso só depende de nós.
Então, continue sonhando com os pés no chão e não sonhos mirabolantes como os de criança e com dignidade, lute para que os mesmos se realizem.
DESEJO DE AMAR
Autora: Prof Lourdes Duarte
Entrego-te em versos minha vida
E todo o desejo de amar-te
Apaixonado por te és meu encanto
Nestes meus versos venho lhe confessar.
És o colírio de meus olhos
Minha quimera meu amor,
És o lírio que perfuma meu jardim
Sonho em provar do teu amor.
Entrego-te meus sonhos,
Oferto-te meu coração,
Os mais doces desejos de amor
Desfruto nessa ardente paixão.
Te quero tanto, és meu verdadeiro amor,
O amor que eu queria viver eternamente,
De viver momentos mágicos, contigo
És o sonho da minha vida e do meu coração.
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Mário Quintana diz que :
“O amor é isso. Não prende, não aperta, não sufoca. Porque quando vira nó, já deixou de ser laço”.
O amor não deve te segurar, te privar, te manipular. O amor é a liberdade de querer estar com alguém por vontade própria e gostar desta pessoa mesmo conhecendo todos seus defeitos
RECORDAÇÕES e SAUDADES
Autora: Profª Lourdes Duarte
Nas amassadas páginas da minha história,
Uma presença intacta de recordação
Momentos que deixaram um sabor duradouro
Faço balanço das horas que valeram a pena
E que alegraram meu coração.
Se procuro em minhas recordações
Os que me deixaram um sabor de felicidade
Te encontro como em sonho meu amado
Pois Fazes parte das mais lindas recordações
E dos dias encantados de felicidade.
Renuncio as formas de dizer-lhe adeus
E de manter presente nossa história do passado
E os mil motivos que fecundam a minha saudade!
Permitindo-me a ilusão da tua proximidade.
Todos os grandes e pequenos momentos,
Hoje são feitos de recordações
Dos momentos que vivemos com amor e carinho,
O que me restou...
Saudade e eternas recordações .
Recordações das coisas boas que vivemos
Que precocemente a vida nos separou
Lembranças de um amor que durará para sempre
Em meu coração, mesmo com outro amor,
Tenho de ti, lindas recordações e saudade!
Fecundaste Meu Ser
Autora: Profª Lourdes Duarte
Lágrimas rolam em minha face
Duas a duas brotam de dentro de mim
Ao lembrar das tuas carícias, hoje notei
Que foste o líquido mais puro
Que com ele minha sede saciei.
Assim a tua voz, límpida água
De alma pura e nobre, me encantaste
Com tua ternura fecundaste meu mundo
Hoje, de saudade a tua lembrança me dói.
Foste para mim a contemplação da bela paisagem,
Que meu coração que estava seco adentrou
Porém de repente partiste para não voltar
Deixando, incalculáveis lembranças e saudades
E a doçura do teu olhar.
tem um grito entalado na minha garganta
Uma voz que súplica liberdade
Quer se espalhar pelo ar com toda intensidade
Capaz de te encontrar até em Marte
Pra te dizer: sinto tanta saudades
Um nome que começa com V
A que eu amo de verdade
E que perdi por ser tão covarde
Eu colori
de sentido
e beleza
a minha vida medíocre
E coroei de glória
a minha existência
sem utilidade!
Mesmo que seja só pra mim
A minha arte...
viveu!
Quero o amor fluindo cada vez
mais em mim
Sentir que minha resiliência não
tem sido em vão
Perceber cada dia mais o bem no outro,
e ser amável
Livre de amarguras e rancores
que envenenam a alma
Eu quero ser o bem, sem olhar a quem,
e a paz que tanto me faz bem.
Eu confio em mim;
Confio na minha capacidade, confio no meu esforço
Confio no meu conhecimento e confio que sou capaz
Se eu confio, eu sei que vou vencer
