Poema na minha Rua Mario Quintana
Ipê Amarelo do Cerrado
nesta noite só quero
que você saiba que aguardo
pela suas flores
para esquecer das dores
da vida e do mundo
no afã de ser a poetisa do absoluto.
Ipê Amarelo do Cerrado
nesta madrugada tranquila
onde a Lua risonha ainda
brinca com as estrelas
e vou cruzando a estrada
com os meus poemas
escapando dos dilemas.
Um saboroso Milho na brasa
com manteiga temperada
sempre deixa a gente
com água na boca e encantada.
Mandiocada com um
lendário Queijo de Minas
é algo que você não tem
ideia o quanto é bom,
Você vai viver sem
e sempre farei para você
que é o meu precioso bem.
Fiz Curau de Leite de Coco
com Paçoca do jeito
que você disse que gosta,
Vamos aproveitar
este clima de Junho
para saborear
o quê o tempo frio
e a inspiração pedem
sem se preocupar
porque o importante é fazer
aquilo que vai nos agradar.
Pudim de Mandioca
com uma amorosa
Calda de Melaço de Cana
é uma das formas
de fascinar com poesia
na mesa junina
e amorosa o seu par
para ir muito além do Arraiá.
Bolo de Macaxeira
é bom a qualquer
hora do dia,
Quando é feito
para Festa Junina
não sei explicar
o porquê vira poesia.
Eu gosto de ficar de papo
enquanto preparo o meu
bom Chimarrão Tapado,
Porque não existe nada
que mantenha melhor
um coração tranquilizado.
O Lunistício sem dar alarde
chegou com os Solstícios
de ambos Hemisférios,
cada qual no seu céu poético
lidando com mistérios,
elegemos a querência
e a rota da coincidência.
Dançando em We Tripantu
somos como o Sol e a Lua
iluminando o antigo Pehuén,
nas asas dos ventos vamos
agarrados no embalador
encontro previsto entre
o rio, o mar e o amor.
Nesta história romântica
que está a se inaugurar,
não será preciso nada falar
porque o tempo e o destino
saberão por onde nos guiar,
porque tudo aquilo que nasceu
perfeito para nós eu acredito.
O Ipê Amarelo da Serra
dançando o baile
desta bonita tarde
de Solstício de Inverno
parece comigo
por dentro sempre
que te vejo no caminho.
Ipê Amarelo da Serra
poético em noite
profunda de Lunistício
esperando pela vinda
do Solstício de Verão
e da tua amável poesia
que aquece o coração.
Magnífico Ipê Amarelo da Serra
florescido absoluto
no Médio Vale do Itajaí,
Meus olhos se fascinam
por ti até mesmo quando
florido não está
porque és expressão
de beleza terrena
e fonte de inspiração
a cada novo poema
patriótico que surge no coração.
Celebro o seu amor
quando floresce
o Ipê Amarelo da Serra
e me vejo florescendo
junto como poeta
nesta madrugada
serena que me inscreve
no livro da vida
como poema
e a felicidade me destina.
As araucárias do meu Sul
dançam com o Sol e a Lua
neste Solstício de Inverno
que coincide com o Lunistício
que está sendo vivido
pelos Hemisférios Norte e Sul,
Os dias serão mais longos
para sonhar com os meus olhos
abertos e traçar mistérios
para que todos os teus desidérios
no absoluto só encontrem os meus.
As flores do Ipê-Amarelo
saúdam o Lunísticio
neste Solstício de Inverno,
E eu aprendendo a lidar
com a poesia e seu mistério.
Ver o nosso futuro
onde as estrelas são
mais visíveis é tudo
o que desejo neste
mundo sem buracos
na minha convicção,
O amor chegará
em tempo e com sede
de paixão ainda
neste de Lunísticio.
Antes do Lunisticio
e do Solstício de Inverno
que estamos vivendo,
eu te sinto mesmo em pensamento.
Dancei com os deuses
nos braços da Aurora Austral,
Agora ergo em direção
a Tata Inti o Taita Nina no meu ritual.
Agradeco a Mama Kocha
pela vida que se renova
no ventre de Pachamama,
a minha intuição jamais se engana.
Minhas raízes nesta Abya Yala
vivem nas minhas veias
mesmo que você não as veja
celebrando o Inti Raymi a vida inteira.
Poeticamente as minhas letras
têm as cores da Wiphala,
conheço bem a minha pertença
que segue o rumo da ancestral crença.
Todos já participaram
de algum tipo de Pescaria
sem ter a ver
com Festa Junina,
E continuamos pescando
na vida sem deixar
alguns sequer perceber.
