Poema meu Animal Morreu

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A Vegantropologia toma o veganismo como método para investigar como a exploração animal se torna socialmente aceitável e faz do conhecimento uma forma de enfrentá-la.

Pior do que o animal irracional são os homens racionais que cometem maldades e injustiças contra os seus semelhantes.

A saudade é um animal que corre em círculos pela casa. Não morde, apenas arranha portas que já deviam estar trancadas. Dentro do peito, a boca do animal é uma chama azul. Alimento-o às vezes, por não saber esperar o fim do fogo. Mas aprendendo, deixo o bicho dormir sem abrir a porta.

A vontade de desistir é um animal que aparece ferozmente. Eu o observo, ofereço água e digo seu nome. Nomeá-lo enfraquece o monstro e devolve-lhe forma humana. Com isso, a desistência perde parte de seu reino. E eu continuo, passo a passo, com pés que querem aprender.

Um animal lembra-nos que a existência não precisa de explicação, apenas de atenção.

Lembre-se: se você fosse um animal, as pessoas colocariam uma pistola na sua cabeça, como fazem no abate.

⁠"O homem sem entendimento vive como um animal, guiado por seus instintos e desejos mais básicos."

Quando zelamos pelo outro, pela vida animal e pela natureza, estamos protegendo o nosso bem maior: o mundo que compartilhamos.

O racionalista pensa, enquanto o religioso reage à voz do seu domador tal como um animal treinado para atuar no circo.

Se um animal não representa perigo imediato e você não está morrendo de fome, matá-lo é absolutamente errado, uma clara demonstração de psicopatia.

Toda omissão diante do sofrimento animal é uma forma de autoria indireta do sofrimento.

“O animal abandonado é talvez a forma mais silenciosa de testemunho contra uma sociedade que aprendeu a possuir antes de aprender a cuidar.”

“Onde a lei enxerga apenas um animal, o Direito deveria enxergar um ser vivo diante de uma responsabilidade humana.”

“Uma sociedade que precisa de uma lei para ensinar alguém a não abandonar um animal já revelou, antes mesmo da sentença, uma parte de sua falência moral.”

“O animal de rua não conhece o conceito de cidadania, mas frequentemente conhece, melhor que muitos cidadãos, a distância entre a promessa da lei e a realidade.”

“Toda vez que um animal indefeso é abandonado, o Direito recebe uma pergunta que não pode responder apenas com artigos, incisos e parágrafos: quem era responsável por essa vida?”

“O abandono animal é a forma pela qual a irresponsabilidade privada termina nas ruas e a responsabilidade pública começa a ser testada.”

“O animal abandonado não pede justiça com palavras; sua própria vulnerabilidade é a petição.”

“O animal de rua é o lugar onde o Direito encontra sua pergunta mais incômoda: quanto vale uma vida quando ela não possui voz, patrimônio ou poder?”

“O abandono transforma um animal em problema urbano depois que a humanidade já o transformou em vítima.”