Poema Menino

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– Não faz mal, eu vou matar ele.
– Que é isso menino, matares teu pai?
– Vou, sim. Eu já até que comecei. Matar não quer dizer a gente pegar o revólver de Buck Jones e fazer bum! Não é isso. A gente mata no coração. Vai deixando de querer bem. E um dia a pessoa morreu.

José Mauro de Vasconcelos
O meu pé de laranja lima. São Paulo: Melhoramentos, 2004.

⁠Sylvester Stallone foi um menino rebelde, mas sempre sonhou em ser ator. Filho de um barbeiro e uma dançarina, ele sentia pulsar em suas veias a arte.

Mas a vida não estava fácil para ele.

Nascido com uma pequena paralisia facial do lado esquerdo, ele enfrentava dificuldades para entrar no mercado. Foi apelidado e sofreu bullying.

Tinha 26 anos e não conseguia um papel sequer. Ele ia de teste em teste e só ouvia “não”.

Com uma vida completamente estagnada e totalmente quebrado, passou a morar num quartinho com sua mulher e Butkus, o seu cão, perto do metrô. Stallone e o cão eram inseparáveis.

Todos os seus sonhos de sucesso estavam muito distantes. E as contas não fechavam.

Chorando, sem saber como alimentar a si, sua mulher e seu cão e sem encontrar uma saída, ele levou Butkus até uma loja de bebidas. Ali, naquele momento, sem pensar muito, vendeu seu melhor amigo por 40 dólares a um homem que entrou na loja.

Voltou para casa chorando.

Duas semanas depois, Sylvester Stallone viu uma luta de boxe entre Mohammed Ali e Chuck Wepner. Uma luz se acendeu.

Ele escreveu o roteiro de Rocky e ofereceu a um estúdio, mas ele queria ser o protagonista. O estúdio fez várias ofertas só pelo roteiro: 125 mil, 250 mil, 350 mil dólares. Ele negou.

O estúdio não queria correr riscos. Ofereceu 35 mil dólares e o aceitou como Rocky.

Ele, então, voltou correndo à loja de bebidas e ficou durante 3 dias em pé, esperando o comprador de seu cão. Pagou 15 mil dólares ao homem e voltou para casa com Butkus.

Rocky estreou em 1976 tendo Stallone como protagonista. O filme foi um sucesso e foi indicado a 10 categorias do Oscar. Venceu 3.

Que o Menino Jesus
Nasça em teu coração
Que não seja apenas festa
Somente uma tradição
Traga o que há de melhor
Tudo em um presente só
Paz, saúde, fé, união...

Um menino andava pelo quintal, em rápido pressentimento ao olhar para trás.
Imaginou sentir uma presença: era uma raposa.
Raposa com olhos fixados, toca em poça de lama marcando o caminho traiçoeiro.
O menino, paralisado não pelo medo, mas pela beleza da raposa, segue o caminho.
Ecoa um grito, depois um tiro, era o revólver que o menino segurava.
A raposa o removeu de sua mão e, ao remover, deu cor à sua pelagem branca, pois a raposa era albina.
O menino grita, pois a lua chegou, e desconhecia a morte.
O menino que andava, agora corria para sua casa, enquanto a raposa branca se sentia vermelha, como a raposa mãe que lhe trouxe o mundo.

Um menino, enquanto brinca na sala, ouve a porta abrir, sua mãe chega.
Com a mãe uma cesta, o menino ao olhar a cesta, percebe-a vazia.
Estranho, olha ao alto e no alto contém uma teia, uma teia de aranha, que incomum desloca o seu sentido.
Sua mãe chama: "Filho, por que te espantas?".
Ele diz: "É uma teia, essa teia é vazia igual à cesta".
A mãe, pensativa, lembra que ele... que um dia aquilo foi ela e sua mãe.
O menino fala: "Essa cesta é vazia porque precisamos enchê-la para levar para alguém".
A mãe, atônita, percebe o incomum, nunca falou isso em voz alta, e abraça o menino.

Embaixo de uma árvore, um menino acariciava um cachorro,
cachorro de pelos dourados com o sol que esverdeava folhas
folhas amassadas e quebradas pela bola arremessada que atingiu a árvore,
árvore que continha folhas, e ao redor do menino
um adulto que, obeso, reluta em levantar
o menino observa o adulto, homem que toca, que acaricia a própria barriga
o menino, em veloz movimento, toca o braço do homem
o homem, em espanto, escuta do menino: "Por que não está feliz nesse belo dia? Se levante."
o homem, com uma lágrima tímida, recita: "Não posso, não sou belo."
o menino acaricia o seu cachorro e diz: "Sabia que tem dias que é difícil acariciá-lo assim? Pois, se não remove o excesso de pelo, torna-se espesso e sufocante."
o homem mais uma vez acaricia a própria barriga, apertando como se quisesse arrancá-la, e recita: "Não é a mesma coisa, jovem menino."
o menino, em um belo sorriso, recita: "Eu nunca pude fazer sozinho, mas hoje cortei um pouco, somente um pouco. Você também consegue."
o menino se levanta, ao segurar o braço do senhor, o cachorro o auxilia e o senhor se levanta
a árvore que confrontava, agora brincava com a sombra, o homem que acariciava a barriga surgia magro, estendendo a mão ao menino, que em sombra era um belo rapaz.

"O Natal é a celebração do nascimento do menino Jesus, celebre o amor."


Feliz Natal

O menino enquanto brincava em uma pequena e esquecida poça de lama
Sente-se atraído por um som imenso, um som que o convoca
Se distanciando da poça, observa um carneiro que se bate em uma parede.
O carneiro sem razão, se bate, se bate
O menino que se encontra do outro lado da parede
Pergunta ao carneiro, esperando uma resposta: "Por que se bates?Tem um grande espaço para brincar".
O carneiro continua, continua, até que em um ágil movimento, desaba-se
O menino atônito e triste, pega uma maçã que tinha no bolso, joga-lhe
O carneiro se levanta, e ao levantar, consegue um ato:Remover um espinho que se encaixara em sua cabeça ao correr pelo campo.
O menino surpreso se depara com o carneiro livre, que corre pelo campo
E o menino em singela inquietação, sem motivo, pensou ao ver: "Ele era livre, mas não era livre, agora é livre".
Em um suspiro, o inesperado ocorre: um fazendeiro lança uma corda
Corda que laça o carneiro livre, que agora é levado
E ao ser levado, a única coisa que não se prendeu foi o olhar
O carneiro, indo embora, olhando o olhar do menino.

E do nada deixei você se aproximar de mim,
com aquele jeitinho de menino inocente,
invadiu meu coração e tocou em minha alma.
Hoje tenho apenas as marcas da decepção,
da dor, de um coração que se deu por completo
para alguém que não sabia amar.

Não tenho um discurso tão maduro nem experiência que mude minha direção, sou um poeta menino apaixonado acreditando na força do meu coração;
Meu assédio é literalmente impávido aos sentimentos que amo, baseando-se no seu coração com grandes observações;
Atordôo-me em ter as certezas de que te agradei com minhas palavras tão singelas e carinhosas, porém presenteado com o seu mais belo sorriso;

⁠Seu nome é Jesus - Vinicius M. Tito

Data: 25/12/2023 / 01:17

"Ela terá um menino, e você porá nele o nome de Jesus, pois Ele salvará o seu povo dos pecados deles." - Mateus 1:21

Nasceu Jesus, o menino, a palavra viva que veio ao mundo em forma de carne para perdoar nossos pecados, levar embora nossas inequidades, aflições, dores e angústias. Cristo vive; o Natal não é sobre uma festividade com o Papai Noel, mas sobre nosso Pai que desceu dos céus para nos salvar. Como cristãos, devemos olhar para Cristo, o verdadeiro "Papai Noel", que morreu por nós, está vivo e chama-se Jesus.

"O verdadeiro papai Noel não está em um trenó, muito menos na antártica. Ele está sentado a direita de Deus e seu maior presente para nós, é a vida eterna ao lado Dele." - Vinicius M. Tito

"Pois Deus amou o mundo tanto que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna." - João 3:16

Por: Vinicius M. Tito

Menino criado com vó


Que a despedida seja nosso derradeiro anseio. Que dedicatórias e saudades não sejam nunca ensaiadas. Que os olhares não mirem lembranças ou lugares lembrando de alguém, e que a minha robusta linguagem seja tímida se um dia precisar falar de adeus com você.


Não tenho poemas tristes sobre você. A minha vida e a vida dos outros são todas vidas de dentro de você. Tu sabes que eu sei dizer e arrumar em palavras as mais consoladoras e convincentes. Só as nego e negarei dizer a todos qualquer coisa que explique um dia a tua ausência, porque “até logo” ou “até um dia” eu até diria, porém adeus jamais lhe daria.


E num verso em que foge a rima e o português rebuscado, digo-te até um pouco bravo, não com a braveza de um desorientado, mas falo da bravura de um filho de nordestino, cabra arretado, te proibindo que desta vida se retires antes que eu veja em vida os filhos dos meus filhos, para terem também a sorte, assim como eu tive, de ser menino criado com vó.


Quiçá todo mundo pudesse ter sido, como eu fui na infância, querido; hora outra chamado de neto preferido; comigo sempre repartindo os doces recebidos. Sorte na tua casa ter vivido, e da tua vida me foi feito abrigo, como até hoje e ainda em breve será.


Pois com pressa só tratamos a saúde. O que não for saudade pode esperar!

Menino do coração despedaçado

É, lá vou eu de novo, mais uma vez me entreguei pensando ser a pessoa certa e tô aqui insistindo por atenção, tentando te convencer. Cara, na real, por que isso só acontece comigo? Isso dói muito, tô aqui me despedaçando por dentro.

"Dizem que para ser menino é uma questão de nascimento, ser um homem é uma questão de idade...Mas ser um cavalheiro é uma questão de escolha."

☆Haredita Angel

Vários talentos naturalmente reunidos em uma pessoa incomparável, inesquecível, que desde menino já mostrava que havia vindo para este mundo para ser de fato surpreendente, de um jeito único, certamente, admirável, em diversas vertentes para diversos tipos de público

Os seus passos e o seu canto juntavam com maestria o lúdico com as suas músicas e assim, o palco logo era transformado em um lugar mágico, numa soma hipnotizante, cercado por sentimos profundos, corações acelerados por um entusiasmo fortemente contagiante, bastava um instante para ser memorável

Tão aclamado, aplaudido e inevitavelmente marcante que a sua partida foi muito lamentável, mas não resultou na sua ausência definitiva, pois ele permanece cada vez mais vivo, bem representado, querido, então a sua história continua, não ficou no passado, o seu sucesso perdura, o Rei do Pop segue com o seu reinado.

Entre Órion e a Saudade

Eu o via como um menino,
daqueles que não querem crescer.
Carinhoso, um Peter Pan.

Ele prometeu me mostrar a constelação de Órion,
visível a olho nu — um presente do universo.

Certo dia, disse-me que, quando a saudade chegasse
e a noite estivesse em prantos,
bastaria eu fechar os olhos
para que o manto negro surgisse.

Mas que eu não me preocupasse,
pois logo a claridade apareceria,
com estrelas brilhantes e felizes.

Dor de Dente


Eu sou daqueles menino que pouco fala e não mente
Minha vó sempre dizia a mentira dá dor de dente


Eu sou daqueles menino que pouco fala e não mente
Minha vó sempre dizia mentira dá dor de dente


A minha vó me ensinou e hoje eu sou clarividente
Aprendi ver com clareza a bondade e seus acidentes


Minha vó me ensinou e hoje sou clarividente
Aprendi ver com clareza a bondade e seus acidentes

6 de janeiro de 2024
·
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LA VAI O MENINO (Para meu neto Cauã, em 06.01.2024)
Lá vai meu menino
Catando o destino
Levando carinho,
Vencendo sozinho!
Mochila nas costas,
Certezas já postas
No amor da família
Seguro ele aposta!!
Vai levando liberdade
Vai traçar sua verdade,
E um dia dizer contente
Voltei, trazendo felicidade!

Redemoinho


O homem nasce menino
na planície verde e monótona,
onde o tempo mastiga devagar
os ossos das horas.

Tudo é pacato.
Tudo é árido.
O horizonte não traz ameaças.

Então chega o dia
em que ele se confronta com o furacão.
O tufão do Atlântico e do Pacífico,
carregado de cores, ruídos, promessas,
vidas demais até para mil existências.

O giro tempestuoso desloca o mundo.
Arranca o que era chão.
Semeia o que já nasce morto.

Nada permanece.
As coisas não amadurecem,
apenas surgem
e se dissolvem
sem parto
e sem luto.

O homem-menino abre os braços.
Quer o clarão,
quer o excesso,
quer o impossível.

E o redemoinho o aceita.

Engole seus sonhos frágeis,
mistura artefatos, rostos, desejos
em uma nuvem de poeira disforme.

Agora é homem.
O menino ficou para trás
como um retrato esquecido na estante,
como letras gravadas na velha árvore.

Está no olho do furacão.
Silêncio dentro.
Caos ao redor.

Já não acompanha o giro.
A mudança o ultrapassa
como um trem que não para em nenhuma estação.

Olha ao longe
as pradarias de onde veio.
Vinhas imaginárias.
Um tempo sem gritos.
Um tempo sem pressa.

Mas descer já não é gesto.
É amputação.

Ele tornou-se o próprio vento
que o desfaz.

A cada segundo
um pouco menos sólido,
um pouco mais vapor.

Ao homem sempre restará
esse vício antigo:

abandonar o simples
e, tarde demais,
implorar pela simplicidade.

1574
"Não tenho como confirmar mas contaram-me que o grande Manuel Bandeira, quando menino, encontrou-se, no bonde, com ninguém menos que Machado de Assis! (Eu sequer sabia que eles eram contemporâneos). Mas... Imaginem a emoção!


E, para ficar bem com o Maior de Todos, Manuel Bandeira teria dito que havia lido todos os livros do 'Bruxo do Cosme Velho'. Desconfiado, Machado começaria a fazer perguntas, quando a 'próxima parada' salvou o Menino Futuro Grande Poeta: ele precisou descer ali mesmo, HeHeHe!"