Poema com mar
" Podemos sublinhar as delicias da vida, colher frutas maduras no pé, podemos contemplar o mar e adoçar os sentidos com o
mel da vida. Viver é um plano do criador, então vivamos plenamente, todos os dias, até o fim....
Banhei-me em mar de esperança quando percebi que além de não ser eterno, nenhum mal se sobrepõe ao bem e nenhuma mentira é mais grandiosa que a verdade, e assim também incompatíveis, não eterno é o ódio, como é o amor.
O razo de algumas pessoas é como o fundo do mar, é melhor conhecer apenas a superfície, linda e poética.
No mar de minhas emoções costumo lançar qualquer sentimento que me pareça ruim, isto porque lá sei ele é pequeno, se dissolverá e será parte daqueles que este mar, compõem.
Uns amam o céu, outros o mar. Alguns amam o sol, outros a lua. Têm quem ame bichos, têm quem ame plantas. Como têm quem ame alguém, têm até quem ame a própria cama. Estranho deveria ser não amar, pois o que importa mesmo é a prática do amor.
Deus só abre o mar vermelho para ir e não para voltar. Esse milagre é para quem está indo e não se repetirá para quem deseja voltar. Voltar gera morte, mas seguir te leva ao milagre.
Quão tolos são aqueles que, por uma gota de prazer, beberão o mar da ira de Deus!
O mar não parou Moisés! A muralha não parou Josué! O gigante não parou Davi! A morte não parou Jesus! Se você crer, nada te impedirá de fazer a vontade de Deus!
Se ele um grande filósofo, não sabia. Imagine eu, um contador de estrelas,
Um admirador do mar, um sonhador.
Quando a mente falha… sinto-me naufragar em um mar espesso, sem bússola, sem voz, sem ar. A depressão… um inimigo invisível, feito neblina que invade os pulmões, correntes que enlaçam a língua, um eclipse que apaga toda clareza. Não é o mundo que enfrento… é um labirinto dentro de mim, onde cada passo afunda, cada pensamento vira eco distorcido, e a esperança… se esfarela como poeira em mãos trêmulas.
Sou como um barco furado… E meus pensamentos, como as águas do mar, vão, lenta e silenciosamente, invadindo meu interior. Não há resistência, não há conserto… Apenas a certeza inevitável de que, pouco a pouco, eu vou afundando.
As tempestades forjam navegadores, em meio ao rugido feroz das ondas, domam o mar indomável, transformam o medo em fogo ardente e a tormenta em bússola que nunca falha.
O mar é meu refúgio mental, onde despejo o que não cabe no peito. Admiro sua imensidão insondável, ora espelho sereno, ora abismo em fúria. Nele encontro o que me falta, silêncio que não pesa, tempestade que não julga. Sou feito de ondas também, ora brisa, ora naufrágio. Mas ali, entre sal e horizonte, sinto que posso existir inteiro.
Açoitado sobre as ondas, e os vendavais, no meio do mar, revolto e bravio, entre as altas e fortes ondas se batendo, o meu barco vai... com o risco de naufragar!
Sinto as minhas forças se esgotando, não me deixa afundar, o vento sopra, o medo aperta, o mar se agiganta, o coração inquieta, quando vejo as ondas invadindo o meu barco para me tragar!
